Fala de Lula sobre voto de pobre e fim da escala 6×1 foram temas do Boa Noite na semana

“Na época da eleição, o pobre é mais importante do que o rico, porque o pobre é maioria e tem voto”. Esta frase dita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante visita a Manaus foi alvo de avaliação e análise no Boa Noite de terça-feira (26), programa apresentado pelo jornalista Paulo Beringhs. A entrevistada foi a ex-secretária estadual do Entorno do Distrito Federal, Maria Carolina Fleury, mais conhecida como Carol Fleury.

“Lula deve ter dito isso para ele mesmo”, afirmou a entrevistada, argumentando que ele passou três anos no governo, mas somente no último ano resolveu adotar medidas eleitoreiras com o objetivo de conquistar, mais uma vez, o voto dos pobres. “São ações na segurança pública, reforço do bolsa família, distribuição de gás, eliminação de taxa de energia elétrica, isenção do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e outras”, lembrou ela. Ainda durante o programa, foram mostradas medidas adotadas pelo governo de Goiás para desenvolver o Entorno do DF, em especial nas áreas de segurança, habitação e transporte público. “O Entorno hoje é totalmente diferente e muito melhor do que era há sete anos”, finalizou.

Fim da escala 6×1 e adoção da escala 5×2 que prevê cinco dias de trabalho e dois de descanso na semana, uma ação que realmente beneficia o trabalhador ou uma medida eleitoreira? E quem vai pagar a conta? Esses questionamentos foram alvo de avaliação e debate no Boa Noite de quarta-feira (27), apresentado pelo jornalista Paulo Beringhs. O programa teve como convidados o juiz do Trabalho e coordenador de Graduação em Direito do Instituto de Pós-Graduação (IPOG), Rodrigo Dias Fonseca, e o advogado criminalista Eliton Marinho, que manifestaram opiniões semelhantes sobre os reais benefícios da medida e as consequências para a economia e para o próprio trabalhador.

“Em época de eleições, o governo vem com diversos pacotes de bondades com a finalidade de conquistar votos. Ninguém é contra o trabalhador, mas adotar uma medida de tamanha importância de forma açodada, sem avaliaçõeas de ganhos e perdas, sem medir consequências é um erro e em breve problemas como fechamento de empresas, demissões de trabalhadiores e piora nos serviços vão ser detectados, porque os custos vão aumentar”, asseverou Eliton Marinho. Nessa mesma direção, Rodrigo Fonseca afirmou que o momento é ruim para a discussão, que deveria ser muito bem fundamentada. Indagado sobre quem vai pagar a conta, ele disse que o empresário e o consumidor serão os maiores prejudicados, com dificuldades para sobrevivência das empresas e reflexos na inflação. Mas o trabalhador também fica vulnerável, com possibilidade de demissão e exigência de maior produtividade.

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