Resumo histórico
O Arquivo Histórico Estadual é o espaço da Secult Goiás (antiga Agepel) que abriga e organiza os documentos mais antigos e históricos do Estado. Sua origem está ligada aos primeiros tempos de Goiânia. Até 1924 competia a cada secretaria a custódia e a manutenção dos documentos.
O nome Arquivo Público do Estado foi mantido, já em Goiânia, pela Lei n.º 441, de 8 de dezembro de 1944 e passou a ser subordinado à Secretaria de Justiça e Segurança Pública. Em 1961, o arquivo passou a ser chamado Arquivo Geral do Estado e foi anexado à Secretaria de Administração, recém-criada.
O Arquivo Histórico Estadual tem início com o Decreto 169/74 que alterou o Decreto nº 180, de 24 de julho de 1967, passando o seu controle da Secretaria de Administração para a Secretaria de Educação e Cultura.
Por esse decreto, a documentação considerada permanente ou histórica que se encontrava no Arquivo Geral do Estado, passou a pertencer ao Departamento Estadual de Cultura, da Secretaria de Educação e Cultura (Lei nº 5613 de 13/11/1964). Este ato só foi efetivado em 1976, quando se iniciou a organização do Arquivo Histórico Estadual. Em 1987, ganha sede definitiva.
O Arquivo Histórico de Goiás é uma unidade da Superintendência de Patrimônio Histórico e Artístico da secretaria. Tem a finalidade de receber, localizar, recolher, reunir, recuperar, preservar, organizar e divulgar o patrimônio documental do poder público, visando estimular estudos e pesquisas que revelem a memória e as raízes históricas do Estado. Os documentos aqui depositados são do tipo Permanente.
Via de regra, documentos recebidos e produzidos em todas as repartições públicas integram o chamado arquivo corrente, sendo abrigados nas próprias repartições, em uso. Quando sua procura torna-se esporádica e eventual, passam a fazer parte do chamado arquivo intermediário, abrigando-se nos órgãos oficiais ou no chamado Arquivo Geral do Estado. Depois disso, cumprindo uma tabela de temporalidade, são analisados e selecionados em função do seu valor probatório, histórico ou cultural, devendo ser salvaguardados no Arquivo permanente, categoria em que estão incluídos os Arquivos históricos dos Estados.
Divisão interna
Reúnem-se no Arquivo Histórico de Goiás as seguintes sessões:
– Sessão Manuscritos;
– Sessão Documentação Avulsa;
– Sessão Documentos dos Municípios de Goiás e Tocantins;
– Hemeroteca;
– Biblioteca apoio.
Na sessão Manuscritos estão reunidos 2,2 mil volumes, destacando registros de provisões e patentes, sesmarias, sindicâncias e correspondências dos presidentes da província e governadores com os diversos ministérios e secretarias de Estado.
A sessão de Documentação Avulsa possui 1,61 mil caixas-arquivos, que se referem aos diversos departamentos da administração pública estadual, de 1731 a 1973.
Na sessão Documentos dos Municípios de Goiás e Tocantins consta a documentação oriunda dos municípios que hoje, integram o estado do Tocantins, mas que já pertenceram ao Estado de Goiás.
A Hemeroteca, por sua vez, é constituída de 281 títulos de jornais, representativos da imprensa goiana.
E na Biblioteca Apoio é composta de 2.300 obras, entre livros, periódicos, teses, etc.
O acervo dispõe ainda de plantas arquitetônicas residenciais e comerciais, das primeiras edificações de Goiânia, do período 1936/1939 e 1940.
Importância Sócio-cultural
Abriga e organiza os documentos mais antigos de Goiás, e ainda papéis mais recentes que sejam classificados como documentos históricos. Atende pesquisadores, historiadores e outros estudiosos, além de desenvolver pesquisas. O Arquivo Histórico também organiza exposições sobre datas comemorativas. Todo acervo está disponível para consulta no próprio local.


