FESTIVAL INTERNACIONAL DE CINEMA E VÍDEO AMBIENTAL
O Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) é um dos mais importantes projetos culturais desenvolvidos pela Secretaria de Estado da Cultura (Secult) , inicialmente em parceria com a Agência Ambiental, que passou a dar seu apoio ao evento, assim como a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh). Nascido sob a motivação de propagar as potencialidades de Goiás para o mundo, o Fica exibe e premia obras em vídeo e película cuja temática é a defesa da qualidade de vida na Terra. O festival, que já teve oito edições (a mais recente foi de 6 a 11 de junho de 2006), tendo como palco fixo a Cidade de Goiás), consolidou-se como uma grande amostragem do cinema ambiental de todo o mundo. Além disso, movimenta a economia, o turismo, faz circular informação, pessoas interessantes e estimula a cultura como um todo, especialmente a área cinematográfica.
Em sua primeira edição, o Fica teve 37 obras de 17 países e de diversos estados brasileiros. O júri oficial foi composto por Azilene Inácio (sociólogo do Centro de Defesa Indígena da Funai); Elena Vilardel (Ibermédia – Espanha); Lisandro Nogueira (professor de comunicação da UFG); Lourival Belém Jr (cineasta goiano); Peter Schumann (jornalista e diretor do Fórum do Festival de Cinema de Berlim – Alemanha); Rigoberto López (cineasta cubano) e Washington Novaes (jornalista brasileiro). O I Fica teve seis oficinas (Danças Étnicas, com Cristina Bonetti; Criatividade e Sucata; Expressão; Pintando a Natureza, com Siron Franco; Pintando Pigmentos Naturais, com Antônio da Mata, e Reciclagem). O coordenador geral foi o cineasta João Batista de Andrade.
O segundo Fica (de 31 de maio a 5 de junho de 2000) contou com 224 filmes oriundos de 37 países. Teve as oficinas de Dança Étnica (com Cristina Bonetti), Diversas Artes (Antônio da Mata) e No Circo dos Sonhos (Ângelo Lima). O júri oficial foi composto por Eduardo Benfica (presidente da ABD Goiás), Hamilton Pereira (poeta), Ivan Hatting (TV E – Inglaterra), Lauro António (diretor do Festival de Cinema Serra da Estrela (Portugal), Mário Borgneth (diretor de documentário da TV Cultura – SP), Marta Díaz (Instituto de Cinema de Cuba), Salvador Samaritano (presidente da Associação Nacional de Cinema da Argentina) e Washington Novaes (jornalista brasileiro). O coordenador geral do II Fica foi Jaime Sautchuk, jornalista e publicitário.
Em 2001 (de 13 a 17 de junho), o III Fica apresentou 42 países inscritos, representados por 358 filmes. O III Fica teve as oficinas A Linguagem do Cinema (Kátia Mesel), Reciclagem de Lixo (Isleide Portela), Vídeo Ambiental (Nilton José) e Os Contadores de Imagens (Cida Borges). Foram dois workshops (Da Idéia ao Roteiro, com Antônio Fontoura, e Educação Ambiental, com professores da rede de ensino local). Atuou como coordenador geral o cineasta João Batista de Andrade.
O IV Fica, em 2002 (de 5 a 9 de junho), registrou 429 filmes, com a participação de 63 países inscritos. Foram realizadas as oficinas Arte, Educação e Meio Ambiente – a Dança Sagrada, com Cristina Bonetti, Dida Tomé e Sandra Chaves. O júri oficial foi integrado por Hélio Furtado do Amaral (professor da Escola Superior de Cinema de São Paulo), Othon Leonardos (doutor em geologia – BSB Brasil), Rody Zuñiga (jornalista chileno), Ronaldo Mourão (astrônomo do Rio de Janeiro), Slawomir Grunburg (diretor e produtor da Polônia), Suzette Glenadel (diretora francesa), Vladmir Carvalho (documentarista BSB Brasil) e Walter Tournier (diretor uruguaio). O IV Fica foi presidido pelo cineasta Nelson Pereira dos Santos.
A quinta edição do Fica, orçada em 1,5 milhão de reais, foi realizada no período de 10 a 15 de junho de 2003 e contou com 299 obras inscritas de 34 países, sendo selecionadas 28 obras de 13 países. Foram 6 longas, 9 médias, 11 curtas e 2 séries televisivas que, juntos, receberam o prêmio de R$ 240 mil. Teve as oficinas Direção (Walter Lima Jr), Elementos da Linguagem Cinematográfica (Rosa Berardo), Fotografia (Toca Seabra), Música para Cinema (maestro Guilherme Vaz), Roteiro (Beto Brant) e Uma Releitura das Expedições de Marechal Rondon (Luiz Eduardo Jorge). Como coordenador geral atuou o presidente da Agepel Nasr Chaul.
