AGR encerra programação do Mês das Mães com varal de poesias e exposição afetiva de memórias

O encontro final do projeto “Maternidades Disruptivas” transformou o auditório da agência em um espaço sensível de partilha, reunindo textos autorais e objetos carregados de saudade levados pelos próprios colaboradores

A Agência Goiana de Regulação (AGR), através do Comitê da Mulher e da Diversidade, encerrou na última sexta-feira (29/05) a sua programação especial dedicada ao Mês das Mães. Coroando o projeto temático “Cenários da Diversidade: Maternidades Disruptivas”, o último dia de atividades abriu mão das palestras tradicionais para promover uma tocante Exposição Coletiva no auditório da agência, convidando os servidores a abraçarem a premissa de que “toda história merece ser contada”.

Fugindo do roteiro corporativo habitual, a manhã foi dedicada à contemplação e à emoção genuína. O encontro, coordenado pelo Comitê da Mulher e da Diversidade, com apoio da Diretoria de Gestão Integrada, encerrou o ciclo de maio, mostrando que o ambiente institucional também é feito de vivências reais, vulnerabilidade e laços humanos. O presidente da AGR, Wagner Oliveira Gomes, prestigiou a exposição.

Palavras no varal

A atmosfera do auditório ganhou contornos poéticos e intimistas com varais delicadamente pendurados ao longo do espaço. Neles, foram expostos textos narrativos, relatos pessoais e poesias escritas pelas próprias servidoras e servidores da AGR.

Inspirada pelo lema da campanha —”Palavras conectam. Histórias transformam. Maternidades importam.”— a dinâmica revelou a coragem da equipe em colocar no papel seus sentimentos mais profundos. Ao caminharem por entre os varais, os colaboradores puderam ler os fragmentos das vidas de seus colegas, reconhecendo nas entrelinhas as múltiplas camadas do maternar: da doçura à sobrecarga, do riso do dia a dia à dor do luto e da saudade.

Memórias palpáveis

Além da delicadeza das palavras suspensas, a exposição ganhou um peso emocional ainda maior com a partilha de objetos. Atendendo ao convite do Comitê, os servidores levaram ao auditório itens físicos que traziam lembranças marcantes e afetuosas de suas próprias mães.

O que se viu foi a transformação do espaço em uma verdadeira galeria de afetos. Cada peça carregava um universo particular de significados, funcionando como uma ponte entre o passado e o presente. Ouvir as histórias por trás de cada objeto permitiu que os colegas de trabalho conhecessem as raízes uns dos outros, transformando a manhã em uma rede de empatia e respeito mútuo que transcende a rotina da agência.

A exposição coletiva desta sexta-feira fechou com extrema sensibilidade um mês inteiro dedicado a tirar a maternidade de um pedestal intocável e trazê-la para o terreno da realidade. Após quatro semanas de debates intensos sobre racismo, adoção, o “ninho vazio” e a redescoberta da mulher, o evento final serviu como um abraço coletivo.

Agência Goiana de Regulação, Controle e Fiscalização de Serviços Públicos (AGR) – Governo de Goiás

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