Série especial de reportagens da TBC celebra os 93 anos de Goiânia
A primeira reportagem da série especial sobre os 93 anos de Goiânia produzida pela TV Brasil Central foi exibida na terça-feira (20) e destacou o tradicional bairro de Campinas. Antes da construção da capital, Campinas já tinha uma história própria. O povoamento do setor surgiu em 1810 e a antiga cidade foi incorporada à Goiânia em 1935.
Recentemente o bairro de Campinas foi declarado patrimônio cultural e imaterial. O diretor do Instituto de Pesquisas e Estudos Históricos do Brasil Central, Antônio César Caldas Pinheiro, lembrou que em 1933, quando era construída a nova capital, “já existia aqui uma história e uma cultura”. Nas ruas de Campinas, o passado e o presente dividem o espaço, sendo a avenida 24 de Ourtubro um dos principais exemplos dessa transformação.
A região mantém forte vocação comercial. Para o historiador Givaldo Corcinio, Campinas ainda se mantém como ponto de apoio para o desenvolvimento de Goiânia. Ele ressaltou que Campinas, além de já existir, ainda continua com identidade própria, mesmo com o surgimento da capital. A reportagem ouviu moradores do bairro e destacou prédios históricos e a sede do Atlético Clube Goianiense.
A segunda matéria da série, exibida nesta quarta-feira (21), mostra que a capital goiana se destaca nacionalmente por sua vasta infraestrutura verde, consolidando-se como uma das cidades com maior índice de arborização urbana no país. O sistema de lazer e preservação da cidade conta com 74 parques municipais e mais de 225 áreas de preservação permanente, garantindo aos moradores um contato direto com a natureza que beneficia tanto o bem-estar físico quanto a saúde mental.
Apesar do privilégio de contar com 94 m² de área verde por habitante (valor que supera com folga os 12 m² recomendados pela Organização das Nações Unidas), a gestão municipal enfrenta desafios persistentes na conservação desses espaços. A Agência Municipal de Meio Ambiente aponta que o vandalismo e o descarte irregular de resíduos em áreas de mata e equipamentos públicos comprometem a integridade dos locais, exigindo um maior engajamento da população na preservação.
A reportagem exibida na quinta-feira (22) destaca a importância do Museu Pedro Ludovico na preservação da memória histórica de Goiânia. Situado na residência onde o fundador da cidade viveu por mais de quatro décadas, o espaço tem objetos pessoais, documentos e a arquitetura que marcou a ruptura com o passado colonial, oferecendo aos visitantes uma imersão na trajetória política e cultural que deu origem à nova capital.
A matéria também aponta o Museu da Imagem e do Som como fundamental na preservação da memória. Com um acervo vasto que inclui milhares de fotografias da construção da cidade e registros históricos da TV Brasil Central, o local reforça a importância dos museus na construção da cidadania e na compreensão da evolução da comunidade goianiense ao longo de seus mais de 90 anos de história.
E para encerrar a série, a matéria veiculada nesta sexta-feira (23) mostra que Goiânia celebra seus 93 anos de fundação com uma trajetória de transformação urbana e modernização. Desde o lançamento de sua pedra fundamental em 24 de outubro de 1933, a capital goiana expandiu-se muito além do projeto original, preservando marcos históricos como a Praça Cívica e a arquitetura Art Déco, enquanto cresce em direção a novos bairros distantes do núcleo central.
A reportagem destaca que, mais do que números e infraestrutura, a verdadeira essência da capital reside na relação afetiva que seus moradores mantêm com o espaço urbano. Hoje, com uma população superior a 1,5 milhão de habitantes, a cidade é elogiada por oferecer um ambiente seguro, acolhedor e com a qualidade de vida típica do interior, mantendo viva a tradição e o encanto que atravessam gerações de goianienses.
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