Parque Estadual dos Pireneus (PEP)

HISTÓRIA

O Parque Estadual dos Pireneus (PEP) está localizado em uma área estratégica do centro goiano, na divisa dos municípios de Pirenópolis, Cocalzinho de Goiás e Corumbá de Goiás. O parque abriga o segundo ponto mais alto do estado de Goiás, com 1.385 metros de altitude, oferecendo aos visitantes uma experiência única marcada por paisagens exuberantes, imponentes formações rochosas e uma vista panorâmica de 360 graus.

A impressionante paisagem do PEP é resultado de processos geológicos ocorridos ao longo de milhões de anos. A região integra o elevado Planalto Brasileiro, com altitudes que chegam a mil metros a leste e formações mais baixas a oeste. Em um passado geológico remoto, a colisão de placas do antigo continente Gondwana, que unia a América do Sul à África, deu origem à escarpa principal do parque. A separação dessas placas provocou dobras, falhas e deformações que moldaram o relevo singular encontrado hoje.

O quartzito, rocha sedimentar predominante na região, aparece em formas dobradas e fraturadas, conferindo ao cenário um aspecto rústico e impressionante, que encanta aventureiros, fotógrafos e amantes da natureza.

Além de sua riqueza natural, o Parque Estadual dos Pireneus carrega uma história curiosa. A área foi originalmente uma sesmaria concedida a uma família oriunda de Castela, na Espanha. A semelhança das formações rochosas com a Cordilheira dos Pireneus, localizada entre a França e a Espanha, inspirou o nome pelo qual o local é conhecido até hoje: Pireneus de Goiás.

OBJETIVOS

A delimitação legal do Parque Estadual dos Pireneus (PEP) compreende uma área de 2.834 hectares, onde estão preservadas importantes exemplares do cerrado rupestre de altitude e formações rochosas singulares.

A Serra dos Pireneus é considerada um divisor de águas das bacias hidrográficas do Rio Paraná e do Rio Tocantins, cuja porção leste do Parque Estadual dos Pireneus é ocupada pela bacia do rio Paraná, enquanto a oeste flui para a bacia do rio Tocantins. Além da relevância pela posição estratégica que o PEP ocupa, o Parque abriga diversas nascentes do alto da Bacia do Tocantins (Rio das Almas) e da Bacia do Paraná (Rio Corumbá).

Para a melhor proteção de seus recursos naturais e o controle do desenvolvimento do ecoturismo na região, o PEP ganhou a Área de Proteção Ambiental dos Pireneus, que engloba todo o seu entorno.

INFORMAÇÕES GERAIS

Para oferecer mais conforto e apoio tanto à equipe da SEMAD, quanto aos visitantes, o parque conta com duas estruturas instaladas na unidade.

Próximo ao imponente Pico dos Pireneus encontra-se o Centro de Apoio, um espaço pensado para receber os visitantes, oferecendo banheiros e um ponto para descanso e hidratação durante o passeio, tornando a experiência ainda mais agradável. Um pouco mais afastada da estrada principal que corta o parque, está a segunda instalação, destinada ao alojamento da equipe da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMAD), responsável pela administração e preservação da área.

Para explorar as belezas naturais do parque, os visitantes devem se dirigir à guarita, onde o acesso é gratuito e é possível obter orientações sobre os principais atrativos, trilhas e pontos de contemplação, garantindo uma visita segura e enriquecedora. Grupos a partir de 15 pessoas devem realizar contato prévio com a administração.

LEGISLAÇÃO

Lei Estadual nº 10.321, de 20 de novembro de 1987 – Cria o Parque Estadual dos Pireneus e dá outras providências.

Lei Estadual nº 13.121, de 16 de junho de 1997 – Introduz alteração na Lei nº 10.321, de 20 de novembro de 1987.

Decreto nº4.830, de 15 de outubro de 1997 – Estabelece a área e os limites do Parque.

LOCALIZAÇÃO

Para chegar ao Parque Estadual dos Pireneus, partindo de Goiânia, é preciso dirigir pouco mais de 130, tendo duas opções:

Via Pirenópolis: De Goiânia pegue a BR-060 até Anápolis, vire a direita na BR-414 até Planalmira, entrando a esquerda na GO-338 até a cidade de Pirenópolis. Em seguida pegue o anel viário até a rodovia Parque, uma estrada não pavimentada, por cerca de 19 km subindo a serra dos Pireneus até a sede do PEP.

