Operação Colarinho Branco: PC investiga desvio de verbas públicas em Firminópolis

Valores seriam destinados à compra de medicamentos usados no combate à Covid-19. Apuração identificou prejuízo de mais de R$ 300 mil aos cofres públicos municipais

A Polícia Civil de Goiás cumpre nesta terça-feira (26/01) seis mandados de prisão temporária e outros 11 de busca e apreensão, durante a Operação Colarinho Branco, que investiga o possível desvio de verba pública, no município de Firminópolis, na região Central do estado. Segundo a apuração, os valores desviados Fundo Municipal de Saúde seriam destinados à compra de medicamentos usados no combate à Covid-19 na cidade.

Entre os alvos da ação, estão servidores públicos e empresários do ramo de farmácias. “A fraude se constituiu na emissão de notas fiscais na simulação de compra por parte do município destes medicamentos, sem qualquer tipo de entrega. Esses medicamentos seriam utilizados no combate ao coronavírus e jamais foram entregues aqui no município”, apontou o delegado Tiago Junqueira, responsável pela investigação.

Os mandados da operação estão sendo cumpridos em Goiás e ainda em Palmas, capital do Tocantins, e Uberaba, em Minas Gerais, onde atuavam alguns dos suspeitos de participação no esquema criminoso. “Isso em virtude de empresários destes estados que emitiram notas fiscais no último dia do ano passado, tentando, juntamente com os gestores públicos, apropriarem-se dos valores respectivos às emissões dessas notas fiscais”, disse.

Com os crimes, a Polícia Civil identificou prejuízo de mais de R$ 300 mil aos cofres públicos municipais, mas a suspeita é de que o montante seja ainda maior. “O valor pode aumentar conforme o aprofundamento das investigações”, ressaltou. Ainda de acordo com o delegado, os mandados de prisão temporária foram expedidos pelo Poder Judiciário, com o intuito de inibir a ação dos suspeitos, que estariam interferindo na apuração policial.

Até o momento, três dos mandados já foram cumpridas, em Goiás. Durante as buscas, as equipes policiais também apreenderam documentos e telefones celulares, que irão passar por perícia. Os suspeitos deverão responder pelos crimes de associação criminosa, corrupção ativa e passiva, fraude a licitações e peculato. As diligências continuam, no intuito de localizar e prender os outros investigados.

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