Chikungunya cresce em Goiás e preocupa autoridades da Saúde
O Jornal Brasil Central dessa quarta-feira (29) divulgou que o avanço dos casos da Chikungunya no estado tem chamado a atenção das autoridades de saúde. Até agora, neste ano foram notificados mais de 9 mil e 600 casos, com mais de 7 mil e 700 confirmações, sendo que no mesmo período do ano passado tinham sido registrados apenas 16 casos no estado, um aumento de mais de 174%. O alerta é para que a população redobre os cuidados na eliminação do Aedes aegypti, que é o mesmo transmissor da Chikungunya.
Superintendente de Vigilância Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde, Cristina Laval informou que de 2020 para cá houve surtos da doença em alguns municípios goianos e agora tem ficado mais frequente e distribuída de forma mais homogênea também. Segundo ela, nesse ano já há 60 municípios goianos com casos confirmados da Chikungunya, com concentração maior nas regiões Sudoeste e Sudeste. A vacina já está sendo testada em cinco municípios brasileiros, mas ainda não está disponível para toda a população.
A Secretaria Estadual de Saúde confirmou também o primeiro caso de febre Oropuche, ocorrido na cidade de Anápolis. O paciente é um homem adulto, que já está em tratamento. Ela é uma doença viral transmitida principalmente pelo mosquito Culicoides paraenses, popularmente conhecido por maruim ou mosquito-pólvora. Em entrevista, a superintendente Estadual de Vigilância em Saúde da SES, Flúvia Amorim, disse que esse primeiro caso entrou na estatística como suspeita de dengue e depois foi identificado como oropuche. Segundo ela, o paciente foi medicado e já está curado. Informou que o caso chama a atenção das autoridades sanitárias, porque é preciso fazer o rastreamento, para que seja definido um protocolo específico, para aplicação rápida em outros casos que possam aparecer.
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