Boa Noite analisa delação no caso do INSS e cenário político para 2026

Em meio a um cenário político marcado por incertezas, o Boa Noite, desta quarta-feira (25), reuniu especialistas para discutir os desdobramentos da delação que envolve o filho do presidente e suas possíveis consequências. Com o tema “Acabou para Lulinha? Delação pode atrapalhar Lula?”, o advogado e comentarista político Moisés Marcione e o advogado Eduardo Camargo analisaram o caso, além de temas como a CPI do Crime Organizado para investigação do Banco Master, o projeto de lei antifacção, a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) e as eleições presidenciais de 2026.

Eduardo Camargo afirmou que, até o momento, não há confirmação concreta sobre o envolvimento direto do filho do presidente. “A grande questão é que não se fala nada absolutamente nada ainda a respeito do filho do presidente. Até o momento, o que a gente tem é uma situação meramente política. A delação é sigilosa. Por estar uma pessoa ligada ao governo, a bomba vai sair primeiro em relação ao filho do atual presidente. Se tiver algo envolvendo ele ou qualquer outra pessoa, tem que ser investigado, com seriedade, independência e imparcialidade. A partir disso, ver se tem algum tipo de responsabilização, independentemente se é filho do presidente ou não é”, disse. Ele também destacou o impacto político do caso, afirmando que “independentemente do comprometimento dele, da responsabilização criminal, é ruim para o governo” e avaliou que “a grande questão não é o Lulinha, tudo é um factóide para a questão maior, que é a eleição de 2026”.

Já Moisés Marcione ressaltou o papel da delação premiada dentro das investigações e a necessidade de cautela na análise das informações. “Delação é só um instrumento de prova e deve ser conciliada com outros elementos materiais de prova. Ela é, muitas vezes, chamada de prova contaminada, por ser influenciável demais. Não estou dizendo que é este caso. Mas, a delação tem um peso muito grande. Vamos ver no caso do Lulinha qual critério será utilizado. O primeiro ponto que tem que ser descoberto é se ele, de fato recebeu esse dinheiro. Porque ele nunca respondeu claramente sobre isso”, afirmou. O advogado também destacou a necessidade de investigar possíveis irregularidades, dizendo que “tem que ser verificado se há um abuso político e econômico nessa situação. Pode haver um tráfico de influência, que pode envolver pessoas importantes na cúpula do governo”.

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