

{"id":4416,"date":"2016-03-02T13:17:25","date_gmt":"2016-03-02T16:17:25","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/saude\/brasil-tem-o-maior-numero-de-doadoras-de-leite-humano-do-mundo\/"},"modified":"2016-03-02T13:17:25","modified_gmt":"2016-03-02T16:17:25","slug":"brasil-tem-o-maior-numero-de-doadoras-de-leite-humano-do-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/brasil-tem-o-maior-numero-de-doadoras-de-leite-humano-do-mundo\/","title":{"rendered":"Brasil tem o maior n\u00famero de doadoras de leite humano do mundo"},"content":{"rendered":"<p><h6><\/h6>\n<\/p>\n<div class=\"tx cl\">\n<p><em>A Rede de Bancos de Leite Humano est\u00e1 entre as a\u00e7\u00f5es que garantiram o reconhecimento do pa\u00eds como refer\u00eancia mundial em aleitamento materno pela OPAS e pela revista brit\u00e2nica The Lancet<\/em><\/p>\n<p>A Rede de Bancos de Leite Humano (rBLH) \u00e9 uma das iniciativas que rendeu ao Brasil, nesta quarta-feira (2\/2), reconhecimento especial da Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana de Sa\u00fade (OPAS) e da revista cient\u00edfica brit\u00e2nica The Lancet como refer\u00eancia mundial em aleitamento materno. O pa\u00eds tem posi\u00e7\u00e3o de destaque em rela\u00e7\u00e3o a na\u00e7\u00f5es de alta renda como Estados Unidos, Reino Unido, Portugal, Espanha e China, em fun\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas adotadas h\u00e1 pelo menos 30 anos.<\/p>\n<p>Dentre os 292 bancos de leite humano existentes no mundo &#8211; implantados em 21 pa\u00edses das Am\u00e9ricas, Europa e \u00c1frica &#8211; 72,9% deles est\u00e3o no Brasil (213). Essas unidades beneficiaram, entre 2008 e 2014, 88,5% (cerca de 11 milh\u00f5es) de todas as mulheres assistidas no planeta e contaram com o apoio de 93,2% das doadoras de leite (1,1 milh\u00e3o de brasileiras). As mulheres brasileiras foram respons\u00e1veis por 89,2% da coleta dos 1,1 milh\u00e3o de litros de leite doados e beneficiaram 79,1% de todos os rec\u00e9m-nascidos atendidos nesses espa\u00e7os, tornando o Brasil no pa\u00eds que registra o maior n\u00famero de doadoras de leite humano do mundo.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos bancos de leite, a revista The Lancet e a OPAS atribuem a evolu\u00e7\u00e3o das taxas de amamenta\u00e7\u00e3o no pa\u00eds a um conjunto de pol\u00edticas integradas de incentivo \u00e0 amamenta\u00e7\u00e3o. O documento que reconhece o protagonismo do Brasil cita a regulamenta\u00e7\u00e3o da Lei de Amamenta\u00e7\u00e3o, assinada em novembro de 2015, que limita a comercializa\u00e7\u00e3o de substitutos do leite materno, promove a licen\u00e7a maternidade de 4 a 6 meses e melhora os processos sistem\u00e1ticos de certifica\u00e7\u00e3o dos hospitais Amigos da Crian\u00e7a, assegurando padr\u00f5es de qualidade e treinamento constante de profissionais de sa\u00fade, lideran\u00e7a governamental, investimentos e uma ativa participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil.<\/p>\n<p>\u201cSabemos que o leite materno \u00e9 capaz de reduzir em 13% as mortes por causas evit\u00e1veis em crian\u00e7as menores de cinco anos e estamos conseguindo redu\u00e7\u00f5es fant\u00e1sticas na mortalidade infantil. Em 2008, 41% das crian\u00e7as brasileiras j\u00e1 eram amamentadas at\u00e9 os seis meses de vida, de forma exclusiva, e devido \u00e0s nossas a\u00e7\u00f5es, campanhas, pol\u00edticas e investimentos esse n\u00famero s\u00f3 vem crescendo, o que \u00e9 um motivo de comemora\u00e7\u00e3o e satisfa\u00e7\u00e3o para todos n\u00f3s\u201d, comemora o ministro da Sa\u00fade, Marcelo Castro. Durante o evento tamb\u00e9m foi lan\u00e7ada a nova s\u00e9rie da revista cient\u00edfica brit\u00e2nica The Lancet, contendo o maior e mais abrangente estudo comparativo j\u00e1 feito sobre aleitamento materno: a equipe analisou dados coletados em 153 pa\u00edses.