PCGO prende quinto investigado por homicídio praticado por membros de organização criminosa em Goiânia
A Polícia Civil de Goiás, por intermédio da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), cumpriu nesta sexta-feira (26) mandado de prisão preventiva em desfavor de Laerth Mota Pereira, investigado por integrar organização criminosa responsável pelo homicídio de um homem, de 24 anos, cujo corpo foi localizado em dezembro de 2023, ocultado em uma região de mata de difícil acesso, no Conjunto Vera Cruz II, em Goiânia. A prisão integra uma série de diligências realizadas, ao longo das últimas semanas do mês de junho, para o cumprimento de mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça contra integrantes do grupo criminoso. No dia 8 de junho, foi preso Getúlio Guimarães Sousa e cumprido o mandado de prisão de Denes Pereira da Silva. Já no dia 12 de junho de 2026, foram cumpridos os mandados de prisão preventiva de Deivid Vitor Fernandes de Sousa, alcunha “Lacoste”, e Elias Christopher Pereira da Silva, conhecido como “Okaida”.
As investigações concluíram que a vítima foi executada e posteriormente enterrada clandestinamente pelos integrantes da organização criminosa. As apurações demonstraram que o homicídio foi praticado por integrantes de uma organização criminosa atuante na região oeste de Goiânia, especialmente nos bairros Vera Cruz e Jardins do Cerrado, voltada ao tráfico ilícito de entorpecentes e à prática de homicídios como mecanismo de disciplina interna e manutenção do domínio territorial. Segundo apurado, a vítima passou a descumprir determinações impostas pela liderança da facção, acumulou dívidas relacionadas ao tráfico de drogas, passou a agir como se fosse proprietária do ponto de comercialização de entorpecentes e manifestou a intenção de deixar a organização criminosa. Em razão dessas condutas, teve sua morte “decretada” pela liderança do grupo.
Consta do inquérito policial que a execução foi determinada por Victor Andrade Gonçalves, alcunha “Lampião”, apontado como líder da célula criminosa. O conjunto probatório demonstrou que o grupo possuía estrutura organizada, divisão de tarefas e atuação permanente na prática de diversos crimes graves, especialmente tráfico de drogas, homicídios e ocultação de cadáveres, empregando violência extrema para manutenção do controle territorial e imposição das regras da organização criminosa. Victor conhecido como “Lampião” permanece foragido e segue sendo procurado pela PCGO.
A divulgação da imagem e da identificação dos presos foi precedida nos termos da Lei nº 13.869/2019, da Portaria nº 547/2021 – PC, por meio de despacho do delegado responsável pelo inquérito fundamentado na possibilidade de surgirem novas testemunhas que possam colaborar com as investigações, bem como notícias acerca de outros crimes eventualmente praticados pelos investigados.
PCGO: investigar para proteger 🚔


