‘Engrenagem Fraudulenta’: PCGO investiga grupo criminoso por fraudes sistemáticas no setor automotivo

A Polícia Civil de Goiás, por meio da 4ª Delegacia Distrital de Polícia de Goiânia – 1ª DRP, deflagrou, nesta quinta-feira (15), a Operação “Engrenagem Fraudulenta”, com o objetivo de desmantelar uma associação criminosa responsável por fraudes sistemáticas no segmento de serviços automotivos.

A ação foi executada de forma simultânea em três unidades da federação, abrangendo os Estados de Goiás – com cumprimento de ordens judiciais nas cidades de Goiânia, Águas Lindas e Valparaíso –, Mato Grosso do Sul e o Distrito Federal. Foram presas temporariamente quatro pessoas e cumpridos cinco mandados de busca e apreensão. 

A investigação teve início após o relato de uma vítima idosa, que levou seu veículo a uma oficina para a troca de pneus orçada em R$ 2,2 mil e, após ser coagida a autorizar reparos supostamente urgentes, foi surpreendida com uma cobrança abusiva de R$ 17 mil posteriormente reduzida para R$ 7,2 mil. Após perícia e avaliação técnica, foi confirmado que os serviços descritos na nota fiscal não foram realizados. 

A partir desse caso, as investigações avançaram e revelaram a existência de centenas de reclamações de consumidores nas plataformas Google e ReclameAqui, todas relatando o mesmo modus operandi: ofertas promocionais para serviços automotivos básicos, seguidas de coação psicológica e pressão emocional para autorizar reparos supostamente indispensáveis, acompanhadas de cobranças desproporcionais e, em muitos casos, fraudes quanto à efetiva realização dos serviços e substituição de peças.

As diligências também evidenciaram que o grupo atuava sob razões sociais variáveis, muitas vezes utilizando nomes semelhantes ao de empresas consolidadas no mercado, dificultando o rastreamento por parte das vítimas e das autoridades. A investigação aponta que o núcleo originário do grupo operava no Distrito Federal, onde alguns investigados já possuem antecedentes por crimes patrimoniais, e posteriormente expandiram suas atividades para o Estado de Goiás, replicando a mesma estrutura fraudulenta.

Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato (art. 171 do Código Penal), associação criminosa (art. 288 do CP), crimes contra as relações de consumo e conforme o avanço da apuração patrimonial, lavagem de capitais. 

As investigações continuam com foco na identificação de todas as vítimas e responsabilização penal dos envolvidos.

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