<\/p>\n<p>De acordo com a coordenadora da Unidade T\u00e9cnica de Fam\u00edlia, G\u00eanero e Curso de Vida da OPAS\/OMS, Haydee Padilha, o Brasil se evidenciou nos \u00faltimos anos como um exemplo para os outros pa\u00edses. \u201cDevido a suas pol\u00edticas, regula\u00e7\u00f5es, normativas, estrat\u00e9gias de fortalecimento dos recursos humanos e capacita\u00e7\u00f5es, assim como iniciativas de educa\u00e7\u00e3o para toda a popula\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia da amamenta\u00e7\u00e3o, al\u00e9m da importante participa\u00e7\u00e3o da sociedade civil. Esperemos que este reconhecimento ao pa\u00eds possa fortalecer a pol\u00edtica de aleitamento materno no Brasil e nas Am\u00e9ricas\u201d.<\/p>\n<p>A Rede de Bancos de Leite Humano (rBLH) brasileira conta com 161 postos de coleta em todos os estados do pa\u00eds. Nos \u00faltimos quatro anos, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade repassou R$ 3,2 milh\u00f5es para o custeio do servi\u00e7o. O modelo do banco de leite humano brasileiro \u00e9 refer\u00eancia internacional e, desde 2005, o pa\u00eds exporta t\u00e9cnicas de baixo custo para implementar bancos de leite materno em 25 pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, Caribe Hisp\u00e2nico, \u00c1frica Portuguesa e Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica. Uruguai, Venezuela e Equador receberam as primeiras tecnologias transferidas, e Portugal e Espanha receberam os primeiros bancos no modelo brasileiro. Na \u00faltima d\u00e9cada, quase 2 milh\u00f5es de rec\u00e9m nascidos no Brasil receberam leite humano processado com a qualidade da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano\/FIOCRUZ\/MS.<\/p>\n<p><strong>HOSPITAIS AMIGOS DA CRIAN\u00c7A<\/strong>\u00a0\u2013 Outra estrat\u00e9gia para incentivo a amamenta\u00e7\u00e3o adotada pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, desenvolvida em parceria com o Fundo das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Inf\u00e2ncia (Unicef), \u00e9 a certifica\u00e7\u00e3o de hospitais que cumprem os chamados \u201cDez passos para o sucesso do aleitamento materno\u201d. O certificado \u201cHospitais Amigos da Crian\u00e7a\u201d conta atualmente com 326 institui\u00e7\u00f5es em todas as Unidades da Federa\u00e7\u00e3o, garantindo incentivos financeiros \u00e0s unidades que mant\u00e9m assist\u00eancia humanizada e qualificada \u00e0s m\u00e3es e aos beb\u00eas.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dois anos, foram realizados 1,3 milh\u00e3o de partos nos Hospitais Amigos da Crian\u00e7a, que possuem qualifica\u00e7\u00e3o das Boas Pr\u00e1ticas de Parto, Nascimento e Amamenta\u00e7\u00e3o, por meio do Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). Em duas d\u00e9cadas dos Hospitais Amigos da Crian\u00e7a no Brasil, o crescimento de institui\u00e7\u00f5es habilitadas foi de 93,9%, passando de 66 hospitais em 1996 para 326 em 2015. O Brasil integra o seleto grupo dos 70 pa\u00edses que j\u00e1 adotam esse crit\u00e9rio em seus hospitais.