Levantamento da Secretaria de Saúde reforça importância da vacinação

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgou, nesta quarta-feira (12), o resultado da campanha de multivacinação e um estudo do Centro de Inteligência Epidemiológica que reforça a importância da imunização contra doenças respiratórias. Segundo o levantamento, entre janeiro e outubro de 2025, Goiás registrou 9.560 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 700 mortes confirmadas. Desse total, 1.868 casos foram por influenza, sendo que mais de 77% ocorreram em pessoas não vacinadas. “A vacina protege, a vacina é segura, ela é eficaz, principalmente contra formas graves”, destacou a subsecretária de Vigilância em Saúde de Goiás, Flúvia Amorim, em entrevista para O Mundo em Sua Casa.

O levantamento aponta ainda que, entre os 700 óbitos, 172 foram causados por influenza: 137 de não vacinados, 27 de vacinados e 8 com status vacinal indeterminado — o equivalente a 84% das mortes por influenza entre pessoas sem imunização. A análise também mostra que a vacinação reduziu a gravidade da SRAG em 2025, especialmente entre crianças de 1 a 4 anos e pacientes com doença renal crônica. Nas crianças pequenas, o risco de desfechos graves caiu cerca de 66%, enquanto entre pacientes renais a redução foi de 62%. “Esse ano tivemos o incremento da vacinação para essa faixa etária, com o incremento de mais de 28% da vacinação, isso reforça a importância que os pais estão dando para a vacinação. Ainda não temos as metas preconizadas alcançadas, mas a gente já consegue perceber essa melhora”, afirmou a gerente de Imunização da SES, Joice Dorneles.

A SES ressalta que a imunização coletiva é fundamental para diminuir a sobrecarga dos hospitais, especialmente nos períodos de maior circulação viral. Atualmente, a cobertura vacinal da influenza em Goiás está em 59%, com maior adesão entre crianças e idosos. A pasta registrou aumento superior a 28% na vacinação infantil, resultado atribuído ao esforço dos pais para manter a proteção dos filhos. “Quando reduzimos 66% dos desfechos ruins em crianças, significa menos internações, menos afastamentos dos pais do trabalho e menos preocupação das famílias”, concluiu Flúvia.

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