A VI Edição, de 1º a 6 de junho de 2004, teve 222 obras de 48 países. Foram selecionadas 29 obras de 11 países. O VI ganhou nova dimensão, com a introdução dos cursos O Suspense no Cinema Clássico, com Ismail Xavier, e Cinema e Educação – a Utilização do Audiovisual na Escola, com Sérgio Rizzo, crítico e professor da Faculdade Casper Líbero. Outra novidade da quinta edição foi a Mostra do Cinema Contemporâneo, que, apesar de não ter tido premiação, visou à exibição de obras significativas do cinema brasileiro atual. Com ela, foram exibidos, por exemplo, os filmes: O Homem que Copiava, de Jorge Furtado; A Margem e a Imagem, de Evaldo Mocarzel, e Lisbela e o Prisioneiro, de Guel Arraes. O VI Fica teve ainda palestras com os professores Nilton José e Angelita Lima, da UFG, e mesas-redondas com os psicanalistas Horus Vital Brazil, Roberto Melo e Mario Borgneth (da TV Cultura). O quadro que ilustrou o VI Fica foi Na Janela em Vila Boa, de autoria do artista plástico Roos.
O VII Fica foi realizado de 31 de maio a 5 de junho de 2005. Contou com 837 inscrições de 85 países. Foram selecionadas 31 obras de 15 países. Houve 200 produções brasileiras de 16 Estados. A sétima edição do festival teve como cartaz o óleo sobre tela Chafariz de Cauda, do artista plástico Amaury Menezes, e homenageou a cantora Ely Camargo e o jornalista Washington Novaes. O júri oficial foi composto por André Trigueiro (jornalista, atuou como presidente), Anselmo Pessoa (professor UFG), Gaetano Cappizi (diretor), Jean- Claude Bernardet (professor USP), José Gatti (presidente da Socino – SP), Paulo Souza Neto (professor) e Tereza Fonseca de Sá.
O VII Fica teve público estimado em 180 mil pessoas. Contou com 10 oficinas, exposições, cursos e mesas-redondas, entre outras atividades. Teve espetáculo de dança com o Balé do Estado (Alegoria), com a Quasar Cia de Dança (O+) e com a dançarina Liliane Nawierski, apresentações teatrais, interpretação de texto literário e 22 shows musicais (abertura com Almir Sater e encerramento com Os Paralamas do Sucesso). Sob a coordenação geral do presidente da Secult, Nasr Chaul, o VII Fica apresentou orçamento de R$ 2,5 milhão.
VIII FICA – 2006
O VIII Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica), foi realizado de 6 a 11 de junho e distribuiu R$ 240 mil em prêmios aos sete primeiros colocados, além de troféus e menções honrosas aos participantes.
Foram concedidos os seguintes prêmios às melhores produções: Grande prêmio Cora Coralina para o maior destaque entre as obras apresentadas, sendo um troféu e R$ 50 mil para o melhor longa-metragem; Troféu Carmo Bernardes e mais R$ 35 mil para o melhor longa-metragem; Troféu Jesco Von Putkamer e mais R$ 25 mil para o melhor média-metragem; Troféu Acari Passos e mais R$ 25 mil para o melhor curta-metragem; Troféu José Petrillo para melhor produção goiana e R$ 40 mil; Troféu João Bênnio para melhor produção goiana e R$ 40 mil; Troféu Bernardo Elis e mais R$ 25 mil para a melhor série ambiental para TV, entre outros.
Vencedores
Com o filme Ovas de Oro, média-metragem dirigida por Manuel Gonzalez e Anahí Johnsen, o Chile foi o grande vencedor (melhor filme) do VIII Fica, conforme decisão do júri oficial do evento, composto por Washington Novaes, Rubens Machado Jr., Maria Dora Genis Mourão, Paulo Souza Neto, Mário Borgneth, Rigoberto López e Carlos Teófilo Furtado Oliveira. Os ganhadores receberam o Troféu Cora Coralina e premiação em dinheiro no valor de R$ 50 mil.
Ovas de Oro é uma radiografia inspirada e orientada para denunciar o comportamento do império industrial salmoneiro e pesqueiro nas costas do Chile. A obra tenta informar sobre as conseqüências para os operários do salmão, os pescadores artesanais, as comunidades litorâneas, a cultura das vilas e o meio ambiente, devido ao desejo de se tornarem o primeiro produtor salmoneiro do mundo.
Pelos votos do Júri Popular (Troféu Luiz Gonzaga Soares), o melhor filme do VIII Fica foi o curta-metragem Zoo, de Daniel Lima (Brasil/Goiás). Trata-se de um musical animado, enfocando o desabafo dos animais que vivem em um zoológico.
Já para os jornalistas (Troféu Imprensa), o melhor filme do festival foi o longa-metragem The Last Atomic Bomb, de Robert Richter (Estados Unidos). Documentando a maior tragédia ambiental e humana, o filme traça o perfil dos sobreviventes da bomba atômica lançada em Nagasaki (Japão),durante a Segunda Guerra Mundial, e de estudantes determinados a se certificarem de que as histórias dos sobreviventes nunca serão esquecidas.
Outras premiações:
Melhor Produção Goiana, Bartô, de Luiz Botosso e Thiago Veiga, que recebeu o Troféu João Bennio e R$ 40 mil. Na mesma categoria, Troféu José Petrillo e R$ 40 mil para o filme Zoo, de Daniel Lima.
