

{"id":972,"date":"2019-01-09T09:24:27","date_gmt":"2019-01-09T11:24:27","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/saude\/projeto-huapa-familia-e-implantado-como-forma-de-humanizar-a-uti-do-hospital\/"},"modified":"2019-01-09T09:24:27","modified_gmt":"2019-01-09T11:24:27","slug":"projeto-huapa-familia-e-implantado-como-forma-de-humanizar-a-uti-do-hospital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/projeto-huapa-familia-e-implantado-como-forma-de-humanizar-a-uti-do-hospital\/","title":{"rendered":"Projeto \u201cHuapa Fam\u00edlia\u201d \u00e9 implantado como forma de humanizar a UTI do hospital"},"content":{"rendered":"<p>\u00c9 quase unanimidade entre aqueles que acompanham familiares ou precisam utilizar servi\u00e7os de urg\u00eancias, emerg\u00eancias e prontos-socorros que hospitais s\u00e3o ambientes impessoais, ap\u00e1ticos e fontes de ang\u00fastia. Em unidades de terapia intensiva (UTI), os sentimentos se manifestam com ainda mais intensidade, pois ali os acompanhantes veem seus entes serem cuidados em uma sala fria, cheia de fios e aparelhos e, por isso, bem pouco convidativa. Visando mudar essa percep\u00e7\u00e3o e promover um espa\u00e7o de acolhimento, onde familiares, pacientes e a equipe multiprofissional da UTI possam conversar e estabelecer v\u00ednculo terap\u00eautico, a coordena\u00e7\u00e3o de Psicologia do Hospital Estadual de Urg\u00eancias de Aparecida de Goi\u00e2nia Cairo Louzada (Huapa), da SES \u2013 Governo de Goi\u00e1s, criou o projeto \u201cHuapa Fam\u00edlia\u201d.<\/p>\n<p>Por meio de reuni\u00f5es, o projeto busca acolher, preparar e acompanhar familiares para que participem do processo de cuidado do paciente internado na UTI, al\u00e9m de levantar informa\u00e7\u00f5es sobre a fam\u00edlia, para que os parentes tenham um atendimento personalizado dentro do hospital. Os encontros ocorrem semanalmente, \u00e0s ter\u00e7as e quartas-feiras, a partir das 9h30min, na sala da coordena\u00e7\u00e3o de Psicologia do hospital e a ordem das reuni\u00f5es \u00e9 definida de acordo com gravidade do quadro cl\u00ednico do paciente; o grau de vulnerabilidade da fam\u00edlia; e a necessidade de interven\u00e7\u00e3o da equipe multidisciplinar do Huapa. Por encontro, que acontecem de hora em hora, participam as fam\u00edlias dos pacientes internados na UTI, um m\u00e9dico do setor e um psic\u00f3logo. Dependendo do quadro cl\u00ednico do paciente, outros profissionais da equipe multidisciplinar tamb\u00e9m podem participar dos encontros. Desde maio de 2018, quando o projeto teve in\u00edcio, cerca de 65 familiares de pacientes j\u00e1 participaram. De acordo com pesquisa interna realizada nos meses de agosto, setembro, outubro e novembro, o \u201cHuapa Fam\u00edlia\u201d tem \u00edndice de aprova\u00e7\u00e3o de 90%.<\/p>\n<p>Uma das primeiras fam\u00edlias a participarem foi a da professora K\u00e1rita Consuelo Pinheiro, de 36 anos. A paciente deu entrada no hospital no dia 29 de maio, em raz\u00e3o de dores no peito e ficou internada na UTI do Huapa durante duas semanas com o diagn\u00f3stico de s\u00edndrome do cora\u00e7\u00e3o partido, que \u00e9 ocasionada por estresse. A m\u00e3e da jovem, a terapeuta hol\u00edstica Helena Assis, de 65 anos, conta que o projeto \u201cHuapa Fam\u00edlia\u201d ajudou os familiares a passarem pela dif\u00edcil fase de ver a professora no hospital. \u201cCom a ajuda dos psic\u00f3logos do Huapa eu consegui lidar com a situa\u00e7\u00e3o, pois ficamos muito assustados com o quadro inesperado da K\u00e1rita. N\u00f3s n\u00e3o t\u00ednhamos no\u00e7\u00e3o de como agir, porque todos os dias quando chegava para ver minha filha, havia algo novo no prontu\u00e1rio dela\u201d, conta dona Helena, que ainda ressaltou a import\u00e2ncia do trabalho da coordena\u00e7\u00e3o de Psicologia do hospital. \u201cHavia dias que n\u00e3o podia conversar muito com os m\u00e9dicos, somente durante a visita na UTI, que era r\u00e1pida, mas, nas reuni\u00f5es com os psic\u00f3logos, eu conseguia mais informa\u00e7\u00f5es sobre o estado da K\u00e1rita e eles tamb\u00e9m me ajudavam a conseguir um tempo a mais com minha filha\u201d, afirma. K\u00e1rita recebeu alta no dia 26 de junho.<\/p>\n<p>Jana\u00edna Gouv\u00eaa, coordenadora de Psicologia do Huapa, explica que a psicologia na \u00e1rea hospitalar \u00e9 uma especialidade recente que foi se constituindo de acordo com o avan\u00e7o do conhecimento t\u00e9cnico cient\u00edfico e que a presen\u00e7a de psic\u00f3logos em UTIs estabeleceu uma atua\u00e7\u00e3o de compreens\u00e3o e interven\u00e7\u00e3o entre pacientes e profissionais da sa\u00fade no que tange o emocional, e n\u00e3o apenas a sa\u00fade f\u00edsica. \u201cNo momento em que pacientes e fam\u00edlias se deparam com todas as quest\u00f5es emocionais que adv\u00e9m do adoecimento, a Psicologia busca proporcionar estrat\u00e9gias de enfrentamento para o contexto de crise\u201d, explica. A psic\u00f3loga ainda ressalta a import\u00e2ncia do projeto na UTI do hospital. \u201cO \u2018Huapa Fam\u00edlia\u2019 ajudou a fortalecer a tr\u00edade entre paciente-fam\u00edlia-equipe, de forma que cada processo do tratamento possa ser discutido e planejado envolvendo a todos. Diante das informa\u00e7\u00f5es e suporte que os profissionais oferecem, as decis\u00f5es v\u00e3o sendo tomadas de acordo com as condutas e protocolos, mas tamb\u00e9m pela particularidade de cada caso e, assim, a fam\u00edlia pode participar das decis\u00f5es durante o tratamento do paciente\u201d, pontua Jana\u00edna.<\/p>\n<p><strong>FOTO:<\/strong> Helena Assis (E) e a filha K\u00e1rita Consuelo, com a equipe multiprofissional da UTI do Huapa no dia da alta hospitalar<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 quase unanimidade entre aqueles que acompanham familiares ou precisam utilizar servi\u00e7os de urg\u00eancias, emerg\u00eancias e prontos-socorros que hospitais s\u00e3o ambientes impessoais, ap\u00e1ticos e fontes de ang\u00fastia. 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