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‘Saque Rastreado’: PCGO desmantela associação criminosa e bloqueia R$ 80 milhões de investigados

A Polícia Civil de Goiás, por intermédio do Grupo Antirroubo a Bancos da Delegacia Estadual de Investigações Criminais, realizou, nesta quarta-feira (21), operação policial visando desmantelar associação criminosa voltada para a lavagem de capitais e estelionato, com o cumprimento de mandados de prisão e bloqueio de bens moveis e imóveis no valor até R$ 80 milhões dos investigados.

As investigações tiveram início após chegar ao conhecimento da PCGO de que determinado suspeito, que tinha várias passagens criminais, inclusive furto a banco, praticaria a lavagem de dinheiro, cujo qual seria proveniente dos furtos praticados, além de manter um padrão de vida elevado e incompatível com sua renda. Desta forma, foram realizadas diligências para qualificar o referido suspeito, sendo confirmado que este já teria sido condenado por furto a instituições financeiras, além de possuir outras passagens como por crime organizado, estelionato e posse ilegal de arma de fogo. Verificou-se, ainda, que este morava em condomínio de luxo e possuía veículos importados.

Assim, iniciou-se as investigações, ocasião em que, através de medidas judiciais, desvendou-se uma rede de empresas, na grande maioria sem sequer possuir sede física, cujas quais seriam criadas e comandadas pelo investigado, utilizando-se de “laranjas”, que movimentaram quantia superior a R$ 80 milhões, sem a comprovação de origem, o que configuraria a lavagem de capitais. Ainda durante as investigações, descobriu-se que os investigados, aproveitando-se de convênios com uma empresa de grande porte no ramo de internet e TV a cabo, captavam e utilizavam os dados pessoais de terceiros para angariar lucros provenientes de contratação fraudulenta, acarretando prejuízos para outras vítimas.

Ao todo foram cumpridos seis mandado de prisão, sendo uma preventiva e cinco temporárias, além de 15 mandados de busca e apreensão, que foram cumpridos nas residências dos envolvidos e nas empresas utilizadas para o cometimento do crime. Salienta-se, que além das medidas de prisão e busca, foi decretado o bloqueio de bens moveis e imóveis dos investigados, em um limite de R$ 80 milhões, valores movimentados pelos investigados durante o período de investigação, além da apreensão de carros de luxo, duas armas de fogo tipo pistola, centenas de munições e até um fuzil.

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