Debate no Boa Noite analisa denúncias sobre ministro do STF Dias Toffoli

O programa Boa Noite, exibido na quinta-feira (12), discutiu o tema “A casa caiu para Dias Toffoli?” e analisou os desdobramentos de denúncias que envolvem o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Toffoli é relator do inquérito sobre fraudes no Banco Master na Corte. Relatório da Polícia Federal aponta possível envolvimento do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e menciona o nome do ministro. Dias Toffoli afirmou ser sócio de empresa que administrava o resort Tayayá e confirmou ter realizado negócios com o cunhado de Vorcaro, em meio a uma grande rede de informações. Durante o programa, também foi exibida uma reportagem informando que os jogos do Goianão transmitidos pela TV Brasil Central alcançaram a marca de 4 milhões de visualizações.

O advogado Eduardo Camargo avaliou que o caso ainda está em fase inicial e pode ter novos capítulos. “Não sabemos ainda o fundo do poço, onde a investigação vai chegar”, afirmou. “A situação seria uma suspeição, que é quando o juiz, por alguma situação subjetiva, tenha algum tipo de aproximação com a parte”, explicou. Camargo defendeu que, nesse cenário, o ministro não deveria ser o responsável. “Nesse caso ele deveria ser afastado. Ele deve ser considerado suspeito. E, na minha análise, ainda tem muita água para rolar”, disse, acrescentando que acredita na possibilidade de parte do processo ser direcionada à primeira instância.

O médico Alano Queiroz questionou o fato de o caso estar sob análise do STF. Segundo ele, não foi apontado envolvimento de pessoas com foro privilegiado, o que justificaria o julgamento pela Corte. Ele também criticou o sigilo da investigação. “A gente está diante de um caso que é grave e gera repercussão no Brasil inteiro. É um quadro que mancha a justiça brasileira”, declarou. Alano também defendeu a saída do ministro do STF. “Toffoli, para não ser impeachmado, deveria pedir não só para sair da relatoria do caso, mas para sair do Supremo Tribunal Federal. Seria uma medida mais honrosa”, afirmou. E concluiu: “Se não houver pressão popular, vai acabar em pizza”.

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