HDS reduz reinternações hospitalares com alta farmacêutica
Iniciativa fortalece o acompanhamento terapêutico e contribui para a recuperação dos pacientes após a internação

Com o objetivo de oferecer mais segurança aos pacientes no momento da transição entre a internação e o retorno para casa, o Hospital Estadual de Dermatologia Sanitária Colônia Santa Marta (HDS) aprimorou o processo de alta farmacêutica na unidade. A iniciativa busca garantir que cada paciente deixe o hospital com orientações claras sobre o uso correto dos medicamentos prescritos, reduzindo dúvidas que possam comprometer a continuidade do tratamento e contribuindo para uma recuperação mais segura.
Antes da alta, a equipe farmacêutica realiza um rastreio clínico para identificar possíveis necessidades de ajustes terapêuticos em conjunto com o corpo clínico. De acordo com a supervisora da Farmácia do HDS, Karlla Lopes, a análise permite avaliar prescrições, dosagens, interações medicamentosas e outros fatores que possam impactar a continuidade do tratamento. “Esse acompanhamento é fundamental para garantir mais segurança ao paciente após a internação”, destaca.
Após essa etapa, o farmacêutico orienta o paciente e seus familiares sobre a forma correta de utilização dos medicamentos, horários de administração, cuidados necessários e possíveis reações relacionadas ao tratamento. O objetivo é promover maior adesão terapêutica e evitar erros que possam comprometer a recuperação ou resultar em novas internações.
Para Ildo Furtado de Lima, esposo da paciente Andrea Clara de Faria, que recebeu alta em 27 de maio, as orientações recebidas fizeram a diferença. “Saio mais seguro e confiante para ajudar minha esposa no tratamento em casa. Foi um momento importante para esclarecer dúvidas e entender melhor como os medicamentos devem ser administrados”, afirma.
A Unidade de Cuidados Prolongados e Paliativos do HDS registra, em média, oito altas por mês. Com a implantação da alta farmacêutica, a unidade amplia o cuidado oferecido aos pacientes também no momento da saída hospitalar, fortalecendo o acompanhamento terapêutico, reduzindo riscos de complicações e reinternações e promovendo mais qualidade e segurança na recuperação pós-internação.
Naicleia Luzia da Silva (texto e foto) / Agir


