

{"id":6773,"date":"2017-03-02T07:19:03","date_gmt":"2017-03-02T10:19:03","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/turismo\/goias-entra-na-rota-da-producao-de-baunilha\/"},"modified":"2017-03-02T07:19:03","modified_gmt":"2017-03-02T10:19:03","slug":"goias-entra-na-rota-da-producao-de-baunilha","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/turismo\/goias-entra-na-rota-da-producao-de-baunilha\/","title":{"rendered":"Goi\u00e1s entra na rota da produ\u00e7\u00e3o de baunilha"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/ohoje.com\/imagens\/fotos\/min\/fa6258850a27248ff02e8269a1e08f92.jpg\" \/><\/p>\n<p>O trabalho de extra\u00e7\u00e3o de baunilha do Cerrado desenvolvido pelas comunidades quilombolas em Cavalcante, na regi\u00e3o Norte de Goi\u00e1s, chamou a aten\u00e7\u00e3o de um dos maiores chefs da atualidade, Alex Atala. \u00c0 frente do Instituto At\u00e1, o chef e demais pesquisadores da biodiversidade brasileira, principalmente no que se refere a ingredientes e especiarias utilizadas na gastronomia, buscam junto a comunidades extrativistas desenvolver parceria para orientar o manejo sustent\u00e1vel e permitir a difus\u00e3o em importantes mercados dos produtos extra\u00eddos.<\/p>\n<p>O projeto a ser desenvolvido em parceria entre o Instituo At\u00e1 e as comunidades quilombola kalunga visa a implanta\u00e7\u00e3o de viveiros para produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel de mudas de baunilha do Cerrado, diretamente na comunidade V\u00e3o das Almas. As fam\u00edlias participantes v\u00e3o receber cursos sobre o manejo e o beneficiamento da iguaria. Para isso, a Funda\u00e7\u00e3o Banco do Brasil vai liberar financiamento no valor de R$ 382 mil. Outro parceiro do projeto \u00e9 a Central do Cerrado, uma organiza\u00e7\u00e3o que auxilia cooperativas no desenvolvimento comercial de seus produtos.<\/p>\n<p>\u201cEsse projeto ganha uma import\u00e2ncia especial para n\u00f3s \u00e0 medida em que, al\u00e9m de representar desenvolvimento econ\u00f4mico e social para as nossas comunidades, pode ser tamb\u00e9m uma perspectiva de futuro para nossos jovens, que normalmente buscam estudo e trabalho fora daqui, na capital ou em outras regi\u00f5es\u201d, comentou Vilmar Souza Costa, presidente da Associa\u00e7\u00e3o Quilombo Kalunga.<\/p>\n<p>A pesquisa sobre a viabilidade do manejo sustent\u00e1vel da baunilha foi iniciada pelo instituto em 2014, \u00e9poca em que Alex Atala elencou os ingredientes especiais aut\u00eanticos da culin\u00e1ria brasileira. Junto \u00e0 baunilha, o chef despertou interesse tamb\u00e9m pela pimenta Baniwa e pelo cogumelo Yanomami, ambos nativos da regi\u00e3o da Floresta Amaz\u00f4nica.<\/p>\n<p>No Norte goiano, o projeto visa desenvolver a cultura da baunilha t\u00edpica do Cerrado, presente na Chapada dos Veadeiros. O objetivo principal \u00e9 transformar a realidade socioecon\u00f4mica da comunidade extrativista, bem como conservar a biodiversidade e a cultura dos quilombolas.<\/p>\n<p>Para desenvolver o projeto, o Instituto At\u00e1 conta com diferentes profissionais, entre pesquisadores e t\u00e9cnicos no cultivo da planta, beneficiamento e gest\u00e3o comercial de produtos agro sustent\u00e1veis. A equipe de coordena\u00e7\u00e3o do projeto tamb\u00e9m possui representantes da pr\u00f3pria comunidade kalunga, incluindo o presidente da Associa\u00e7\u00e3o Quilombo Kalunga e outros moradores da comunidade. Outras visitas do grupo a Cavalcante para detalhar o planejamento do projeto devem ser confirmadas para mar\u00e7o.