Inova CGE: Fabiana Ruas aborda tema “O que é inovação?”
Controladoria-Geral do Estado abre série de eventos do Inova CGE com palestra da auditora federal de controle externo do Tribunal de Contas da União (TCU), Fabiana Ruas, sobre o tema “O que é inovação?”. Seminário é o primeiro de quatro que serão realizados nos meses de outubro e novembro
Um total de 239 participantes da Controladoria-Geral do Estado e de diversos órgãos da administração pública estadual participaram virtualmente, na manhã desta terça-feira, 6/10, do seminário de abertura do Inova CGE.
Com o tema “O que é inovação?”, a palestrante Fabiana Ruas, auditora federal de controle externo e diretora do Centro de Promoção de Cultura e Inovação do Tribunal de Contas da União (TCU), fez uma explanação geral sobre sua trajetória com a área de inovação no setor público, desde que entrou no órgão de controle federal por meio de concurso público.
De acordo com ela, desde 2015, na administração do ministro Aroldo Cedraz, inovação tornou-se a palavra de ordem no Tribunal. “Inicialmente, a inovação pretendida era tecnológica e em inteligência artificial. A partir disso foi criado nosso laboratório de inovação. Alguns órgãos do setor público criaram laboratórios de inovação a partir da base, da demanda dos servidores. No caso do TCU, foi por decisão da alta administração”, explanou.
Fabiola lembra que, na época, pouco se falava sobre inovação no país, sobretudo no setor público. A pesquisa e a troca de experiências com instituições internacionais que estavam à frente deste desenvolvimento foi fundamental. “Naquela época pouco se falava sobre inovação. Fizemos bastante pesquisa e recorremos a instituições nos Estados Unidos (EUA) e na Europa. Nos EUA a inovação no setor público surge nas prefeituras, no campo das políticas públicas. Na Europa o movimento foi mais diversificado”, relembra.
Inicialmente, o foco da inovação no TCU se concentrou nos servidores do órgão. “Eles eram os nossos principais clientes. Precisávamos capacitar os servidores a inovar. E, nesse caminho, percebemos três coisas fundamentais: era preciso abrir as pessoas para o uso de novas tecnologias (coisa que na pandemia se tornou natural); abrir o órgão a parcerias com outras instituições e, sobretudo, mudar a forma de pensar as soluções, o nosso modelo mental. Para isso, buscamos ancorar o pensamento no chamado design thinking que, de forma bem genérica e superficial, nos remete a três características do que vem a ser algo inovador: ser desejável, ser sustentável economicamente e viável tecnologicamente”, detalha.
Mas, segundo Fabiana, a partir de 2018 a orientação do laboratório de criação do TCU foi alterada. “Começou a emergir, no cenário público, uma questão muito forte: que os gestores públicos não conseguiam inovar por medo dos órgãos de controle. Com isso, apoiado pela alta administração, o Centro de Pesquisa e Inovação mudou seu direcionamento. Nosso cliente se tornou o gestor público e a diretriz de trabalho passou a ser aproximar o auditor do gestor, ajudando no aprimoramento da administração pública. Em síntese, dar as mãos ao bom gestor, estimulando a administração pública a inovar”, relata.
De acordo com a auditora, o laboratório de inovação do TCU atualmente está focado em ajudar o gestor a desenhar caminhos para contratar e gerar inovação, seja a partir de seu próprio órgão, seja em parceria com a iniciativa privada. “Inovação não é algo que se constrói por meio da obrigação. A pessoa tem que buscar. Entre os super inovadores e os super resistentes há um público maior com o qual é possível trabalhar. Para mudar a cultura temos que identificar nessa multidão quem são os que vão te ajudar, seja por crença, seja por vislumbrar os efeitos positivos dessa mudança”, afirma.
Confira abaixo a íntegra da palestra:
Quem é Fabiana Ruas?
Fabiana Ruas é Auditora Federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União – TCU desde 2005. É Diretora do Centro de Promoção de Cultura e Inovação do TCU, responsável por coordenar a implantação do primeiro laboratório de inovação no governo em uma instituição de controle. Mestre e Bacharel em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG, onde realizou pesquisa na área de Ciência de Dados. Atuou como Diretora de Soluções de TI no TCU, gerenciando projetos relevantes como a implantação do sistema de Processo Eletrônico e a implantação da Fábrica de Software do Tribunal, além de já ter liderado a equipe de Soluções de Suporte a Decisão e Inteligência do órgão. Na iniciativa privada, trabalhou sempre com projetos de desenvolvimento de soluções de TI, principalmente relacionados a Business Intelligence.
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