Via Cocalzinho: De Goiânia pegue a BR-060 até Anápolis, vire a direita na BR-414 até Cocalzinho de Goiás. Faça o retorno e seguindo as placas indicativas, entre na av. Pireneus, até a BR-070 (trecho não pavimentado) por 1 km, até o trevo à esquerda para a estrada Parque. De Cocalzinho até a sede do PEP são apenas 8 km, sendo 5 km por via não pavimentada.

Partindo de Brasília, deve-se pegar a rodovia BR-070 até Cocalzinho de Goiás e seguir o mesmo percurso informado à cima.

ATRATIVOS

Pico dos Pireneus

Segundo ponto mais alto do Estado de Goiás, o Pico dos Pireneus, com 1.385 metros de altitude destaca-se como um dos principais atrativos do Parque Estadual dos Pireneus. O acesso ao seu topo se dá por meio de uma trilha de cerca de 600 metros de extensão, que pode ser percorrida em aproximadamente 15 minutos de caminhada, conduzindo o visitante até a Capela da Santíssima Trindade dos Pireneus, com vista de 360 graus de tirar o folego, revelando a imponência e a beleza singular da Serra dos Pireneus..

No ponto mais alto da Serra dos Pireneus, a fé dos devotos se manifesta desde 1927, quando foi celebrada a primeira missa no local, em um altar improvisado. A iniciativa de construir uma capela permanente partiu do Comendador Christóvam José de Oliveira, movido pela devoção à Santíssima Trindade. A primeira estrutura, erguida em madeira em 1932, enfrentou as intempéries da serra por quase duas décadas, até ser destruída por uma tempestade em 1950. Ainda assim, a fé resistiu, e uma segunda capela, agora em alvenaria, foi construída. Infelizmente, em 1983, um incêndio consumiu totalmente a nova edificação.

Em 1984, a comunidade se mobilizou mais uma vez para reconstruí-la. A atual capela permanece de pé até hoje, como símbolo da persistência da fé e da tradição religiosa local. Desde então, o espaço continua a acolher celebrações, orações e a tradicional Festa da Santíssima Trindade, um importante momento de encontro entre cultura, espiritualidade e natureza. Encravada no coração do Parque Estadual dos Pireneus, a capela não é apenas um patrimônio religioso, mas também um marco histórico e cultural da região.

Morro Cabeludo

O Morro Cabeludo é um dos pontos mais emblemáticos do Parque Estadual dos Pireneus. Este belo monumento natural, importante marco geológico da Serra dos Pireneus, tem sua nomenclatura envolta em histórias populares. As mais recorrentes referem-se ao capim-gordura (Melinis minutiflora), vegetação exótica que cresce entre as pedras e cria a aparência de “cabelos”; e à figura de um ermitão pirenopolino, de longos cabelos, que teria vivido nas proximidades, dando origem à variação “Morro do Cabeludo”.

Trata-se de uma formação de quartzito com orientação vertical leste-oeste, entrelaçada com camadas de metaconglomerado dispostas na direção norte-sul. A interseção dessas estruturas resulta nas grandes colunas de quartzito, facilmente visíveis à distância.

Além disso, o local foi identificado como área de nidificação da águia-chilena (Geranoaetus melanoleucus), sendo, portanto, considerado de alta relevância para a conservação da espécie.

As fitofisionomias predominantes no morro incluem cerrado rupestre, cerrado stricto sensu, campo limpo úmido, veredas e mata de galeria, ambientes que abrigam uma rica biodiversidade, com destaque para espécies endêmicas.

Oásis

Caminhada suave de aproximadamente 500 metros em meio a um campo limpo com pequenos afloramentos rochosos levam à um pequeno corpo hídrico de águas cristalinas, circundadas por buritis, e tendo ao fundo a vista do Morro Cabeludo. Uma trilha leve perfeita para a contemplação da natureza e das paisagens do Cerrado, onde pode-se observar diferentes elementos da vegetação típica da região tais como pau-papiro (planta eleita como símbolo de Goiás), quaresmeiras, chuveirinhos, entre outros.

A trilha também é recomendada para observadores de aves, que podem encontrar ali espécies típicas do bioma, associadas principalmente aos campos limpos, tais como corruíra-do-campo e cigarra-do-campo.

