

{"id":9940,"date":"2017-12-13T16:12:21","date_gmt":"2017-12-13T18:12:21","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/saude\/crmv-go-alerta-cuidado-ao-adquirir-alimentos-para-as-festas-de-fim-de-ano-e-tambem-no-dia-a-dia\/"},"modified":"2017-12-13T16:12:21","modified_gmt":"2017-12-13T18:12:21","slug":"crmv-go-alerta-cuidado-ao-adquirir-alimentos-para-as-festas-de-fim-de-ano-e-tambem-no-dia-a-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/crmv-go-alerta-cuidado-ao-adquirir-alimentos-para-as-festas-de-fim-de-ano-e-tambem-no-dia-a-dia\/","title":{"rendered":"CRMV-GO alerta: cuidado ao adquirir alimentos para as festas de fim de ano e tamb\u00e9m no dia a dia"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-9939\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/sites\/34\/2017\/12\/frango-0e3.jpg\" alt=\"\" width=\"630\" height=\"380\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/sites\/34\/2017\/12\/frango-0e3.jpg 630w, https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/sites\/34\/2017\/12\/frango-0e3-300x181.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 630px) 100vw, 630px\" \/><!DOCTYPE html PUBLIC \"-\/\/W3C\/\/DTD HTML 4.0 Transitional\/\/EN\" \"https:\/\/www.w3.org\/TR\/REC-html40\/loose.dtd\"><br \/>\n<html><body><\/p>\n<p>Cerca de 500 surtos causados por doen&ccedil;as transmitidas por alimentos (DTAs) foram registrados pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de em 2016, o que resultou em 9.907 pessoas doentes. Em 2017 j&aacute; foram contabilizados 133 surtos e 2.014 doentes at&eacute; agora. As DTAs causam n&atilde;o s&oacute; agravos &agrave; sa&uacute;de, mas tamb&eacute;m preju&iacute;zos econ&ocirc;micos com o afastamento de trabalhadores e estudantes de suas fun&ccedil;&otilde;es por um per&iacute;odo que pode variar de dois dias a uma semana, em m&eacute;dia.<\/p>\n<p>As fraudes em produtos de origem animal s&atilde;o uma amea&ccedil;a &agrave; seguran&ccedil;a alimentar. Produtos fraudados podem potencializar as DTAs, pois, ao suprimir, trocar, alterar ingredientes tamb&eacute;m tentam mascarar contamina&ccedil;&otilde;es por microrganismos, portanto, os m&eacute;dicos veterin&aacute;rios alertam para que o consumidor fique atento no dia a dia e nas festas de fim de ano com os alimentos de origem animal (carne, ovos, queijos, leite etc). Vale lembrar que cerca de 60% dos pat&oacute;genos e 75% das enfermidades emergentes humanas s&atilde;o de origem animal, segundo dados da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de (OMS).<\/p>\n<p>O papel da ind&uacute;stria de alimentos &eacute; focar na qualidade dos processos e produtos com implanta&ccedil;&atilde;o e monitoramento de programas visando assegurar a qualidade higi&ecirc;nico-sanit&aacute;ria de seus produtos. O Estado, atrav&eacute;s de seus &oacute;rg&atilde;os de regula&ccedil;&atilde;o e fiscaliza&ccedil;&atilde;o, deve avaliar a implanta&ccedil;&atilde;o e a execu&ccedil;&atilde;o dos programas de autocontrole para que os alimentos cheguem in&oacute;cuos &agrave; sa&uacute;de p&uacute;blica, ou seja, &agrave; mesa do consumidor.<\/p>\n<p>Infelizmente, devido ao baixo efetivo de servidores nos &oacute;rg&atilde;os de regula&ccedil;&atilde;o, algumas ind&uacute;strias e pessoas fraudam alimentos para auferir mais lucros com as vendas. Entre os produtos mais fraudados est&atilde;o: leite, pescado, carnes (bovinas, su&iacute;nas e aves) e tamb&eacute;m o mel.<\/p>\n<p>As fraudes mais comuns do leite ocorrem quando:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&#8211; O produto sofre adi&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua ou subst&acirc;ncias conservantes em sua composi&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&#8211; Subtrai-se qualquer um dos seus componentes.