‘Tela Azul’: PCGO prende investigado por receptação qualificado e apreende 334 itens de informática desviados do TJGO

A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio da 1ª Delegacia de Polícia de Aparecida de Goiânia – 2ª DRP, com apoio da Divisão de Inteligência do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, deflagrou, na última quarta-feira (14),  a Operação Tela Azul, que resultou na prisão de um indivíduo por receptação qualificada e na apreensão de diversos equipamentos de informática desviados do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO).

A operação — cujo nome faz referência à clássica tela de erro do sistema Windows — teve início com a instauração de inquérito policial a partir de informações da Divisão de Inteligência do TJGO, que noticiavam o desvio de equipamentos de informática do Centro de Distribuição do órgão, localizado em Aparecida de Goiânia.

Diligências promovidas apontaram que um servidor terceirizado do TJGO, o qual, valendo-se do acesso facilitado, subtraia itens de informática e os retirava sem registro. Durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em sua residência, foram localizados diversos equipamentos e etiquetas patrimoniais com numeração pertencente ao acervo do Tribunal.

Em interrogatório, o investigado confessou a prática do crime, revelando que se apropriou de minicomputadores, memórias e processadores, os quais eram repassados a um comerciante, proprietário de uma loja no Setor Sudoeste, em Goiânia, especializada na revenda de produtos de informática.

A equipe policial dirigiu-se então ao referido estabelecimento, onde localizou e apreendeu expressiva quantidade de equipamentos de informática do TJGO, que estavam em poder do comerciante.

Diante da situação flagrancial, a autoridade policial determinou a prisão e o indiciamento do comerciante por receptação qualificada.

Ao todo, foram apreendidos   275 unidades de memória RAM; 33 HD’s externos; 14 processadores; 5 fontes de energia; 5 computadores; e dois aparelhos celulares.

A Operação Tela Azul representa mais uma ação efetiva da PCGO no combate à corrupção e à receptação de bens públicos. As investigações continuam para a responsabilização de todos os envolvidos.

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