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do aprimoramento do atendimento nos hospitais, o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade tem investido na capacita\u00e7\u00e3o dos profissionais da Aten\u00e7\u00e3o B\u00e1sica com enfoque no aleitamento materno. De 2013 a 2015, foram capacitados e qualificados 18 mil profissionais, registrando um crescimento de 354,2% no per\u00edodo.<\/p>\n<p><strong>MULHER TRABALHADORA QUE AMAMENTA<\/strong>\u00a0\u2013 Para incentivar as brasileiras a manterem a amamenta\u00e7\u00e3o ap\u00f3s o fim da licen\u00e7a maternidade, o Minist\u00e9rio de Sa\u00fade implantou, em 2015, a a\u00e7\u00e3o Mulher Trabalhadora que Amamenta. A iniciativa possui tr\u00eas eixos fundamentais: licen\u00e7a-maternidade de seis meses, implanta\u00e7\u00e3o de creches nos locais de trabalho ou conv\u00eanio com creches pr\u00f3ximas, e a cria\u00e7\u00e3o de salas de apoio \u00e0 amamenta\u00e7\u00e3o dentro do ambiente de trabalho. A meta inicial para 2015, de certificar 50 salas de apoio em empresas de todo o Brasil, foi superada em 100%, chegando a 101 salas (o dobro do previsto inicialmente) que beneficiam at\u00e9 70 mil mulheres em idade f\u00e9rtil. Para 2016, o objetivo \u00e9 certificar outras 75 salas.<\/p>\n<p>As salas de apoio \u00e0 amamenta\u00e7\u00e3o s\u00e3o espa\u00e7os localizados no pr\u00f3prio ambiente de trabalho, destinados \u00e0s mulheres que retornam da licen\u00e7a maternidade. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 que elas possam, durante o hor\u00e1rio de trabalho, com privacidade e seguran\u00e7a, retirar o leite, armazen\u00e1-lo em local adequado e depois lev\u00e1-lo para casa, aumentando o per\u00edodo de amamenta\u00e7\u00e3o do filho. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), 43% dos trabalhadores brasileiros s\u00e3o mulheres, ou seja, quase metade da for\u00e7a de trabalho no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Todas estas a\u00e7\u00f5es ajudaram o Brasil a atingir a meta do Objetivo do Mil\u00eanio (ODM) n\u00famero 4, estabelecida pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), de reduzir em dois ter\u00e7os at\u00e9 2016 a mortalidade de crian\u00e7as menores de cinco anos, tr\u00eas anos antes do prazo. A queda dessa taxa foi de 77% em 22 anos, passando de 62 mortes para cada mil nascidos vivos em 1990 para 14 mortes para cada mil nascidos vivos em 2012.<\/p>\n<p><strong>BENEF\u00cdCIOS<\/strong>\u00a0\u2013 A Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) e o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade recomendam que os beb\u00eas sejam alimentados exclusivamente pelo leite da m\u00e3e at\u00e9 os seis meses e que a amamenta\u00e7\u00e3o continue acontecendo, junto com outros alimentos, por at\u00e9 dois anos ou mais.<\/p>\n<p>Crian\u00e7as que s\u00e3o amamentadas por mais tempo t\u00eam melhor desenvolvimento intelectual (um aumento m\u00e9dio de 3 pontos no QI), o que pode melhorar o desempenho escolar e, a longo prazo, aumentar a renda. Al\u00e9m disso, a cada ano que uma m\u00e3e amamenta, o risco de desenvolvimento de c\u00e2ncer de mama invasivo \u00e9 reduzido em 6%.<\/p>\n<p>\u201cA crian\u00e7a que recebe o devido aleitamento materno fica melhor preparada para a vida. Tem mais estabilidade emocional, fica mais amorosa, desenvolve um car\u00e1ter e uma personalidade mais forte e se torna em uma pessoa mais saud\u00e1vel no futuro. O aleitamento materno \u00e9, portanto, uma grande solu\u00e7\u00e3o, tanto f\u00edsica quanto psicologicamente, para o desenvolvimento de uma crian\u00e7a em todas as etapas da vida\u201d, completa o ministro da Sa\u00fade.