PM amplia fiscalização ambiental para garantir a piracema em Goiás
Desde 1º de novembro de 2025 e até 28 de fevereiro deste ano, a pesca está proibida em Goiás, em respeito à legislação que estabelece o período da piracema, quando os peixes sobem para as cabeceiras dos cursos d´água para desova e reprodução. Ainda assim, pessoas de má fé ou desavisadas insistem na pesca predatória, o que levou o Batalhão de Operações Ambientais da Polícia Militar a intensificar as ações para barrar e punir os infratores. De acordo com o subcomandante da unidade, major Bruno Portela, desde novembro último já foram apreendidos uma tonelada de peixes, mais de mil metros de redes, tarrafas e espinhéis.
“A não ser em casos específicos, como a pesca de subsistência e os chamados Pesque e Pague, em que os animais são fisgados e depois soltos, a pesca no período da piracema é crime e está sujeita às penalidades da lei. O trabalho do Batalhão de Operações Ambientais inclui desde prisão em flagrante por crime ambiental até a aplicação de multas por órgãos como as secretarias de Meio Ambiente do estado e dos municípios, bem como pelo Ibama e ICMBio”, explicou Bruno Portela em entrevista à TV Brasil Central. Ele informou também que, ao longo de 2024, o Batalhão apreendeu quatro toneladas de peixes pescados de forma irregular. E em 2025, esse montante subiu para sete toneladas, o que demonstra a necessidade crescente de exercer rígida fiscalização em especial no período da piracema.
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