Saúde realiza oficina sobre eliminação da aids e da transmissão do HIV
Evento da Superintendência de Políticas de Atenção Integral à Saúde com profissionais de saúde e representantes de entidades civis debate estratégias para eliminação da aids e do HIV até 2027

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), por meio da Superintendência de Políticas de Atenção Integral à Saúde (Spais), iniciou nesta segunda-feira (22/6) a Oficina sobre Diretrizes para a Eliminação da Aids e da Transmissão do HIV enquanto Problema de Saúde Pública no Brasil até 2027. O evento, que prossegue até esta terça-feira (23/6), no auditório do Centro Universitário Sul-Americano (Unifasan), reúne gestores e profissionais de saúde de vários municípios do Estado e representantes do Ministério da Saúde (MS) e de entidades que lutam em defesa das pessoas com HIV e Aids.
Os dados da SES-GO mostram que em Goiás existem cerca de 30 mil pessoas que vivem com o vírus HIV. Para atender esses cidadãos o mais próximo possível de suas residências, existem 15 Serviços de Atenção Especializada (SAE), localizados em diferentes municípios, onde são realizados diagnóstico, tratamento contínuo com antirretrovirais e profilaxia para prevenção da transmissão do HIV e da aids. O atendimento também é disponibilizado por quatro das seis policlínicas da SES-GO localizadas em Posse, Goianésia, Formosa e São Luís de Montes Belos.
A superintendente de Atenção Integral à Saúde, Amanda Limongi, foi representada no evento pela gerente de Atenção Primária da Spais, Amanda Faria. Em seu pronunciamento, ela destacou a importância da integração entre a assistência e a vigilância epidemiológica para a construção de um plano que resulte na realização de ações efetivas e de bons resultados. “É fundamental que esse plano amplie o acesso, o diagnóstico e o tratamento para que o paciente viva com dignidade”, assinalou.
A superintendente de Vigilância Epidemiológica da SES-GO, Cristina Laval, destacou que é fundamental que o plano de trabalho possa, de fato, facilitar o acesso ao serviço de saúde, promover o diagnóstico oportuno, o tratamento adequado e, sobretudo, a vinculação do paciente à linha de cuidado. “É essencial que o serviço acolha o paciente de forma humanizada, para que ele escolha fazer o tratamento próximo de sua casa, sem grandes deslocamentos, e para que haja uma adesão adequada.
Eliminação de HIV/aids
O coordenador-geral de Vigilância de HIV e Aids do Ministério da Saúde, Artur Kalichman, informou que o Governo Federal considera como eliminação de HIV/aids a redução de 90% de novas infecções e mortes até 2027. Para que isso ocorra, conforme disse, é fundamental o diagnóstico de 95% de novos casos e o tratamento de todas essas pessoas que vivem com HIV e aids. “Atualmente a melhor coisa para alguém que tem o vírus HIV é saber disso o mais rápido possível, começar a se tratar, ter uma carga viral indetectável, ficar bem, não ficar doente e viver feliz”, acentuou.
Para a coordenadora de Agravos e Infecções Sexualmente Transmissíveis da Spais, Ana Paula Vieira de Deus, as ações voltadas à eliminação da transmissão do vírus HIV e da aids devem ser desenvolvidas com o apoio da sociedade civil. Ela informou que a SES-GO atua de forma incisiva para diminuir a transmissão vertical do vírus HIV, da gestante para o bebê. O evento nesta terça-feira vai envolver a realização de trabalhos em grupos e uma plenária para pactuação e parcerias.
Maria José Silva (texto) e Iron Braz (foto) / Comunicação Setorial da SES-GO


