CGE-GO promove capacitação para ouvidores estaduais sobre atendimento à mulher servidora
Além de apresentar a Ouvidoria da Mulher Servidora, treinamento orienta sobre fluxos de atendimento, acolhimento e encaminhamento de denúncias relacionadas a assédio e violência no ambiente de trabalho
Foi realizada, na Escola de Governo, nesta terça e quarta-feira (9 e 10/6), a capacitação de ouvidores do Estado de Goiás sobre a atuação da Ouvidoria da Mulher Servidora. Promovido pela Controladoria-Geral do Estado (CGE), o treinamento reuniu cerca de 30 profissionais de diferentes órgãos e entidades estaduais para alinhar procedimentos, acolhimento das manifestações e garantir a correta condução dos atendimentos.
Participaram representantes de instituições como a Secretaria de Estado da Cultura (Secult), a Agência Goiana de Infraestrutura e Transportes (Goinfra), a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Seds), além de pastas e entidades da administração estadual.
“O primeiro passo é entendermos os princípios que orientam a atuação da Ouvidoria da Mulher Servidora, especialmente o acolhimento humanizado, a garantia de sigilo das informações e a não revitimização das manifestantes, assegurando respeito, proteção e autonomia às servidoras atendidas”, explicou a Ouvidora da Mulher Servidora, Fernanda Ribeiro Marra.
A ouvidora conduziu a orientação ao lado da gerente de Ouvidoria da CGE, Haleária Alves de Alencar, e da superintendente da Controladoria Especializada em Consultoria da Atividade Correcional e Contas, Maria do Carmo Rodrigues Póvoa. Elas apresentaram aos participantes os fluxos de atendimento que deverão ser adotados pelas unidades de ouvidoria.
Também esclareceram as diferenças entre a Ouvidoria (para o público externo) e a Ouvidoria da Mulher Servidora, bem como os critérios para definição dos casos que deverão ser encaminhados à Correição ou tratados diretamente pelos órgãos de origem. Outro ponto importante foi sobre a identificação de situações de assédio e outras formas de violência no ambiente de trabalho, reforçando a importância da atuação responsável das ouvidorias diante de relatos sensíveis.
Estatísticas e continuidade
A criação da Ouvidoria da Mulher Servidora em Goiás foi baseada em dados que evidenciam a necessidade de canais especializados de acolhimento. Um exemplo é o estudo da Ouvidoria-Geral da União, de 2022, que apontou que as mulheres representam 87% das vítimas de assédio sexual registradas em amostras de denúncias analisadas, enquanto os homens correspondem a 95% dos denunciados.
No entanto, mais do que receber essas denúncias, a nova Ouvidoria espera conscientizar os servidores. Para isso, além das capacitações contínuas dos ouvidores – com aprofundamento dos conteúdos e orientações práticas para sua atuação – a Ouvidoria da Mulher também prevê ações preventivas voltadas aos servidores em geral, como palestras e campanhas educativas.
O resultado deve ser o fortalecimento da rede estadual de ouvidorias e uma contribuição robusta para a construção de ambientes de trabalho mais seguros, respeitosos e acolhedores para as servidoras públicas.
Comunicação Setorial CGE – Governo de Goiás



