Caiado diz a deputados que controle dos presídios garante segurança em Goiás
Deputados federais dos estados do Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, Alagoas, Rondônia, Distrito Federal e de Goiás acompanharam o governador Ronaldo Caiado em visita realizada ao Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na quarta-feira (24), com cobertura especial da TV Brasil Central. A iniciativa teve o objetivo mostrar os avanços do sistema penitenciário goiano. Conforme Caiado, “Goiás faz história porque tem o controle das penitenciárias, ação fundamental para garantir a retomada da segurança”. Desde 2019, o estado já investiu mais de R$ 350 milhões em todo o sistema penal.
Caiado destacou também as medidas de ressocialização implementadas nos presídios. “Mostramos aos deputados a realidade de Goiás ao transformar presídios em local de recuperação de presos. Estamos ampliando cada vez mais as oportunidades de aprendizado e utilização da mão de obra dos encarcerados. O resultado é que além de terem o benefício de reduzir o tempo das penas, muitos se tornam profissionais prontos para o mercado após deixar a prisão”, ressaltou o governador. Na visita, a comitiva conheceu as instalações da Casa de Prisão Provisória, a marcenaria e os galpões de costura feminino e masculino.
Impressões
Em entrevistas à Brasil Central, parlamentares de Goiás e outros estados avaliaram de forma positiva o sistema penal goiano. “Aqui percebemos que existe hierarquia, disciplina e controle. Mais ainda: a remissão de penas é muito bem executada, com mulheres e homens trabalhando satisfeitos. Isso é o que devemos fazer no Brasil inteiro”, afirmou a deputada federal Ione Moreira, de Minas Gerais. Já o parlamentar Sargento Portugal, do Rio de Janeiro, destacou que Goiás está no rumo certo. “Se não tivemos um governador que vá para dentro do problema, o resultado é o que vemos hoje no Rio de Janeiro, uma situação tão grave que que já virou escola do crime”, asseverou.
Ismael Alexandrino, parlamentar goiano, observou que não é possível acreditar no combate efetivo ao crime se não tiver orçamento, inteligência e se os estados não puderem executar sua segurança. “O que vimos hoje, além desse controle, é a capacidade de ressocialização e de reinserção dos indivíduos à sociedade”, comentou ele. O diretor-geral de Administração Penitenciária, Josimar Pires, explicou que uma das vantagens dos processos de ressocialização dos presos que os blocos de trabalho do complexo prisional não possuem divisões entre integrantes de organizações criminosas. “Para estarem nessa ala, os presos sabem que vão trabalhar”, arrematou ele.
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