O Projeto Bandeiras no Corredor é uma iniciativa científica da Universidade Federal de Goiás (UFG), em parceria com a Aliança da Terra, o Governo de Goiás e o Funbio, com apoio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad). Criado para monitorar a fauna de mamíferos e aves no corredor ecológico entre os Parques Estaduais da Serra de Caldas Novas e da Mata Atlântica, o projeto busca entender a distribuição, comportamento dos animais e a sua reprodução e manutenção das populações, além de apoiar ações de conservação baseadas em dados científicos e estimular a participação de comunidades locais e proprietários rurais na proteção da biodiversidade.
Utilizando mais de 70 câmeras e armadilhas fotográficas distribuídas em cerca de 60 mil hectares, os pesquisadores registram e monitoram as espécies silvestres da região para produzir um panorama detalhado da fauna local e dar subsídios para decisões de conservação baseadas em dados.
Em pouco mais de um ano de trabalho, o projeto já identificou mais de 30 espécies de mamíferos e aves, incluindo registros de tamanduás-bandeira com filhotes, iraras, cachorros-do-mato, catetos e aves como o gavião-de-rabo-branco, além de interações sociais e comportamentais que enriquecem o conhecimento científico sobre esses animais em seu habitat natural.
Quem faz parte da equipe
A coordenação científica é liderada pelos doutores Alessandra Bertassoni e Paulo de Marco Júnior (UFG). Entre os pesquisadores e colaboradores estão:
- Maurício Tambellini e Paula Tambellini (pesquisadores associados – Semad)
- Filipe Guimarães Lima (doutorando – UFG)
- Cristiano Henrique Gonçalves Machado‑Filho (doutor)
- Estudantes voluntários da UFG
- Caroline Corrêa Nóbrega e integrantes da equipe da Aliança da Terra (analistas e brigadistas)
Juntos, eles coletam dados fundamentais para entender como diferentes espécies ocupam e utilizam o corredor ecológico, como fatores ambientais e atividades humanas influenciam a fauna, e como promover estratégias de conservação eficazes no longo prazo.
Perspectivas e próximos passos
Com a primeira fase prevista para consolidar estimativas populacionais de espécies-chave, em especial o tamanduá-bandeira, o projeto segue reunindo informações que serão usadas para orientar políticas públicas, programas de manejo e iniciativas de educação ambiental no estado de Goiás.
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