Debate no Boa Noite aborda escolas cívico-militares e atuação do STF

Para discutir o tema “Lula diz que o Brasil não precisa de escolas cívico-militares”, o Boa Noite desta quarta-feira (15), reuniu os advogados criminalistas Roberto Rodrigues e Eliton Marinho. Durante o debate, Eliton criticou a declaração do presidente e destacou a adesão ao modelo em Goiás. “É mais uma daquelas falas do presidente Lula que verdadeiramente só deixa a gente triste. Em Goiás, chega a dar briga, os municípios pedindo ao governador para abrir uma escola cívico-militar. Ela só traz o bem para a comunidade. É uma escola muito boa, que tem sido aprovada”, afirmou. Roberto também defendeu o modelo. “A gente tem que discutir abertura mais escolas. Investir mais na educação. As escolas cívico-militares trazem disciplina, hierarquia, respeito, que hoje não existem mais na nossa sociedade”, disse. Os convidados também abordaram aspectos do ensino e da estrutura dessas instituições.

Outro tema debatido foi a rejeição do relatório da CPI do crime organizado no Senado, que pedia o indiciamento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Eliton destacou o papel da casa de leis. “O Senado Federal tem como uma de suas funções fazer uma CPI. Ninguém está atacando o Supremo Tribunal Federal, muito menos a democracia. O que se questiona é o comportamento e algumas posições de alguns membros do STF. O Supremo está muito acima disso”, declarou. Já Roberto criticou a reação ao relatório. “Ao invés de atacar os fatos, o ministro atacou o mensageiro. O relatório não atacou o Supremo, atacou alguns ministros do Supremo, que não estão fazendo valer a toga, ou seja, não estão agindo com moralidade, com legalidade. A Constituição Federal permite ao Senado processar os ministros do STF, não há nenhuma inconstitucionalidade”, afirmou.

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