CGE promove discussão sobre segurança de pedestres no entorno do Palácio
A Controladoria-Geral do Estado de Goiás (CGE-GO) promoveu, nesta sexta-feira (22/5), em sua sede, uma reunião entre representantes das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAs) de órgãos estaduais instalados no Palácio Pedro Ludovico Teixeira (PPLT), na Praça Cívica, e da Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito de Goiânia. O objetivo foi discutir medidas para ampliar a segurança dos pedestres no cruzamento das ruas 82 e 84, em frente ao Centro Administrativo.
A pauta surgiu a partir de solicitações de servidores e usuários para a retirada da “direita livre” no cruzamento ou recolocação do semáforo para pedestre. A reclamação é de insegurança dos pedestres na travessia das três faixas do local. “Estamos tentando olhar não só para o servidor, mas também para a população, inclusive pessoas do interior, idosos e cadeirantes que recorrem diariamente aos serviços públicos, como o Vapt-Vupt do Palácio”, explicou a presidente da CIPA da CGE-GO, Valéria Eunice.
A reivindicação inicial foi apresentada à equipe da Prefeitura pelo auditor-chefe de Mobilidade e Regulação da CGE, José Augusto Carneiro. Com apoio de imagens do local, ele apontou as dificuldades enfrentadas pelos pedestres, principalmente em razão do desrespeito à preferência na faixa e da baixa visibilidade da sinalização semafórica para travessia. “Nós não somos contra a direita livre, mas a forma como está sendo aplicada neste cruzamento específico, que se diferencia pelo grande fluxo de pessoas”, destacou José Augusto.

Atualmente, cerca de 4 mil servidores atuam no Palácio. “São motoristas, mas também pedestres que utilizam diariamente essas faixas, fora a população geral”, alertou a chefe de gabinete da CGE, Alessandra Paz Esteves, que representou o secretário Antônio Flávio de Oliveira.
O secretário municipal de Engenharia de Trânsito, Francisco Tarcísio Abreu, explicou sobre a inviabilidade de retirada da “direita livre” e apresentou alternativas para o enfrentamento do problema. “Mesmo com toda a melhoria do transporte coletivo, o cidadão ainda prioriza o veículo individual. E a direita livre tem ajudado a solucionar gargalos da cidade. Mas, de fato, a preferência é do pedestre, e muitos motoristas desrespeitam essa regra e agem com imprudência”, afirmou.

Para o gestor, trata-se de um comportamento ainda cultural da população. “Aplicamos cerca de 625 mil multas este ano e mais de 35 mil foram por avanço semafórico”, relatou. Como encaminhamento, ele propôs três frentes de atuação: a presença de agentes de trânsito no local, a partir da próxima semana, para fiscalização e orientação; reforço e substituição da sinalização, destacando a prioridade do pedestre; e realização de uma campanha educativa com materiais informativos e ações presenciais.
As propostas foram aprovadas pelos participantes, que também definiram o prazo de 90 dias para uma nova reunião de avaliação das medidas adotadas.
Representantes presentes
Participaram ainda o assessor da Secretaria Municipal de Engenharia de Trânsito, Pedro Fernandes; o coordenador do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) do Palácio, Antônio João dos Santos; o superintendente de Gestão Integrada da Casa Civil, Pedro Tiago Chagas Freitas; além de representantes das CIPAs da Casa Civil, Secretaria de Comunicação, Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), Vice-Governadoria, Secretaria-Geral de Governo (SGG) e Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti).
Comunicação Setorial CGE – Governo de Goiás


