HDT fortalece formação de especialistas e celebrou nova turma de residentes

Residências médica e multiprofissional da unidade do Governo de Goiás consolidam trajetória de qualificação profissional e marcam formatura de novos especialistas

Residentes do HDT celebram conclusão da formação médica: emoção, gratidão e início de uma

A formação de especialistas é estratégica para ampliar a qualidade da assistência em saúde e fortalecer o atendimento em doenças infecciosas e dermatológicas. Nesse contexto, o Hospital Estadual de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT) consolidou, ao longo dos anos, um dos principais programas de residência da área no Estado, com formação prática intensiva, atuação em casos de alta complexidade e integração com instituições parceiras, como o Hospital das Clínicas da UFG.

Criado em 2005, o Programa de Residência Médica da unidade do Governo de Goiás gerida pelo Instituto Sócrates Guanaes passou a oferecer especialização em infectologia adulto, infectologia pediátrica e dermatologia, com duração de dois a três anos. Em 2012, a residência multiprofissional ampliou a formação para as áreas de nutrição, fisioterapia, biomedicina, psicologia, farmácia e enfermagem, reforçando o cuidado integral ao paciente.

Ao longo dessa trajetória, o hospital já formou 71 médicos e 94 profissionais da residência multiprofissional. Atualmente, mantém dez médicos e 21 residentes multiprofissionais em formação. O ISG, gestor do hospital, tem como filosofia incentivar a educação como caminho essencial para a construção de uma saúde cada vez melhor. O processo seletivo dos programas é realizado pelo Centro de Seleção da UFG (Verbena).

O médico infectologista e coordenador médico das alas do HDT, Taiguara Fraga, iniciou a residência no HDT em 2019 e concluiu em 2022. A escolha pela instituição foi motivada pela referência nacional e internacional no tratamento de doenças infectocontagiosas e pelo incentivo à pesquisa científica.

Alta complexidade
Durante a formação, ele destaca o contato com casos de alta complexidade, o fortalecimento do raciocínio clínico e a participação em estudos de relevância mundial, como pesquisas sobre histoplasmose. Após concluir a residência, decidiu permanecer na unidade. “Foi no HDT que consolidei minha paixão pela infectologia. Aqui aprendi a unir assistência e pesquisa para oferecer um cuidado mais completo, humano e baseado em evidências”, afirmou.

Dentro desse histórico, a unidade realizou, na semana passada, a formatura de novos especialistas da residência ,édica: três médicos em Infectologia Adulto e dois em Dermatologia concluíram a formação.

Para a diretora técnica, Thais Safatle, a residência representa investimento direto na assistência pública. “Formar especialistas em infectologia e dermatologia significa fortalecer a rede de saúde e ampliar o acesso da população a profissionais qualificados. O HDT oferece um ambiente de aprendizado singular, com grande volume de casos e atuação integrada com serviços de referência”, destacou.

Durante a cerimônia de conclusão, a emoção marcou os discursos das formandas, que ressaltaram a intensidade da formação e o papel fundamental dos preceptores, colegas e equipes hospitalares em suas trajetórias.

Profundidade do aprendizado
Formanda do Programa de Residência Médica em Dermatologia, Juliana de Amorim Santos definiu o período como uma experiência que ultrapassa a especialização técnica e destacou a profundidade do aprendizado na área. “Hoje eu entendo que a residência médica é, de fato, uma residência. Nós moramos no hospital. Foi aqui que crescemos, amadurecemos, erramos, acertamos, choramos e celebramos”, disse.

“Na dermatologia, aprendemos que estamos diante de um órgão exposto, visível, que carrega marcas de doenças, mas também marcas emocionais. A pele fala e o paciente enxerga sua doença todos os dias no espelho. Tivemos o privilégio de aprender a escutar, acolher e tratar. Fomos formados em um hospital rico em diversidade, complexidade e desafios. Aqui aprendemos a medicina real, a dermatologia que exige raciocínio, responsabilidade e sensibilidade. Somos imensamente gratos por termos sido treinados em um serviço público de excelência”, acrescentou.

Já a formanda em infectologia, Anna Eugênia Villela Martins Naves Taveira, ressaltou a importância das chefes e preceptoras na construção da identidade profissional da turma. “Vocês moldaram o nosso pensamento clínico e, portanto, quem nós somos como médicas e agora como infectologistas. É uma honra termos sido formadas por mulheres tão competentes e humanas, que nos ensinaram sobre infectologia e sobre a vida”, declarou.

Cejane Pupulin (texto e foto)/ISG

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