Fapeg participa da comemoração dos 10 anos do CRTI e 5 anos do LaMCAD da UFG

CRTI e LaMCAD têm trajetórias exaltadas durante semana de comemoração dos 63 anos da Universidade

Nesta quarta (13/12), em contexto de comemoração dos 63 anos da Universidade Federal de Goiás (UFG), o Parque Tecnológico Samambaia (PTS/UFG) foi palco de eventos festivos dos marcos alcançados por duas estruturas vinculadas à Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI/UFG) abrigadas em sua área: o Centro Regional para o Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (CRTI/UFG), que completou 10 anos de funcionamento, e o Laboratório Multiusuário de Computação de Alto Desempenho (LaMCAD/UFG), inaugurado há cinco anos.

As celebrações tiveram início no próprio auditório do CRTI/UFG, com a apresentação de um balanço feito pela coordenadora do Centro, Cecília Maria de Oliveira, ressaltando números expressivos. Em 10 anos de funcionamento, o CRTI/UFG atendeu cerca de 936 clientes, entre empresas e acadêmicos, realizou mais de 42 mil análises, com contribuições em cerca de 700 trabalhos de pesquisa, incluindo artigos científicos, teses e dissertações. Entre 2015 e 2023, foram captados mais de R$ 33 milhões em diferentes projetos.

Segundo Cecília, o Centro alcançou reconhecimento em todo o Brasil executando análises de alta complexidade e resolvendo problemas sensíveis da produção e qualidade de produtos comercializados em diferentes setores. “Quando faço a gênese do CRTI/UFG, penso que na raiz da sua criação estavam pessoas com uma capacidade extraordinária para desenhar projetos capazes de criar um modelo exclusivo de governança, implantá-lo e atrair pessoas tecnicamente competentes que nos trouxeram até aqui”, disse emocionada.

Em seguida, o vice-reitor da UFG, Jesiel Carvalho, que também é coordenador adjunto e um dos idealizadores do CRTI/UFG, traçou o histórico de criação do complexo, desde a concepção até a inauguração das primeiras divisões. “É importante que não percamos a memória dessas realizações feitas também com as máquinas e equipamentos, mas que são erguidas mesmo é a partir do suor das pessoas que passam e deixam o seu legado”, afirmou.

O diretor científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg), Cláudio Leles, lembrou que, à época da elaboração do projeto do CRTI/UFG, era difícil imaginar a importância que o Centro viria a adquirir com o passar do tempo. “Sou uma pessoa privilegiada, pois participei de vários momentos-chave da história da Universidade, como do processo de criação deste lugar. Passados 10 anos,  tenho a oportunidade de comemorar o seu sucesso e ver os frutos gerados. Parabéns ao CRTI e à UFG”, concluiu.

Já a pró-reitora de Pesquisa e Inovação da UFG, Helena Carasek, fez questão de enfatizar que os convidados internacionais que costumam visitar o CRTI/UFG sempre se impressionam com a capacidade e a instrumentação. “Isso é pra falar da importância dessa estrutura de laboratórios que praticamente abriu esse Parque Tecnológico. Se não existisse o CRTI, talvez as coisas fossem bem diferentes. É uma honra para mim vivenciar tudo isso”, destacou.

Por fim, a reitora da UFG, Angelita Pereira de Lima, disse ser admiradora e observadora do trabalho realizado pelo CRTI/UFG. “Celebrar é falar sobre sonhos. Nossa obrigação como cientistas, educadores, pesquisadores e pessoas é sonhar grande, além daquilo que conseguimos enxergar. E, por sorte, nós temos aqui pessoas que trazem isso consigo e ainda puderam colocar toda sua competência, energia e desempenho em favor de um sonho”, refletiu.

Depois da fala, os convidados presentes foram chamados a participar do descerramento da placa de comemoração dos 10 anos do CRTI/UFG, concluindo o primeiro momento de festividades dentro do Parque. Na sequência, todos atravessaram o estacionamento para chegar ao prédio da Agência da UFG de Inovação, onde teve espaço a celebração dos cinco anos de inauguração do LaMCAD/UFG.

