Posse de Daniel Vilela e cenário político pautam o Boa Noite
A mudança no governo de Goiás foi a pauta principal do Boa Noite desta terça-feira (31). Com o tema “Daniel Vilela é o novo governador de Goiás”, a edição abordou a renúncia de Ronaldo Caiado, a posse do novo governador e os desdobramentos políticos da transição. Participaram do debate o advogado, historiador e professor Habib Temer Badião e o advogado, professor universitário e comentarista político Wellington Marinho.
Ao analisar o governo de Caiado, especialmente na área de segurança pública, os convidados destacaram resultados e o impacto político do ex-governador. Para Badião, o legado ultrapassa as fronteiras estaduais. “Ronaldo Caiado não é uma esperança. Ele já é e está mostrando em Goiás que resolve. Brasil é Goiás, o goiano também é o nordestino, o mineiro, o sulista. Goiás tem brasileiros de todas as partes e estamos mostrando para o mundo que o que foi feito aqui será feito no Brasil inteiro”, afirmou. Ele também reforçou a projeção nacional do ex-governador: “Ronaldo Caiado vai mostrar para o resto do Brasil que Goiás é exemplo de respeito e dignidade”. Já Wellington Marinho destacou o papel da autoridade estatal na segurança: “Em algum momento, o governo brasileiro perdeu a autoridade. Nesse estado temos um governador e aqui quem manda é o estado. Bandido aqui corre de polícia. Precisamos resgatar essa autoridade”.
Sobre a nova gestão, os analistas apontaram desafios e expectativas para Daniel Vilela, especialmente na continuidade da gestão. Wellington Marinho alertou para a cobrança que o novo governador deve enfrentar: “Nossos índices não podem retroagir nenhum milímetro. Daniel deve partir para uma reeleição, que, ao que tudo indica, deve ser uma das mais competitivas que já tivemos em Goiás nos últimos anos. Qualquer índice que retroagir, seja na segurança, na saúde, na educação, vai ser muito cobrado pelos opositores”. Ele também ressaltou a necessidade de firmeza na condução do governo: “Eu fico muito feliz de ver essa continuidade. É um homem jovem, mas que vem de uma família que já tem uma experiência. Precisamos daquele sangue nos olhos, aquele olhar de Caiado e ter mão forte como governador. Não é só por uma questão eleitoral, é porque o povo de Goiás não aceita mais voltar no tempo”.
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