Deus é Mulher e Seu Nome é Petúnia e o premiado Synonymes são as estreias da semana do Cine Cultura
Os filmes Parasita, Bacurau e Diante dos Meus Olhos seguem em cartaz na sala

O Cine Cultura estreia nesta quinta-feira, 16 de janeiro, a sátira Deus é Mulher e Seu Nome é Petúnia, de Teona Strugar Mitevska, filme da Macedônia, que fica em cartaz até sábado, 18 de janeiro. Já no domingo, dia 19, entra no roteiro a produção israelense Synonymes, dos mesmos coprodutores de Bacurau, vencedora do Urso de Ouro de melhor filme no Festival de Berlim de 2019, dirigida por Nadav Lapid.
Na programação da sala, também seguem em exibição os longas Parasita, do coreano Joon-ho Bong, premiado como melhor filme estrangeiro no Globo de Ouro e sucesso de público no Cine Cultura, Bacurau, dos diretores Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles, e Diante dos Meus Olhos, de André Félix.
O Cine Cultura é uma unidade da Secretaria de Cultura (Secult Goiás) e funciona no prédio do Centro Cultural Marietta Telles Machado, na Praça Cívica, com sessões de segunda a domingo, inclusive aos feriados.
O ingresso da sala custa R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia), apenas em dinheiro. Todos pagam meia-entrada nas sessões de segunda-feira. A coordenação do cinema pede, gentilmente, que facilitem o troco e evitem cédulas altas, ajudando assim o trabalho de bilheteria.
Estreias
Baseado em uma história real, Deus é Mulher e Seu Nome é Petúnia entrou no circuito mundial na competição oficial do último Festival de Berlim, participou da 43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e também foi exibido no Festival do Rio, em dezembro de 2019.
O cenário do filme se passa em Stip, uma pequena cidade da Macedônia, onde, sempre no mês de janeiro, o padre local joga uma cruz de madeira no rio e centenas de homens mergulham atrás dela. Quem recuperar o objeto tem garantia de boa sorte e prosperidade. Desta vez, Petúnia mergulha na água por um capricho e consegue agarrar a cruz antes dos outros, deixando os concorrentes furiosos: ‘como usa uma mulher participar do ritual’? Todo o inferno se abre, mas Petúnia mantém o seu chão. Ela ganhou a cruz e não vai desistir.
Petúnia “é um símbolo de modernidade, lutando não apenas contra uma, mas duas instituições: a Igreja e o Estado”, explica a diretora Teona, acrescentando que ela age como a mulher da história real de 2014: mergulha no rio e agarra a cruz. E logo que sai da água já é atacada pelos homens que não a reconhecem como a vencedora do ritual. Ela tem que enfrentar a revolta da cidade, as acusações da polícia por ter infringido uma regra e a igreja, que exige a cruz de volta, afinal nunca na história uma mulher havia agarrado o objeto – nem ao menos tentado.
Já o filme Synonymes, que estreia no domingo, dia 19, é inspirado na vida do seu realizador, Nadav Lapid. A obra narra a história de Yoav, um soldado israelense que foge para Paris determinado a virar costas às suas origens e à sua identidade. O jovem viaja auxiliado por seu fiel dicionário franco-israelense, esperando que a França e os franceses o salvem da loucura de seu país.
Em exibição
Recorde de público no Cine Cultura, o longa nacional Bacurau reúne drama, suspense e faroeste. O filme se passa num pequeno povoado do sertão brasileiro, chamado Bacurau, onde os moradores descobrem que a comunidade não consta mais em qualquer mapa. Aos poucos, o povoado percebe algo estranho na região: enquanto drones passeiam pelos céus, estrangeiros chegam à cidade.
No documentário Diante dos Meus Olhos, Marco Antônio, Afonso e Mario Ruy, músicos das décadas de 60 e 70 contam a história da banda Os Mamíferos, 45 anos após sua dissolução. Numa busca por explorar a história da contracultura capixaba, o diretor mostra a inovação que Os Mamíferos trouxeram para a cena musical, tanto pelas composições e pelos arranjos musicais quanto pela atitude libertária dentro e fora dos palcos e com o uso de máscaras, adereços e fantasias. “Muitos dizem que a passagem dos Mamíferos se assemelha a um meteoro: rápido, luminoso e intenso”, diz o diretor André Félix.
O longa-metragem Parasita, que tem atraído um número significativo de cinéfilos ao Cine Cultura, desde sua estreia, conta a saga de quatro membros da família Ki-taek, que estão desempregados, porém uma obra do acaso faz com que o filho adolescente comece a dar aulas privadas de inglês à rica família Park. Fascinados com o estilo de vida luxuoso, os quatro bolam um plano para se infiltrar nos afazeres da casa burguesa. É o início de uma série de acontecimentos incontroláveis dos quais ninguém sairá ileso.
Confira a programação de 16 a 22/01:
14h15 – Bacurau (16 anos) – (2019, Brasil, 131 min, 16 anos, dir: Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles)
16h45 – Diante dos Meus Olhos (12 anos) – (Brasil, 2019, 83 min, 12 anos, dir: André Félix)
18h15 – de 16/01 a 18/01: Deus é Mulher e Seu Nome é Petúnia – (Macedônia, 2019, 100 min, 14 anos, dir: Teona Strugar Mitevska)
18h15 – de 19/01 a 22/01: Synonymes – (Israel/Fança, 2019, 123 min, 16 anos, dir: Nadav Lapid)
20h30 – Parasita – (2019, Coreia do Sul, 131 min, 16 anos, dir: Joon-ho Bong)


