Agehab integra grupo de trabalho do MPGO para solução de conflito fundiário em Bela Vista de Goiás

Gerência de Regularização Fundiária da Agehab foi convidada pelo MPGO para encontrar solução conjunta em caso que envolve direito à moradia e preservação ambiental
A Gerência Gestão de Regularização Fundiária e a Gerência de Projetos Urbanísticos de Regularização da Agehab foram convidadas pelo MPGO para encontrar solução conjunta em caso que envolve direito à moradia e preservação ambiental
A Agência Goiana de Habitação (Agehab) participa como convidada das reuniões do Centro de Autocomposição de Conflitos e Segurança Jurídica (Compor), em caso que envolve direito à moradia e preservação ambiental no município de Bela Vista de Goiás. O grupo de trabalho é liderado pelo Ministério Público de Goiás (MPGO).
De acordo com o presidente da Agehab, Alexandre Baldy, a equipe da Agência entra com seu conhecimento técnico para ajudar a solucionar conflitos fundiários em casos complexos como este. “Estamos dispostos a ajudar no que for preciso para encontrar uma solução conjunta para a situação”, afirma.
O gerente de Gestão de Regularização Fundiária da Agehab, José Augusto Magni Dunck, explica que o Compor atua como mediador no caso de uma ação civil pública contra o município de Bela Vista de Goiás pela ausência de fiscalização no depósito de lixo localizado na GO-219, saída para São Miguel do Passa Quatro. Embora existissem moradores na área em questão, não havia um estudo técnico adequado para verificar se a habitação era ambientalmente viável e segura para os ocupantes.
Em uma sentença judicial do ano de 2024, o município foi condenado a desocupar e reparar ambientalmente a área. Ocorre que, em outro processo, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) reconheceu a usucapião (direito que permite transformar a posse de um imóvel em propriedade legal) a um morador local.
Segundo o gerente de Projetos Urbanísticos de Regularização, Richardson Thomas da Silva Moraes, um dos avanços conquistados pelo Compor no caso em questão foi o compromisso para a realização de um estudo técnico ambiental que avalie a viabilidade ambiental e a segurança da permanência de moradias no local, bem como a possibilidade futura de eventual Regularização Fundiária Urbana (Reurb). Também ficou pactuado o levantamento da existência de outros títulos judiciais de propriedade na área. “A mediação exercida pelo Compor é uma ferramenta eficaz para o equilíbrio de direitos fundamentais aparentemente conflitantes, como a proteção ambiental e o direito à moradia”, define ele.