LaMCAD
No auditório da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (PRPI/UFG), a cerimônia começou com a apresentação da atuação do LaMCAD/UFG por seu coordenador geral, Herbert Georg, que traçou uma linha do tempo passando pelo esboço do projeto do Laboratório e a decisão de criação da estrutura, em dezembro de 2018. De lá para cá, foram mais de R$ 8,4 milhões investidos, aproximadamente 180 usuários cadastrados, 40 projetos de pesquisa vigentes em áreas diversas e contribuição na produção de cerca de 57 trabalhos acadêmicos.

Para os próximos anos, a expectativa é que haja investimentos adicionais por parte da Fapeg e do governo de Goiás, a construção de um novo prédio no Parque a ser compartilhado com o Centro de Excelência em Estudos, Monitoramento e Previsões Ambientais (Cempa Cerrado) e a possibilidade real de se tornar um dos três maiores centros de computação científica do Brasil. “Devemos ampliar nossa capacidade computacional em 10 vezes”, esclareceu Herbert.

Outra novidade bem recebida foi o anúncio de que o LaMCAD/UFG, que surgiu originalmente para suprir a uma demanda interna de pesquisadores, contemplando depois integrantes da Universidade Federal de Catalão (UFCat) e de Jataí (UFJ), passa agora a atender, acolher e apoiar projetos de quaisquer pesquisadores de instituições de ensino superior (IES) do estado de Goiás. “Podem espalhar a notícia”, brincou o coordenador.

Na avaliação de Cláudio Leles, da Fapeg, o crescimento do LaMCAD/UFG vai ao encontro do crescimento da própria Fundação e de sua capacidade de fomentar pesquisas e projetos. “Para se ter uma ideia, neste ano, nosso orçamento foi o maior da história da instituição. Assim, temos apoiado ações estratégicas para o estado, a exemplo do próprio LaMCAD/UFG, do Cempa Cerrado e do Centro de Excelência em Inteligência Artificial (Ceia/UFG)”, ressaltou.

Em outro momento, a pró-reitora Helena Carasek agradeceu ao trabalho de todos os profissionais envolvidos na condução do LaMCAD/UFG. “É uma estrutura de sucesso, que realmente merece cada dia mais o nosso apoio, com a certeza de que o retorno e o resultado são garantidos. Também é um enorme privilégio ser a responsável por colher os frutos e flores de todo um trabalho coletivo feito a muitas mãos. Há muita gente profissional e abnegada envolvida nesse projeto”.

O vice-reitor Jesiel fez coro à valorização de esforços e à necessidade de especializar os quadros atuantes. “Computação científica de alto desempenho tem que estar sob a gestão de cientistas, sim, mas nas mãos de pessoas habilitadas para lidar com as questões e dilemas que esse tipo de desafio propõe. Nesse sentido, estamos muito tranquilos e bem servidos, de modo que o LaMCAD/UFG já pode ser considerado um dos mais importantes centros multiusuário do país”, salientou.

Os motivos para comemorar o êxito do LaMCAD/UFG em tão pouco tempo de trajetória marcaram a última fala da reitora Angelita. “Precisamos demarcar os espaços. Sabemos que estamos desenvolvendo ações e projetos em uma gestão que é estruturante não só para a Universidade, mas para o estado de Goiás e até no apoio às políticas públicas do país. Em qualquer centro de poder em Brasília, o nome da UFG é reconhecido e desafiado a entregar mais”. Ao final da manhã, os participantes da cerimônia foram convidados a assistir ao descerramento da placa de comemoração aos cinco anos do LaMCAD/UFG.

Ambos os eventos contaram com o comparecimento de diversas autoridades, incluindo a diretora executiva da Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape), Sandramara Matias; a diretora executiva da Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc), Lucilene Sousa; a diretora executiva do Instituto Verbena/UFG, Claci Rosso; o ex-vice-reitor da UFG, Eriberto Francisco Marin; o analista da Finep, Luiz Antônio Coelho; e a pró-reitora de Pesquisa e Graduação da PUC Goiás, Priscila Valverde.

Outras presenças importantes foram a do presidente do Sindicato das Indústrias Extrativas de Goiás e do Distrito Federal (Sieeg-DF), Luiz Vessani; do diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Tasso Mendonça Júnior; e a de vários integrantes da gestão superior da UFG (pró-reitores e secretários), diretores de unidades acadêmicas e membros dos comitês gestor e executivo do CRTI/UFG e LaMCAD/UFG.

Texto: Setor de Comunicação e Eventos da PRPI/UFG
Fotos: Júlia Barros/Secom UFG

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