Saúde promove capacitação sobre câncer de mama durante Congresso Brasileiro de Mastologia

Com estações de simulação e participação de médicos da Atenção Primária de todas as macrorregiões, ação fortalece linha de cuidado e aposta na qualificação para reduzir mortalidade

Cinco estações temáticas do câncer de mama foram preparadas para os médicos da Atenção Primária

A Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO) realizou, nesta sexta-feira (15/05), uma capacitação prática voltada à qualificação de profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) no cuidado ao câncer de mama. A atividade aconteceu durante o 28º Congresso Brasileiro de Mastologia, no Centro de Convenções de Goiânia, e utilizou uma metodologia baseada em estações de simulação.

Ao todo, foram estruturadas cinco estações temáticas: rastreamento, painel genético, lesões de alto risco, biópsia e cuidado pós-tratamento. A dinâmica envolveu 50 médicos da Atenção Primária, representantes das cinco macrorregiões de saúde de Goiás, divididos em grupos de 10 participantes que percorreram todas as etapas em sistema de rodízio, sob a coordenação de especialistas, entre médicos e professores de medicina.

“Estamos mostrando aqui as estações de cuidado, seja na atenção primária, seja na assistência, incluindo o painel genético para diagnosticar o câncer hereditário. São cinco estações com médicos da Atenção Primária participando, além de especialistas renomados, integrando teoria e prática. Isso contribui para qualificar os serviços e reduzir a mortalidade das pacientes com câncer”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Rasível Santos.

“Ter um evento do Goiás Todo Rosa dentro de um Congresso Brasileiro de Mastologia mostra a força da ciência dentro do projeto. Reunimos profissionais altamente qualificados, que dominam toda a jornada da paciente oncológica, do diagnóstico ao pós-tratamento, fortalecendo a troca de conhecimento”, destaca a mastologista e consultora do programa, Rosemar Macedo.

“A paciente entra pelo serviço primário, por isso trazer esses profissionais para esse ambiente é fundamental. Estamos compartilhando conhecimento técnico para tornar o atendimento mais objetivo e assertivo, garantindo melhores resultados no cuidado”, ressalta o mastologista Carlos Alberto Ruiz.

Para os profissionais participantes, a experiência tem impacto direto na melhoria dos serviços ofertados à população. “Essa capacitação é fundamental para agilizar o diagnóstico precoce e aprimorar os fluxos dentro dos municípios, garantindo que a paciente seja atendida o quanto antes”, avalia Arla Vieira, diretora técnica e participante de Anápolis.

Realizado até este sábado (16/5), o Congresso Brasileiro de Mastologia é considerado o maior evento de pesquisa sobre câncer de mama da América Latina, reunindo mais de 1,2 mil participantes e mais de 100 palestrantes de todo o país.

Goiás Todo Rosa
O programa Goiás Todo Rosa tem como objetivo promover a qualificação prática dos profissionais, fortalecendo a linha de cuidado do câncer de mama desde o diagnóstico precoce até o acompanhamento após o tratamento. A ação também contribui para reduzir gargalos históricos do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente no rastreamento e na identificação de casos com predisposição genética.

Como parte da estratégia estadual para ampliar o diagnóstico precoce e o rastreamento genético do câncer de mama e ovário, a SES-GO investe em ações como o sequenciamento genético (incluindo BRCA1 e BRCA2), o aconselhamento genético e a integração entre Atenção Primária e Atenção Especializada, em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG).

Até o momento, o programa já realizou 911 exames genéticos, com a identificação de 113 casos positivos para variantes associadas ao câncer. Todas as pacientes diagnosticadas foram inseridas em acompanhamento pelo SUS, com cobertura nas cinco macrorregiões de saúde do Estado.

“Já realizamos a triagem de 911 mulheres, entre pacientes e familiares, com 113 casos positivos. Um avanço importante foi a ampliação dos genes testados, incluindo, além do BRCA1 e BRCA2, outros genes de alto risco para câncer de mama e ovário”, explica a geneticista Elisângela Lacerda.

Yara Galvão (texto) e Patrícia Save (fotos) / Comunicação Setorial SES-GO

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