Museu Goiano Zoroastro Artiaga é reinaugurado após restauração e abre novo ciclo cultural em Goiânia



Com investimento de R$ 6,6 milhões do Governo de Goiás, obras preservam características históricas do prédio Art Déco na Praça Cívica, como a cor original, pisos históricos e adornos
O Governo de Goiás reinaugurou, na manhã desta quarta-feira (11/03), o Museu Goiano Zoroastro Artiaga (Muza), um dos principais marcos arquitetônicos em estilo Art Déco da Praça Cívica, em Goiânia. O espaço foi reaberto ao público após passar por um amplo processo de restauração conduzido pela Secretaria de Estado da Cultura de Goiás (Secult).
Iniciadas em novembro de 2024, as obras receberam investimento de R$ 6,6 milhões do Tesouro Estadual e priorizaram a preservação do conjunto arquitetônico tombado. O trabalho incluiu a restauração da cobertura, alvenarias, pisos históricos, adornos e elementos decorativos, além da modernização dos sistemas elétrico e luminotécnico, reforço estrutural, drenagem, nova museografia, adequações de acessibilidade e atualização das normas de prevenção e combate a incêndios.
Durante a cerimônia de reinauguração, autoridades, servidores da cultura, artistas e público em geral acompanharam a entrega oficial do prédio restaurado à população, marcando uma nova etapa na trajetória do primeiro museu da capital.
Ao destacar a importância da restauração para a preservação do patrimônio histórico de Goiás, o governador Ronaldo Caiado afirmou que a reabertura do Museu Goiano Zoroastro Artiaga representa a recuperação de um importante símbolo cultural localizado na Praça Cívica. “Depois de anos de deterioração, o Museu Zoroastro Artiaga volta a abrir as portas totalmente restaurado. Hoje entregamos à população um patrimônio recuperado, preservando um dos principais exemplares do estilo Art Déco da Praça Cívica, que integra o maior conjunto desse estilo na América Latina. Já são mais de R$ 20 milhões investidos na recuperação dos prédios históricos da Praça Cívica, que é o maior conjunto Art Déco da América Latina, e ver esses prédios recuperados é motivo de orgulho para todos nós. Esse resgate valoriza a beleza da nossa arquitetura e fortalece o turismo, a cultura e a identidade do nosso estado”, afirmou.
A secretária de Estado da Cultura, Yara Nunes, ressaltou o significado da reabertura do Museu Goiano Zoroastro Artiaga para a população e para a valorização da história goiana. “A partir de agora, quem estiver em Goiânia e passar pela Praça Cívica poderá entrar neste prédio histórico e conhecer um pouco mais das nossas origens, da nossa história e da identidade do povo goiano. Esse museu ajuda a compreender como o estado de Goiás se formou e como se tornou a potência que é hoje. Essa entrega também demonstra que investir em cultura é investir no futuro: a cultura gera educação, fortalece o turismo, movimenta a economia e cria oportunidades. A restauração deste espaço só foi possível graças ao compromisso do Governo de Goiás em tratar a cultura como prioridade. Hoje celebramos não apenas a recuperação de um patrimônio histórico, mas a certeza de que estamos preservando a memória e construindo novos caminhos para as próximas gerações”, afirmou.
O superintendente de Patrimônio Histórico e Artístico da Secult, Allyson Ribeiro, destacou o cuidado técnico dedicado à preservação do edifício que abriga o Museu Goiano Zoroastro Artiaga. “O restauro representa a recuperação de um dos edifícios mais emblemáticos da Praça Cívica. O trabalho buscou justamente resgatar essas características e devolver ao prédio sua integridade arquitetônica, preservando um patrimônio fundamental para a memória cultural de Goiás”, frisou.
Giulliano Santos, coordenador da unidade, falou da representatividade que a instituição tem para a memória cultural do estado. “O Zoroastro tem um papel fundamental por ser o primeiro museu do estado e por preservar um acervo que representa a diversidade cultural de Goiás. Aqui reunimos registros da cultura material e imaterial, como fé, festas e tradições do povo goiano. A reabertura é muito importante porque o prédio enfrentava sérios problemas estruturais e precisou passar por intervenções para garantir a preservação do acervo. Agora, com o espaço recuperado, o museu está pronto para voltar a receber pesquisadores, estudantes e visitantes”, destacou.
Arte contemporânea
Com a casa cheia, a reinauguração do museu também foi celebrada com a abertura da exposição “Manarairema – Arte Contemporânea em Goiás”, que reúne obras de artistas que representam diferentes linguagens e contextos da produção artística contemporânea no estado. A mostra é uma realização da Secult, com apoio da Cerrado Galeria, e integra a programação especial de reabertura do espaço.
Com coordenação de Melissa Alves e curadoria conjunta de Débora Duarte, Benedito Ferreira e Divino Sobral, a exposição parte de uma referência literária ao romance “A Hora dos Ruminantes”, publicado em 1966 pelo escritor goiano José J. Veiga. A partir do nome da cidade fictícia criada pelo autor, “Manarairema”, a mostra propõe uma paisagem simbólica que desloca a narrativa literária para o campo das artes visuais, criando um espaço de experimentação que articula passado e presente.
A proposta curatorial dialoga com debates contemporâneos do campo da arte, como a paridade de gênero, a valorização da diversidade racial e a descentralização do sistema artístico em Goiás, com atenção à produção realizada fora da capital.
Participam da exposição os artistas Abraão Veloso, André Felipe Cardoso, Cassia Nunes, Emilliano Freitas, Estêvão Parreiras, Evelyn Cruvinel, Fernanda Adamski, Gabriela Chaves, Genor Sales, Hariel Ravignet, Joardo Filho, Lina Cruvinel, Lucélia Maciel, Manuela Costa Silva, Mestre Guaraná, Rafael de Almeida, Raquel Rocha, Rebeca Miguel, Rei Souza, Talles Lopes, Thays Thyr, Valdson Ramos, Verônica Santana, Walter Pimentel, William Maia e Xica, cujas obras constroem um panorama plural da arte contemporânea goiana.
A exposição permanece em cartaz até o dia 17 de maio, com visitação de terça a sexta-feira, das 8h às 17h, com entrada gratuita.
Fotos: Secult Goiás





