LÁCTEOS – AGRO EM DADOS / ABRIL 2025
A produção de leite industrializado no Brasil aumentou em 2024 pelo segundo ano consecutivo, acumulando um crescimento de 6,3% desde 2022. Em relação ao quarto trimestre, o aumento foi de 4,6% quando comparado ao mesmo período do ano anterior, atingindo 6,7 bilhões de litros de leite. A captação brasileira de leite é liderada pelas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, seguida de Nordeste e Norte. Goiás responde por 81,9% da produção total do Centro-Oeste, sendo assim, o estado é o responsável pela representatividade da região na produção nacional de leite.
No que diz respeito aos custos de produção, para janeiro, foi registrado melhora na relação de troca ao produtor em relação aos últimos dois anos. Foram necessários 33,8 litros de leite para adquirir 60kg da mistura* redução de 17,2% no volume de leite quando comparado ao mesmo período do ano anterior, de acordo com a Embrapa.
O período entre março e agosto é conhecido como entressafra na bovinocultura leiteira, na qual historicamente é observada uma redução na produção mensal, em relação à média anual. Consequentemente, há menor oferta no mercado interno, o que reflete em pressão positiva nos preços para os próximos meses.
No panorama internacional, em fevereiro, houve aumento nas exportações brasileiras de derivados lácteos. Os produtos responsáveis pelo crescimento foram: manteiga – volume exportado quase sete vezes maior – , creme de leite, com incremento de 15,7%, em relação ao mesmo período do ano anterior, assim como o leitelho** (+39,3%) e soro de leite (+16,5%).
No último leilão Global Dairy Trade (GDT), realizado em 18/03, a média ponderada dos produtos negociados fechou em US$4.245,00 por tonelada. Além disso, o volume negociado segue em queda desde novembro, pelo décimo leilão consecutivo, atingindo 19,5 mil toneladas, menor valor para um mês de março desde 2018. A instabilidade geopolítica mundial gera incertezas no mercado global do leite, acerca de oferta, demanda, países fornecedores e consequentemente, dos valores praticados.
No primeiro bimestre de 2025, dentre os derivados lácteos, o queijo brasileiro foi o terceiro produto exportado mais bem pago, alcançando US$5.870,68 por tonelada. Paralelamente, para Goiás, o queijo goiano também ocupou a segunda colocação, com US$3.755,33 por tonelada, atrás somente do leite em pó e doce de leite. Desse modo, observa-se que além do processamento do leite agregar valor ao produto final, a qualidade do queijo goiano é internacionalmente conhecida, promovendo esse derivado no mercado mundial.
*Mistura composta de 70% de milho e 30% de farelo de soja
**Subproduto oriundo da produção de manteiga
COTAÇÕES – Leite ao Produtor Cepea/Esalq (R$/Litro) – Líquido

PRODUÇÃO DE LEITE INDUSTRIALIZADO



VALOR BRUTO DA PRODUÇÃO DE LEITE (VBP) Estimativa 2025

BRASIL – EXPORTAÇÕES DE LÁCTEOS

GOIÁS – EXPORTAÇÕES DE LÁCTEOS


BRASIL – IMPORTAÇÕES DE LÁCTEOS

GOIÁS – IMPORTAÇÕES DE LÁCTEOS





COTAÇÕES – Leite ao Produtor Cepea/Esalq (R$/Litro) – Líquido

