BOVINOS – AGRO EM DADOS / JULHO 2026

A valorização da carne bovina no cenário internacional tem impulsionado as exportações goianas em 2026. Desde fevereiro, o preço médio pago por tonelada mantém trajetória de alta e, em maio, superou a marca de US$ 6,0 mil ao alcançar US$ 6.127,25. O resultado representa um novo recorde para o período, acima dos valores observados em maio de 2022.
Esse desempenho resultou, principalmente, da elevação do valor pago pelos dois principais destinos das exportações de Goiás: China e Estados Unidos. Em maio, o preço médio pago pela tonelada foi de US$ 6.816,32 no mercado chinês e de US$ 6.353,34 no norte-americano. O cenário reflete a demanda internacional aquecida pela proteína e reforça a perspectiva favorável para as exportações goianas ao longo de 2026.
Nesse contexto, o mercado externo aquecido e a valorização da arroba do boi gordo contribuem para o crescimento da receita do setor. Todavia, a alta da cotação do bezerro elevou o custo de produção da atividade ao tornar a reposição do rebanho mais onerosa. Em Goiás, a relação de troca boi gordo/bezerro* foi de 1,91 em maio de 2026, ante 2,00 no mesmo mês do ano anterior.
Apesar do recorde brasileiro e goiano no abate bovino registrado em 2025, o primeiro trimestre de 2026 foi marcado por uma retração de 6,8% no número de animais abatidos em Goiás, na comparação com o mesmo período do ano anterior. O resultado sinaliza uma desaceleração no ritmo de abates no estado, possível reflexo de ajustes na oferta de animais. Em contrapartida, no cenário nacional, houve aumento de 3,3% nas cabeças abatidas no mesmo intervalo.

*Relação de troca: quantidade de bezerros (Nelore, de 8 a 12 meses) adquirida com a receita da venda de um boi gordo. Em 2025, no abate bovino, o rendimento médio das carcaças em Goiás foi de 17,6 arrobas por carcaça.

Governo na palma da mão