<\/p>\n<p>&#8211; Quando o leite &eacute; de um tipo, mas se apresenta rotulado como de outro tipo de categoria superior.<\/p>\n<p>&#8211; Estiver cru, por&eacute;m, vendido como pasteurizado e for exposto ao consumo sem as devidas garantias de inviolabilidade.<\/p>\n<p>&nbsp;A fraude, atualmente, &eacute; mais sofisticada e os fraudadores acrescentam uma s&eacute;rie de subst&acirc;ncias nocivas &agrave; sa&uacute;de tais como:<\/p>\n<p>&nbsp;&#8211; Conservantes: formol, &aacute;gua oxigenada, hipoclorito de s&oacute;dio, citrato de s&oacute;dio.<\/p>\n<p>&#8211; Restauradores de densidade: ureia, maltodextrina, amido, cloretos, sacarose.<\/p>\n<p>&#8211; Restauradores de crioscopia: &aacute;lcool et&iacute;lico.<\/p>\n<p>&#8211; Soro proveniente da produ&ccedil;&atilde;o de queijos, para dar mais volume.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em v&aacute;rios Estados j&aacute; foram registrados in&uacute;meros casos de fraude no leite, amplamente noticiados pela imprensa. Os criminosos adicionam &aacute;gua oxigenada e at&eacute; formol para ?recondicionar? o leite mal armazenado e em deteriora&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Da mesma forma que ocorre no leite, o pescado tamb&eacute;m &eacute; pass&iacute;vel de adultera&ccedil;&atilde;o. As irregularidades mais comuns s&atilde;o: a fraude econ&ocirc;mica no pescado glaciado, a fraude por adi&ccedil;&atilde;o de tripolifosfato de s&oacute;dio e a troca de esp&eacute;cies. O glaciamento, que &eacute; a camada de gelo que envolve o pescado congelado, &eacute; ben&eacute;fico para proteger o pescado da rancifica&ccedil;&atilde;o de suas gorduras e da desidrata&ccedil;&atilde;o pelo frio. Por&eacute;m, n&atilde;o &eacute; informado ao consumidor que glaciamento &eacute; o mesmo que embalagem. Desse modo, a quantidade de gelo deve ser descontada do peso do pescado. Geralmente isto n&atilde;o acontece e pagamos por gelo a pre&ccedil;o de pescado. No caso do tripolifosfato de s&oacute;dio, quando &eacute; aplicado ao pescado, provoca grande reten&ccedil;&atilde;o de l&iacute;quidos, aumentando consideravelmente o volume e pre&ccedil;o do produto. J&aacute; a troca por esp&eacute;cies faz com que o consumidor pague por um pescado mais nobre, mas leve para casa um&nbsp; de valor inferior, por exemplo: troca-se linguado por panga e polaca do Alasca por merluza. Ap&oacute;s cortado em fil&eacute;s e glaciado, a diferen&ccedil;a entre estas esp&eacute;cies &eacute; impercept&iacute;vel.<\/p>\n<p>Nas carnes, as aves e embutidos (lingui&ccedil;as, mortadelas, presuntos, salsichas) s&atilde;o os que mais sofrem fraudes. Neste caso ocorre principalmente a inje&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua\/salmoura acima do limite permitido, adi&ccedil;&atilde;o de conservantes em excesso, adi&ccedil;&atilde;o de gelo em embalagens e introdu&ccedil;&atilde;o de carne mecanicamente separada (CMS) em produtos n&atilde;o permitidos, como as lingui&ccedil;as frescais. Nas carnes bovinas temos as fraudes da diverg&ecirc;ncia dos cortes e acr&eacute;scimo de cortes n&atilde;o declarados, muito comuns em picanhas. Existem casos de abusos com a aplica&ccedil;&atilde;o de l&iacute;quidos em carne bovina in natura. O peso aumenta em at&eacute; 30% com a adi&ccedil;&atilde;o de l&iacute;quidos. Esta fraude culminou na Opera&ccedil;&atilde;o Vaca Atolada da Pol&iacute;cia Federal, que prendeu v&aacute;rias pessoas em Belo Horizonte-MG (2012) e Porto Alegre-RS (2013).