<\/p>\n<p><b>Desenvolvimento humano\u00a0<\/b><\/p>\n<p>A Secretaria Cidad\u00e3, por meio da Superintend\u00eancia da Igualdade Racial, est\u00e1 diretamente ligada ao desenvolvimento do projeto, contribuindo no estreitamento de rela\u00e7\u00f5es entre o Instituto At\u00e1 e os membros da comunidade kalunga. A primeira visita de reconhecimento promovida por Alex Atala e sua equipe foi acompanhada pela gerente de projetos intersetoriais e comunidades tradicionais, Lucilene dos Santos Rosa. Ela explica que, at\u00e9 os dias de hoje, a extra\u00e7\u00e3o da baunilha do Cerrado \u00e9 feita de forma muito artesanal e sem o cunho comercial. \u201cHoje, a baunilha \u00e9 utilizada na comunidade para consumo pr\u00f3prio na forma de licores e da sua ess\u00eancia. Sua comercializa\u00e7\u00e3o na loja de produtos kalunga \u00e9 feita de forma muito inexpressiva. Com a capacita\u00e7\u00e3o promovida pelo Instituto At\u00e1 em parceria com a ONG Central do Cerrado, a comunidade vai potencializar seu cultivo e seu correto beneficiamento para que a especiaria ganhe o mercado nacional e at\u00e9 internacional\u201d, relata a gerente.<\/p>\n<p>Na pr\u00f3xima visita dos t\u00e9cnicos do Instituto ser\u00e3o eleitas as fam\u00edlias que v\u00e3o receber a capacita\u00e7\u00e3o para atuar nos viveiros e no beneficiamento das favas. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 que a baunilha gere subprodutos beneficiados atendendo aos requisitos necess\u00e1rios para sua exporta\u00e7\u00e3o. A Central do Cerrado ser\u00e1 a respons\u00e1vel por abrir mercado para o produto, que tamb\u00e9m poder\u00e1 ser comercializado direto pela comunidade. Conforme relata Lucilene, ser\u00e1 trabalhada uma identidade visual para os produtos derivados da baunilha do Cerrado, al\u00e7ando a iguaria a patamares de comercializa\u00e7\u00e3o internacional. <b>(Goi\u00e1s Agora)<\/b>       <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; O trabalho de extra\u00e7\u00e3o de baunilha do Cerrado desenvolvido pelas comunidades quilombolas em Cavalcante, na regi\u00e3o Norte de Goi\u00e1s, chamou a aten\u00e7\u00e3o de um dos maiores chefs da atualidade, Alex Atala. \u00c0 frente do Instituto At\u00e1, o chef e demais pesquisadores da biodiversidade brasileira, principalmente no que se refere a ingredientes e especiarias utilizadas [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[31],"tags":[],"class_list":["post-6773","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"rttpg_featured_image_url":null,"rttpg_author":{"display_name":"wagner.viana","author_link":"https:\/\/goias.gov.br\/turismo\/author\/wagner-viana\/"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/turismo\/categoria\/noticias\/\" rel=\"category tag\">Not\u00edcias<\/a>","rttpg_excerpt":"&nbsp; O trabalho de extra\u00e7\u00e3o de baunilha do Cerrado desenvolvido pelas comunidades quilombolas em Cavalcante, na regi\u00e3o Norte de Goi\u00e1s, chamou a aten\u00e7\u00e3o de um dos maiores chefs da atualidade, Alex Atala. \u00c0 frente do Instituto At\u00e1, o chef e demais pesquisadores da biodiversidade brasileira, principalmente no que se refere a ingredientes e especiarias utilizadas&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/turismo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6773","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/turismo\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/turismo\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/turismo\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/turismo\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6773"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/turismo\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6773\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/turismo\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6773"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/turismo\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6773"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/turismo\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6773"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}