Inaugurado primeiro laboratório multiusuário de nível de biossegurança 3 de Goiás

Estrutura instalada na UFG, com fomento da Fapeg, reforça a capacidade científica do Estado e amplia a infraestrutura para pesquisa, inovação e resposta a emergências em saúde

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg) participou, nesta sexta-feira, 26/06, da inauguração do primeiro Laboratório Multiusuário de Nível de Biossegurança 3 (NB3) do Estado de Goiás. A cerimônia foi realizada no auditório do Instituto de Patologia Tropical e Saúde Pública (IPTSP/UFG), no Setor Leste Universitário, reunindo representantes do Governo de Goiás, da comunidade científica e de instituições parceiras que contribuíram para a implantação da nova estrutura.

A mesa diretiva foi composta pela reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves; pelo secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Goiás, José Frederico Lyra Netto, representando o governador Daniel Vilela; pelo presidente da Fapeg, Marcos Arriel; pelo ex-reitor da UFG, Edward Madureira; pela coordenadora do NB3, Ana Paula Junqueira-Kipnis; pelo diretor do IPTSP, Yves Ternes; pela diretora executiva da Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape), Flávia de Oliveira; e pela subsecretária de Vigilância em Saúde de Goiás, Flúvia Amorim, representando o secretário estadual da Saúde, Rasível dos Santos.

Na abertura da cerimônia, a coordenadora do NB3, Profa. Ana Paula Junqueira-Kipnis, destacou que a inauguração do laboratório é resultado do esforço conjunto, ressaltando que essa cooperação amplia o alcance dos investimentos para toda a sociedade. “Quando universidade, agências de fomento e o poder público atuam em cooperação, os resultados alcançam toda a sociedade”, afirmou. Ela também enfatizou que a estrutura fortalece a soberania científica e institucional de Goiás e defendeu que “o investimento em ciência precisa se consolidar como política de Estado em Goiás, independente de governos e de partidos políticos”.

A reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves, destacou que o NB3 representa um avanço estratégico para a pesquisa, a formação de recursos humanos e a saúde pública, consolidando Goiás na fronteira do conhecimento. “O NB3 vai ocupar um papel no desenvolvimento científico, na pesquisa e nas repercussões que isso terá na saúde da população”, afirmou, ressaltando que a estrutura fortalece tanto a produção científica quanto a qualificação de novos pesquisadores.

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Goiás, José Frederico Lyra Netto, afirmou que o NB3 representa um investimento estratégico de longo prazo para preparar o estado para desafios futuros e consolidar Goiás na fronteira da ciência. “O que a gente faz aqui prepara daqui a 10, 20, 30 anos”, disse, destacando o compromisso do Governo de Goiás em apoiar projetos científicos que transformem conhecimento em benefícios para a sociedade.

O presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás, Marcos Arriel, ressaltou que a missão da Fundação de fomentar ciência, tecnologia e inovação só se concretiza por meio da parceria com instituições como a UFG, destacando o NB3 como um projeto disruptivo e um marco para a infraestrutura laboratorial do estado. “Esse laboratório é um marco na história da pesquisa e da inovação no nosso estado”, disse, reforçando o compromisso da Fapeg e do Governo de Goiás com o apoio contínuo às instituições, grupos de pesquisa e projetos estratégicos.

O ex-reitor da UFG, Edward Madureira, relembrou que acompanhou a idealização do NB3 ao longo de cerca de duas décadas, destacando a persistência institucional para transformar o projeto em realidade. “Essa luta é uma luta de muitos anos, uma construção edificada a inúmeras mãos”, afirmou, ressaltando que o laboratório simboliza a continuidade dos projetos da universidade e a integração entre instituições em benefício da ciência brasileira.

A subsecretária de Vigilância em Saúde de Goiás, Flúvia Amorim, representando o secretário de Saúde de Goiás, Rasível dos Santos, afirmou que o NB3 fortalecerá a capacidade de resposta da saúde pública a novos desafios sanitários, reforçando a parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde de Goiás e a Universidade Federal de Goiás. “A pandemia escancarou essa necessidade de ter a pesquisa, de ter a ciência como base das nossas decisões”, disse, defendendo que essa cooperação seja permanente e institucional, e não dependente de gestões ou pessoas.

A diretora executiva da Fundação de Apoio à Pesquisa, Flávia de Oliveira, afirmou que o NB3 demonstra o impacto de tratar ciência e educação como políticas de Estado, destacando o papel da gestão compartilhada para transformar o projeto em realidade. “Esse projeto jamais teria chegado a este dia se não fosse a gestão executiva, financeira e administrativa”, disse, ressaltando que a estrutura está pronta para impulsionar novas parcerias e pesquisas de alto impacto para a sociedade.

Após as declarações das autoridades, os integrantes da mesa diretiva seguiram até as instalações do Laboratório Multiusuário de Nível de Biossegurança 3 (NB3), onde realizaram o descerramento da placa de inauguração, marcando oficialmente a entrega da nova infraestrutura científica ao Estado de Goiás. O ato simbolizou a consolidação de uma parceria entre Governo de Goiás, Fapeg, UFG, Funape e demais instituições envolvidas na implantação do laboratório, considerado estratégico para o fortalecimento da pesquisa, da inovação e da capacidade de resposta do Estado a desafios em saúde pública.

Avanço para a ciência e a saúde pública

A implantação do NB3 elimina uma lacuna histórica na pesquisa científica em Goiás. A ausência de um ambiente com esse nível de biossegurança limitava estudos relacionados a doenças como tuberculose, HIV, Covid-19, leishmaniose e outras enfermidades causadas por agentes infecciosos de alto risco.

O laboratório recebeu R$ 3,9 milhões em recursos da Fapeg e permitirá a realização de pesquisas com agentes biológicos de classe de risco 3, como vírus, bactérias e fungos altamente infecciosos, em ambiente de máxima contenção e segurança. A estrutura amplia a capacidade científica de Goiás para investigar doenças emergentes, desenvolver tecnologias em saúde e produzir respostas mais rápidas diante de surtos, epidemias e pandemias.

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