Policlínicas do Entorno devem ser capacitadas para realização de parto humanizado
Secretaria de Saúde de Goiás já adota a prática natural e sem dor em Uruaçu e deve expandir tecnologia para centros obstétricos do Estado, incluindo cidades do Entorno

O governo de Goiás quer levar tecnologia de parto humanizado aos centros obstétricos das Policlínicas de Luziânia e Formosa, no Entorno do Distrito Federal. A prática, conhecida como Parto Adequado (natural, mas sem dor), já é adotada no Hospital Estadual do Centro Norte Goiano (HCN), em Uruaçu, e deve ser levada também ao Hospital de Águas Lindas, previsto para entrar em funcionamento em abril de 2024.
“A regionalização do atendimento em saúde é essencial para dar qualidade de vida aos moradores do Entorno. As policlínicas têm prestado um serviço de humanização no atendimento, especialmente, quando se fala em mulheres gestantes”, afirmou a secretária do Entorno do DF, Caroline Fleury.
Parto Adequado
A metodologia do Parto Adequado foi aprimorada por anestesiologistas do HCN para permitir a realização de partos naturais com anestesia peridural walking, que ameniza a dor sem tirar a força muscular da parturiente. Ao contrário da anestesia geral, que induz à inconsciência, a peri walking aplica anestésicos na medula espinhal, reduzindo a sensação de dor, mas mantendo a sensibilidade e, na maioria dos casos, a quase totalidade da força motora nas pernas, abdome e períneo. A paciente permanece ativa, caminhando e ajustando sua posição conforme necessário, pois a movimentação auxilia no progresso do parto.
As pacientes podem ter um parto natural sem dor, acompanhadas pela enfermeira obstetra, médico, doula, além do acompanhante. Para ampliar o conforto, no HCN, o centro obstétrico conta com quartos com música relaxante, cromoterapia e aromaterapia apropriados para assistência humanizada, em ambiente lúdico. O método exige avaliação individual e tem sido opção muito utilizada na unidade com alto índice de recomendação entre as próprias pacientes.
Inteligência Artificial
No HCN também está em teste um projeto piloto de Inteligência Artificial, desenvolvido pela Superintendência de Tecnologia e Inovação da SES. A Caren, como foi chamada, organiza as informações da gestação e os dados do recém-nascido, inseridas pela equipe assistencial. Após análises, a IA repassa a indicação do grau de cuidado que se deve ter com a criança ao nascer e os protocolos a serem seguidos, na primeira etapa. Em uma segunda etapa, as mães recebem um guia personalizado dos principais cuidados que devem manter em casa com o recém-nascido.
“O objetivo dessa inovação, premiada em agosto pela Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia de Comunicação e Informação, é diagnosticar e interferir no cuidado, especialmente de prematuros e outras condições, reduzindo a mortalidade neonatal”, define Sérgio Vencio. Ele lembra que essa IA está em fase de testes e modelagem no HCN e que, após as análises, deverá ser estendida às outras unidades da rede estadual, incluindo o Hospital Estadual da Mulher (Hemu), referência estadual para alto risco gestacional que, assim como o HCN, se consolidando na assistência humanizada a gestantes, mamães e bebês.
Comunicação Setorial – Secretaria do Entorno do Distrito Federal de Goiás, com informações da Secretaria de Estado da Saúde (SES)

