Boa Noite discute política nacional e inteligência artificial nas eleições
“Político contaminado não pode se sentar na cadeira de presidente”. Esta emblemática frase proferida pelo pré-candidato à presidência da República, Ronaldo Caiado, foi o tema central do programa Boa Noite de quarta-feira (20), apresentado pelo jornalista Paulo Beringhs. Os convidados Lívio Luciano, auditor da Receita Estadual e engenheiro e o advogado criminalista Eliton Marinho, discorreram sobre o contexto da fala, bem como o sentido real e sua importância para esclarecimento do eleitorado.
“Com certeza Caiado se referiu aos escândalos do Banco Master que, em sua opinião, contaminou políticos, gestores públicos e até o Poder Judiciário. Assim, pré-candidatos como Flávio Bolsonaro e o próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva estão inabilitados para se sentarem na cadeira de presidente, porque há indícios reais de contaminação”, afirmou Eliton Marinho. Lívio Luciano teceu comentários na mesma linha. “O caso Vorcaro está em evidência e Caiado certamente se referiu aos sucessivos escândalos envolvendo políticos, dentre eles Lula e Flávio Bolsonaro. É uma afirmação marcante que exige reflexão e avaliação dos eleitores na hora do voto”, asseverou ele.
Já na quinta-feira (21), o Boa Noite Goiás colocou para debate a influência da Inteligência Artificial nas eleições, com questionamento se ela pode ou não ameaçar o pleito no Brasil. O foco central foi referente aos decretos assinados pelo presidente Lula, que endureceu regras de controle sobre as bigtechs e redes sociais na divulgação de conteúdos que podem configurar fake news ou desinformação, contaminando o debate sobre candidatos e candidaturas.
O convidado foi o advogado eleitoralista Danúbio Remy que disse não ver porque o controle das bigtechs pode afetar as eleições e pregou a necessidade de um debate sério e formulação de planos capazes de fazer o País avançar. “No Brasil, ao longo dos últimos anos, não se fala em políticas públicas para o País. O tema predominante é a corrupção, envolvendo no só o setor público, mas também a iniciativa privada. Esse nível de dabate precisa ser modificado”, observou o entrevistado.
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