PCGO e PCDF cumprem seis medidas judiciais em Goiânia e Aparecida por fraude eletrônica

A Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos, prestou apoio operacional à Polícia Civil do Distrito Federal na Operação Camaleão, nesta sexta-feira (26). Ação interestadual teve como finalidade reprimir associação cibercriminosa, radicada no estado de Goiás, especializada na prática de estelionato, na modalidade fraude eletrônica. 

Para tanto, os cibercriminosos criavam falsos perfis no aplicativo de mensageria WhatsApp, colocando fotos de familiares próximos às vítimas, coletadas em redes sociais, e, mediante fraude (engenharia social), convenciam elas a transferirem grandes valores para contas de comparsas. Por sua vez, os participantes deste esquema (“conteiros”) permaneciam com um valor a título de comissão, e, posteriormente, pulverizavam o restante do dinheiro para outras contas (“smurfing”), no intuito de dificultar a investigação e ocultar a origem ilícita do dinheiro até o saque final (branqueamento de capitais). 

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, sendo dois destes na cidade de Aparecida de Goiânia/GO e quatro na cidade de Goiânia/GO. 

Os investigado responderão pela prática dos crimes de associação criminosa (art. 288, caput, do CP), falsa identidade (art. 307, caput, do CP), estelionato qualificado (art. 171, § 2º-A, do CP) e lavagem de capitais (art. 1º da Lei 9613/98).

Nome da operação

O nome da operação faz alusão à palavra estelionato, que se origina de stellio, ou seja, camaleão, justamente pela qualidade que tem esse animal para mudar de cor, confundindo sua presa, facilitando, assim, o bote fatal, bem como para poder fugir, também, dos seus predadores naturais, que não conseguem, em virtude de suas mutações, perceber a sua presença, tal como ocorre com o estelionatário que, em razão de seus disfarces, sejam físicos ou psíquicos, engana a vítima com sua fraude, a fim de que tenha êxito na sua empresa criminosa.

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