<\/p>\n<p>Com o leite humano, o beb\u00ea fica protegido de infec\u00e7\u00f5es, diarreias e alergias, cresce com mais sa\u00fade, ganha peso mais r\u00e1pido e fica menos tempo internado. O aleitamento materno tamb\u00e9m diminuiu o risco de doen\u00e7as como hipertens\u00e3o, colesterol alto, diabetes, obesidade e colesterol. O benef\u00edcio tamb\u00e9m se estende \u00e0 m\u00e3e, que perde peso mais rapidamente ap\u00f3s o parto e ajuda o \u00fatero a recuperar seu tamanho normal, o que diminui risco de hemorragia e anemia.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, uma s\u00e9rie de evid\u00eancias cient\u00edficas mostra que o leite materno \u00e9 capaz de reduzir em 13% as mortes por causas evit\u00e1veis em crian\u00e7as menores de cinco anos, segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS). De acordo com a OMS e a Unicef, cerca de seis milh\u00f5es de crian\u00e7as s\u00e3o salvas por ano devido ao aumento das taxas de amamenta\u00e7\u00e3o exclusiva. O leite materno tem tudo o que a crian\u00e7a precisa at\u00e9 os seis meses, inclusive \u00e1gua.<\/p>\n<p><strong>ESTUDO PILOTO<\/strong>\u00a0\u2013 O Minist\u00e9rio da Sa\u00fade est\u00e1 realizando um estudo piloto no Distrito Federal para validar o monitoramento das pr\u00e1ticas de alimenta\u00e7\u00e3o infantil nos munic\u00edpios por meio de inqu\u00e9ritos telef\u00f4nicos. Os resultados parciais desse estudo, relativos \u00e0 capital federal, mostram evolu\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel da amamenta\u00e7\u00e3o exclusiva em crian\u00e7as menores de seis meses, de 50% para 65,8%, entre 2008 e 2014. A pesquisa tamb\u00e9m constatou que o percentual de m\u00e3es que continuam amamentando seus beb\u00eas dos nove aos 12 meses aumentou de 65,4% em 2008 para 76,2% em 2014.<\/p>\n<p><strong>Fonte: Ag\u00eancia Sa\u00fade<\/strong><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Rede de Bancos de Leite Humano est\u00e1 entre as a\u00e7\u00f5es que garantiram o reconhecimento do pa\u00eds como refer\u00eancia mundial em aleitamento materno pela OPAS e pela revista brit\u00e2nica The Lancet A Rede de Bancos de Leite Humano (rBLH) \u00e9 uma das iniciativas que rendeu ao Brasil, nesta quarta-feira (2\/2), reconhecimento especial da Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":46,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-4416","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"rttpg_featured_image_url":null,"rttpg_author":{"display_name":"cleybetsls","author_link":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/author\/cleybetsls\/"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/categoria\/noticias\/\" rel=\"category tag\">Not\u00edcias<\/a>","rttpg_excerpt":"A Rede de Bancos de Leite Humano est\u00e1 entre as a\u00e7\u00f5es que garantiram o reconhecimento do pa\u00eds como refer\u00eancia mundial em aleitamento materno pela OPAS e pela revista brit\u00e2nica The Lancet A Rede de Bancos de Leite Humano (rBLH) \u00e9 uma das iniciativas que rendeu ao Brasil, nesta quarta-feira (2\/2), reconhecimento especial da Organiza\u00e7\u00e3o Pan-Americana&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4416","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/users\/46"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4416"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4416\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4416"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4416"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4416"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}