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HDT orienta sobre risco de disseminação e medidas preventivas para Monkeypox

Entenda os perigos da nova variante e como se proteger

Em 2024, o HDT registrou nove notificações e dois casos positivos

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o surto de monkeypox (mpox) na África como uma emergência de saúde pública de preocupação internacional. A decisão reflete o risco elevado de propagação global da doença e o potencial de desencadear uma nova pandemia. Este é o maior nível de alerta emitido pela OMS.

Entre 2022 e 2023, o vírus mpox chegou ao Brasil, e o Hospital de Doenças Tropicais Dr. Anuar Auad (HDT), unidade do Governo de Goiás administrada pelo Instituto Sócrates Guanaes (ISG), registrou nove notificações e dois casos positivos em 2024. Em 2023, foram feitas 40 notificações, com 14 casos confirmados, enquanto em 2022 houve 95 notificações, com a confirmação de 61 casos.

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) do Estado de Goiás divulgou que, até o momento, a situação está dentro da normalidade, com 84 notificações – 12 confirmadas, sem óbito registrado neste ano. Em 2023 foram 348 notificações, com 101 casos confirmados, também sem óbito.

A preocupação
A infectologista do HDT, Camila Freire Araújo, explica que a doença possui duas variantes. Em 2022, circulou a cepa 2, que é um subtipo menos transmissível e menos agressivo, resultando em menos complicações graves, como infecções respiratórias e lesões de pele.

“Naquela época, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou uma emergência de saúde pública internacional para alertar os países sobre o risco de disseminação do Clado 2, e os casos foram registrados em diversas regiões fora da África. Embora os números tenham diminuído desde então, a doença não foi completamente erradicada”, destaca a especialista.

Camila pontua que foi declarada emergência devido ao aumento inesperado de casos na África, em especial no Congo. “A variante 1 é mais transmissível e mais grave, causando mais internações, complicações e óbitos. Essa é a preocupação atual, já que há o risco de esse subtipo mais perigoso se espalhar para outras partes do mundo, como já aconteceu com o primeiro caso registrado na Suíça”.

Transmissão
O vírus se dissemina de pessoa para pessoa principalmente através do contato próximo com indivíduos infectados, especialmente por gotículas respiratórias, contato pele a pele, relações sexuais e objetos contaminados, como roupas de cama.

As pessoas com mpox permanecem contagiosas até que todas as lesões tenham formado crostas e essas crostas tenham caído, resultando na regeneração completa da pele. Por isso, é fundamental que o paciente permaneça em isolamento por um período de duas a quatro semanas para evitar a disseminação do vírus.

O tratamento inclui cuidados específicos com as lesões de pele, controle rigoroso da dor e prevenção de infecções secundárias. Em casos mais graves, pode ser necessária a internação. “Muitos de nossos pacientes precisaram de cuidados hospitalares para o controle da dor e das infecções secundárias”, explica a Dra. Camila Freire Araújo, médica do HDT.

Prevenção
Existe uma vacina para a doença, que foi disponibilizada em 2022 para grupos de risco e pessoas expostas ao vírus. Atualmente, o Ministério da Saúde está em negociações para a aquisição de mais doses.

A médica infectologista Camila Freire Araújo destaca a preocupação com a chegada desse subtipo ao Brasil, incluindo Goiás, devido à rápida transmissão e à circulação global de pessoas. “Devemos estar preparados para vacinar tanto os indivíduos que tiveram contato próximo com pessoas infectadas quanto os grupos de risco. As medidas de saúde são essenciais para proteger a comunidade e os viajantes”, ressalta a médica.

Texto e foto: comunicação HDT/ISG

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