Saneago orienta consumidores para o uso racional da água
O prolongamento do período de estiagem e a elevação das temperaturas são condições que levam à redução rápida da vazão dos rios e mananciais hídricos, o que significa oferta menor de água. É uma situação que exige cuidados e bom senso de produtores rurais que utilizam sistemas de irrigação e também consumidores urbanos que precisam fazer uso racional da água. Conforme dados da Saneago, a vazão do Rio Meia Ponte está atualmente no nível crítico 1, mas já chegando ao nível crítico 2, ou seja, menos de 4 mil litros por segundo. O tema foi alvo de reportagem da TV Brasil Central nesta terça-feira (2).
De acordo com a superintendente do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Saneago, Camila Roncato, o sistema Meia Ponte é que o mais preocupa, porque a captação é superficial, feita diretamente do leito do rio. “Nos últimos anos estamos registrando períodos de chuva cada vez mais curtos. O Meia Ponte está chegando ao nível crítico 2, fase em que os usuários irrigantes precisam reduzir em 25% o consumo”, explicou ela. Já para o abastecimento público, não há redução na captação. O Sistema João Leite, com água represada, está com 90% de capacidade. “É um nível muito bom para a época, mas nem toda a Região Metropolitana usa aquela água. Daí a importância do consumo racional por todos”, enfatizou.
Com algumas medidas simples, os consumidores urbanos podem reduzir o consumo. A superintendente da Saneago cita por exemplo o reaproveitamento da água de máquinas de lavar roupas para lavar calçadas e terreiros; uso da água que cai do ar condicionado para irrigar vasos; reduzir o tempo dos banhos; usar torneiras automáticas em pias de cozinha e de banheiro, que liberam água conforme a necessidade e nunca lavar calçadas com mangueiras, evitando o desperdício. “Com uso racional e comedido, não haverá escassez nem racionamento de água para os consumidores”, arrematou Camila Roncato.
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