Melhor Curta-Metragem, White Gold – The true cost of cotton, curta-metragem de Sam Cole (Reino Unido), Troféu Acari Passos e R$ 25 mil.
Melhor Média-Metragem, Kirasã yõ Sãti – O amendoim da cutia, de Komoi e Paturi Panara (Brasil/Mato Grosso), Troféu Jesco von Puttkamer e R$ 25 mil.
Melhor Longa-Metragem, The Real Dirty on Farmer John, de Taggart Siegel (Estados Unidos) e Profeta das Águas, de Leopoldo Nunes (Brasil/SP), Troféu Carmo Bernardes e R$ 35 mil — prêmio dividido pelos dois ganhadores.
Na série televisiva (Troféu Bernardo Élis e R$ 25 mil), o júri decidiu não premiar nenhuma obra, mas conferiu menções honrosas, pelo alto nível apresentado, aos filmes The Last Atomic Bomb, de Robert Richter (Estados Unidos), Source, de Martin Marececk (República Checa) e Conflict Tiger, de Sasha Snow (Rússia).
Festival dos Festivais
Carpatia, de Andrezej Klamt e Ulrich Rydzewsky (Germânia/Áustria), foi o ganhador do Festival dos Festivais, recebendo o Troféu Marconi Perillo e R$ 30 mil. O filme retrata as pessoas, os lugares e a paisagem das montanhas Carpathian. Nesta jornada pode-se conhecer garimpeiros de ouro, magos, boiadeiros e suas boiadas, além dos velhos Chassids. Também se presencia de perto as vidas de grupos étnicos da região, como os Hultsul, os Gorals e os Roma.
O júri do Festival dos Festivais foi formado por Lisandro Nogueira (Brasil/Goiás), Gaetano Capizzi (Itália) e Lauro António (Portugal). Cinco países (Brasil, Portugal, Itália Espanha e Grécia) participaram como concorrentes, cada um deles apresentando o seu melhor filme de temática ambiental em 2005 e um outro filme de livre escolha, dentro da mesma temática.
IX Fica – 2007
A nona edição do Fica aconteceu de 12 a 17 de junho de 2007.
O IX Fica teve como ganhador do Prêmio Cora Coralina (R$ 50 mil) o filmeAinda há Pastores?, produção portuguesa de Jorge Pelicano.
O Troféu Carmo Bernardes e mais R$ 35 mil de Melhor Longa-Metragem foi para Khadak, de Peter Brosens de Jéssica Woodwort, ficção belgo-alemã (2006) ePirinop, Meu Primeiro Contato, de Mari Corrêa e Kanaré Ikpeng, documentário de Pernambuco (2007), Brasil.
Sagrou-se vencedor do Troféu Jesco von Putkamer e mais R$ 25 mil de Melhor Média-Metragem o filme Losing Tomorrow, de Patrick Rouxel, documentário francês, 2005.
O Troféu Acari Passos (mais R$ 25 mil) para o Melhor Curta-Metragem foi paraMemória Sem Visão, de Marco Valle, documentário brasileiro de 2005.
O ganhador do Troféu José Petrillo de Melhor Produção Goiana (mais R$ 40 mil) foi para Além dos Outdoors, de Caio Henrique Salgado e Paulo Henrique dos Santos, documentário brasileiro (Goiás), de 2007.
Rapsódia do Absurdo, de Cláudia Nunes, documentário brasileiro (Goiás, 2006), sagrou-se vencedor do Troféu João Bênnio de Melhor Produção Goiana (mais R$ 40 mil).
O vencedor do Prêmio Bernardo Elis (mais R$ 25 mil) para a melhor série ambiental para TV foi para Tarú Ande, de Marco Altberg.
Finalmente, o Troféu Imprensa foi destinado a Khadak, de Peter Brosens e Jéssica Woodwort, Alemanha/ Bélgica.
X FICA – 2008
A décima edição do Fica, que aconteceu de 10 a 15 de junho de 2008, premiou três longas-metragens: Delta, O Jogo Sujo do Petróleo, produção grega (2006), de Yorgos Avgeropoulos; Sumidouro (Brasil, MG – 2008), com direção de Cris Azzi, e Benzeduras (Brasil – Goiás, 2008), com direção de Adriana Rodrigues.
O X Fica destinou prêmios também para três médias-metragens: Jaglavak, Príncipe dos Insetos (França, 2006), de Jerome Raynaud, Veludo Vermelho (França, 2006), de Klaus Reisinger, e Batida na Floresta (Inglaterra, 2006), de Adrian Cowel.
Quanto a curtas-metragens, foram premiadas as seguintes produções: Zona de Diluição Inicial (França, 2006), direção de Antoine Boutet, e Subpapéis (Brasil, Goiás, 2008), de Luiz Eduardo Jorge.
Na categoria “Séries Televisivas”, foi premiado Lições Tardias para Avisos Antecipados, Dinamarca, 2006), direção de Jakob Gottschau. Primeiro episódio:Epidemia do Cigarro e segundo episódio Veneno Mortal.
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