&nbsp;&nbsp;Em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s fraudes em pescado por troca de esp&eacute;cies, anualmente o Minist&eacute;rio da Agricultura (Mapa) faz a&ccedil;&otilde;es durante a Semana Santa. Exemplo foi a opera&ccedil;&atilde;o ocorrida em oito Estado e no DF em fevereiro deste ano. Nesta opera&ccedil;&atilde;o, os fiscais descobriram polvo substitu&iacute;do por lulas gigantes, entre outras irregularidades.<\/p>\n<p>A Opera&ccedil;&atilde;o da Pol&iacute;cia Federal mais recente envolvendo alimentos foi a Opera&ccedil;&atilde;o Carne Fraca deflagrada em mar&ccedil;o deste ano e que culminou na pris&atilde;o at&eacute; do Superintendente do Mapa em Goi&aacute;s. Diversas irregularidades foram encontradas nesta opera&ccedil;&atilde;o, amplamente divulgadas pela imprensa.<\/p>\n<p><strong>Peru de Natal<\/strong><\/p>\n<p>A fraude em peru ocorre da mesma forma que as ocorr&ecirc;ncias em frangos. A fraude neste caso &eacute; de fundo econ&ocirc;mico, quando a quantidade de &aacute;gua absorvida pela carca&ccedil;a &eacute; maior do que a permitida pela legisla&ccedil;&atilde;o. Segundo a lei, a quantidade de &aacute;gua m&aacute;xima que uma carca&ccedil;a de ave pode conter ap&oacute;s seu processamento no abatedouro &eacute; 6 %. Ou seja, em um peru de 4 kg, deve haver no m&aacute;ximo 240 g de &aacute;gua que foi absorvida durante o pr&eacute;-resfriamento.&nbsp; Existe uma normativa que regula este assunto: &nbsp;PORTARIA N&deg; 210 DE 10 DE NOVEMBRO DE 1998, do Minist&eacute;rio da Agricultura (MAPA): <a href=\"https:\/\/www.agencia.cnptia.embrapa.br\/Repositorio\/Portaria-210_000h19kjcan02wx7ha0e2uuw60rmjy11.pdf\">Clique aqui<\/a>.<\/p>\n<p>No caso dos m&eacute;is, sua adultera&ccedil;&atilde;o &eacute; cl&aacute;ssica e muitas vezes caseira. Os m&eacute;is falsos e adulterados podem se passar por verdadeiros facilmente por possu&iacute;rem caracter&iacute;sticas visuais muito homog&ecirc;neas e, portanto, f&aacute;ceis de imitar. Depois da adi&ccedil;&atilde;o de melado de cana, por exemplo, &eacute; muito dif&iacute;cil dizer quais s&atilde;o puros e quais n&atilde;o s&atilde;o, quando vistos das prateleiras.<\/p>\n<p>De tempos em tempos somos surpreendidos com fraudes em alimentos noticiadas em ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o. Algumas resultam em opera&ccedil;&otilde;es envolvendo pol&iacute;cias, &oacute;rg&atilde;os de fiscaliza&ccedil;&atilde;o e o Minist&eacute;rio P&uacute;blico. Tais fraudes devem ser combatidas, porque al&eacute;m de causarem preju&iacute;zo econ&ocirc;mico, podem trazer s&eacute;rios riscos &agrave; sa&uacute;de do consumidor. Sabendo de casos como estes, ou suspeitas, o CRMV-GO alerta o consumidor goiano que comunique os fatos &agrave; Ag&ecirc;ncia Goiana de Defesa Agropecu&aacute;ria (Agrodefesa), Minist&eacute;rio da Agricultura (Mapa), Pol&iacute;cia Federal, Pol&iacute;cia Civil, Minist&eacute;rio P&uacute;blico ou Procon.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: M&eacute;d. Vet. Saulo Fernandes Mano de Carvalho (CRMV-GO 2409) &eacute; M&eacute;dico Veterin&aacute;rio do Departamento de Pol&iacute;cia Federal e Doutor em Ci&ecirc;ncia Animal pela Escola de Veterin&aacute;ria e Zootecnia da UFG.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><\/body><\/html><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cerca de 500 surtos causados por doen&ccedil;as transmitidas por alimentos (DTAs) foram registrados pelo Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de em 2016, o que resultou em 9.907 pessoas doentes. Em 2017 j&aacute; foram contabilizados 133 surtos e 2.014 doentes at&eacute; agora. 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