‘Peso da Lei’ : PCGO prende investigados por venda ilegal de medicamentos para emagrecimento

A Polícia Civil de Goiás, por meio do Grupo Especial de Investigações Criminais (Geic) de Goiânia – 1ª DRP, com apoio operacional da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core/GT3), deflagrou, nesta terça-feira (20), a segunda fase da Operação Peso da Lei, voltada ao combate da comercialização irregular de medicamentos voltados ao emagrecimento.

Esta etapa é um desdobramento da investigação iniciada anteriormente, que já havia resultado no cumprimento de mandados de busca e apreensão em imóveis ligados à principal investigada. Agora, foram cumpridos seis mandados de prisão temporária e 12 mandados de busca e apreensão em residências e estabelecimentos comerciais.

Durante a operação, foram apreendidos diversos medicamentos para emagrecimento de aplicação subcutânea, caixas e etiquetas utilizadas no acondicionamento dos produtos, milhares de bulas, valores em espécie, uma arma de fogo, medicamentos de uso controlado, inclusive medicamentos abortivos cuja venda é proibida no Brasil, além de celulares, equipamentos eletrônicos, uma máquina para produção de comprimidos, carimbos médicos e atestados.

As equipes da PCGO também localizaram uma estufa utilizada para o cultivo de entorpecentes e, em uma das residências, identificaram um laboratório clandestino para produção de drogas sintéticas. Uma farmácia foi interditada pela Vigilância Sanitária Municipal, em razão de irregularidades constatadas no local.

A partir da análise dos dados extraídos do celular da principal suspeita, foi possível dimensionar a verdadeira extensão da atividade criminosa. Constatou-se que a aquisição e distribuição dos medicamentos irregulares ultrapassavam os limites do estado de Goiás, caracterizando uma operação com ramificações interestaduais. Também foram identificados indícios de elevada movimentação financeira ilícita e de uma rede criminosa estruturada, envolvendo diversos outros investigados.

Os presos deverão responder pelos crimes de falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais. Além das prisões temporárias, duas pessoas foram presas em flagrante pelo crimes de tráfico de drogas.

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