”Martim Cererê – O Filme” será lançado nesta quarta-feira (22/06)

Documentário, do diretor Pedro Fernandes e realizado com recursos da Lei Aldir Blanc, relembra as três décadas do Centro Cultural Martim Cererê

O filme ''Martim Cererê – 30 Anos de Cultura”, do diretor Pedro Fernandes, será lançado nesta quarta-feira (22/06), às 15h, nas redes sociais do filme @martimcerereofilme. O longa-metragem, realizado com recursos da Lei Aldir Blanc, remonta, por meio de depoimentos de vários artistas, produtores e dirigentes culturais de Goiás, os mais de 30 anos do Centro Cultural Martim Cererê, um dos símbolos da representatividade cultural da capital goiana.

O filme será lançado de forma on-line nesta quarta-feira, 22, às 15h nas redes do filme @martimcerereofilme e prepara uma exibição em  sala de cinema nos próximos dias, com data ainda a ser confirmada. 

Unidade da Secretaria de Estado de Cultura (Secult Goiás), o Martim Cererê é um centro que abriga atividades artísticas das áreas de música, dança, vídeo, cinema e teatro. Foi inaugurado em 20 de outubro de 1988, e se transformou em um dos mais importantes espaços da arte de Goiás, sendo palco nessas três últimas décadas de importantes eventos do cenário cultural do Estado e do Brasil.

O diretor Pedro Fernandes, que também é locutor, produtor e apresentador, diz que o filme foi idealizado após a produção de um curta-metragem, também dirigido por ele, sobre a história do espaço. ¨Produzi um curta  "Martim Cererê – 30 Anos de Cultura", e  foram tantas histórias bacanas que resolvemos transformá-lo em um longa para contar melhor essa linda  trajetória desse espaço histórico para nossa cultura”, afirma Fernandes, que confessa ter uma antiga relação com o Centro Cultural. “Passei grande parte da minha vida no Martin, onde inúmeras vezes eu estive ou fazendo  coberturas, entrevistas  ou apresentado vários eventos, como o Bananada, Goiânia Noise, Rock Solidário e tantos outros. O longa conta com produção de Alex Pereira e fotografia do cineasta Paulo Henrique Macedo. 

Na cena goiana 

O filme  conta com vários depoimentos de grandes nomes da cena cultural goiana que tiveram suas carreiras impactadas e fizeram parte da história do Centro Cultural. Nomes como Kleber Adorno, Sérgio Pato, Carlos Brandão, Tetê Caetano, Leo Bigode e Isabela Eva e Adriana Veloso figuram  entre as personalidades que narram capítulos importantes das três décadas de Martin.

Para Kleber Adorno, então secretário estadual de Cultura e um dos idealizadores do espaço no final dos anos 80, o Centro Cultural Martim Cererê foi resultado de um processo de ocupação, da inteligência e da sensibilidade da alma dos artistas goianos. “Fomos todos juntos, que criamos esse maravilhoso espaço destinado a formação, a inteligência e a sensibilidade do povo da nossa terra”, afirma Kelber.

¨Aqui é um lugar de resistência também. A própria história que estamos falando aqui, o que se tornou, é um lugar de resistência", afirma o músico Pato, que fez parte do elenco do espetáculo ̈Martim Cererê¨, dirigido por Marcos Fayad, e faria a estreia de inauguração do Centro Cultural Martim Cererê.

Para o produtor Marcio Junior, que também já foi gestor do espaço, “o Centro Cultural Martim Cererê é o principal instrumento cultural do Estado de Goiás e um dos mais importantes do país e  é reconhecido nacionalmente por isso.” 

“Olha, eu posso dizer que muitos, talvez a totalidade dos artistas goianienses, sobretudo, começaram ou passaram por aqui”, reforça o ator e diretor  Norval Berbari.

Além de muitas histórias, contadas por artistas, produtores e gestores que ajudaram a escrever a história do Centro Cultural, o filme conta imagens pouco conhecidas do grande público, como o registro da inauguração do espaço em 1988, além do  trecho de uma  entrevista com Marcos Fayad, um dos criadores do Martim Cererê, falecido em 2019.  A obra também mostra o registro da visita da atriz Fernanda Montenegro e seu marido, o também ator Fernando Torres, falecido em 1998, nas obras de construção do espaço.

 

 

 

 

 

 

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