BOVINOS – AGRO EM DADOS / MARÇO 2026

Desde março de 2025, o Indicador do Bezerro CEPEA/ ESALQ (MS) apresenta movimento consistente de alta, alcançando em fevereiro de 2026, média de R$ 3.158,74 por cabeça. A valorização acumulada no período foi de 17,7%, configurando o nível mais elevado dos últimos cinco anos. Em Goiás, na mesma base de comparação, a média mensal do bezerro registrada em fevereiro de 2026 foi de R$ 3.019,14*, o que representou incremento de 22,9% no intervalo analisado. Essa trajetória de valorização crescente pode ser atribuída, dentre outros fatores, ao recorde no abate de fêmeas registrado em 2025, o que contribui para diminuição da oferta do bezerro no mercado. Dessa forma, a tendência esperada para o setor em 2026 é de retenção de fêmeas para produção de bezerros e maior rentabilidade para esse elo da cadeia produtiva.

No comércio internacional, as exportações de carne bovina seguem aquecidas, tanto para Brasil, quanto para Goiás, em virtude de uma demanda externa consistente. Em janeiro de 2026, para ambos, foram registrados novos recordes nas exportações da proteína, em valor e volume embarcado, acompanhados pela ampliação do número de mercados consumidores, com reflexo positivo na balança comercial do setor. Nesse primeiro mês do ano, Goiás expandiu em 46,3% o rol de países importadores, na qual passou de 41 destinos atendidos em 2025 para 60 países em 2026. Já o superávit da balança comercial goiana totalizou US$171,1 milhões, avanço de 43,9% frente ao mês de janeiro do ano anterior.

No cenário mundial, a China impôs salvaguardas à importação de carne bovina, com uma cota estabelecida para o Brasil em 1,1 milhão de toneladas da proteína. Para Goiás, a expectativa da decisão é de um efeito mais moderado, visto que, de 2024 para 2025, o país asiático já havia diminuído o volume adquirido em 32,5%, fator que foi compensado pelo aumento nas aquisições dos demais parceiros comerciais do estado. Conforme abordado no Agro em Dados anterior (77ª edição), o crescimento nas vendas goianas para os Estados Unidos em paralelo à redução na participação da China teve continuidade em 2026. Em janeiro, o país norte-americano ultrapassou a China e assumiu a liderança no ranking dos países importadores da carne bovina. Ademais, outros destinos da proteína goiana ampliaram o volume importado nesse período, dos quais destacam-se: Chile (+155,7%)**, Rússia (+39,3%)**, México (+31,9%)** e Egito (+10,8%)**.

*Média à vista (CDI), região de Goiânia (GO)
**Aumento em relação ao mesmo período do ano anterior

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