Vila dos Becos (Casa das Cobras)

Toda a extensão do PEP é marcada por formações rochosas singulares, algumas mais representativas e apreciadas pelos turistas e moradores da região, como a Vila dos Becos (Casa da Cobra). Esse complexo geológico despertou interesse internacional de praticantes de um esporte desafiador: a escalada boulder.

A escalada boulder é uma modalidade realizada em blocos rochosos de menor altura, sem o uso de cordas, na qual o praticante utiliza apenas sapatilhas específicas e colchões de proteção (crash pads) para amortecer eventuais quedas. A atividade exige força, técnica, equilíbrio e leitura do terreno, além de proporcionar intenso contato com a natureza. No Parque Estadual dos Pireneus, as características geológicas e paisagísticas tornam o local especialmente atrativo para a prática, que deve ser realizada de forma responsável e em conformidade com as normas de conservação da unidade.

Complexo Rochoso de formas variadas

Um passeio pelas estradas do PEP conduzem a um conglomerado de rochas com formatos que chamam a atenção pela semelhança com animais. Estamos falando das pedras que se assemelham ao Dinossauro, Tartaruga, Leão e ao Jacaré. Dispostas em sequência, o observador mais atento consegue ver no formato esculpido pela ação do tempo a silhueta de tais animais.

Lá o quartzito forma impressionantes figuras lembrando objetos, rostos ou animais, que se desenvolvem ao longo de labirintos rochosos, intercalados com zonas de arbustos e gramíneas. As trilhas são irregulares e de difícil orientação, sendo penoso o avanço através delas, pois é uma região quente e seca.

Cascata Sonrisal

As águas cristalinas do córrego Capitão do Mato dão origem à Cascata Sonrisal, composta por sete quedas d’água e poços que se formam sucessivamente ao longo de seu percurso. O acesso à cachoeira ocorre por meio de uma trilha de aproximadamente 600 metros, com início no estacionamento. Totalmente calçada, a trilha apresenta baixo grau de dificuldade na descida e grau de dificuldade moderado na subida, proporcionando uma caminhada agradável e acessível, além da contemplação de flores e frutos típicos do cerrado, que crescem espontaneamente às suas margens.

Em cada queda, forma-se um poço de águas cristalinas e rasas, permitindo que os visitantes se acomodem sob as quedas d’água e desfrutem do contato direto com a água corrente e da energia natural do local. O acesso à Cascata Sonrisal é gratuito.

VISITAÇÃO

O PEP está aberto à visitação. Ele está localizado na Fazenda Abade 0 – Morro dos Pireneus, Zona Rural – Pirenópolis/GO. CEP: 72980-000

Os horários de funcionamento é das 8h às 17h, com acesso até as 16h (aberto todos os dias).

Visitas técnicas, científicas, de caráter pedagógico ou realizadas por grupos numerosos devem ser previamente agendadas junto à administração da unidade de conservação. As orientações para solicitação estão disponíveis no link: https://goias.gov.br/parquesdegoias/autorizacoes/.

ORIENTAÇÕES GERAIS

  • É proibido o acesso de animais domésticos;
  • É proibida a coleta de exemplares do meio biótico (animais, plantas, etc.) e abiótico (rochas, solo, etc.);
  • É proibida a caça e a pesca;
  • É proibido o uso do fogo;
  • É proibido o ingresso e a permanência no parque, de pessoas portando armas, materiais ou instrumentos destinados ao corte, caça, pesca ou a quaisquer outras atividades prejudiciais à fauna ou à flora;
  • É proibido o consumo de bebida alcoólica no interior do parque;
  • O uso de imagem da Unidade de Conservação com finalidade comercial deverá ser solicitado a SEMAD, com antecedência mínima de 60 dias;
  • O uso de imagem com finalidade científica, educativa ou cultural é permitido.

PLANO DE MANEJO

Plano de Manejo – Parque Estadual dos Pireneus

CONTATOS

Superintendência de Unidades de Conservação, Biodiversidade e Emergências Ambientais – SUC: (62) 9 9102-3794.
Gerência de Implantação e Manejo de Unidades de Conservação – GEMUC: (62) 99696-0331.
Gerência de Criação, Regularização Fundiária e Suporte à Gestão de Unidades de Conservação – GEREF: (62) 9 9952-2041.
Coordenador da Unidade de Conservação: Fernando Roberto Morato
Contato: (62) 9 9163-9288
E-mail: fernando.morato@goias.gov.br / pep.meioambiente@goias.gov.br

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