

{"id":36331,"date":"2023-10-20T13:58:34","date_gmt":"2023-10-20T16:58:34","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/saude\/mente-sa-vida-longa-um-olhar-voltado-para-a-saude-mental-dos-idosos\/"},"modified":"2023-10-20T13:58:34","modified_gmt":"2023-10-20T16:58:34","slug":"mente-sa-vida-longa-um-olhar-voltado-para-a-saude-mental-dos-idosos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/mente-sa-vida-longa-um-olhar-voltado-para-a-saude-mental-dos-idosos\/","title":{"rendered":"Mente s\u00e3, vida longa: HEF tem olhar voltado para sa\u00fade mental dos idosos"},"content":{"rendered":"<p>Humaniza&ccedil;&atilde;o &eacute; diferencial do Hospital Estadual de Formosa, unidade do Governo de Goi&aacute;s, no atendimento de&nbsp;pessoas da terceira idade em situa&ccedil;&atilde;o de adoecimento mental&nbsp;<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<figure class=\"image\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-36330\" alt=\"\" id=\"\" src=\"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/sites\/34\/2023\/10\/2010-mentesaidosos-395.jpeg\" style=\"\" title=\"\" width=\"1000\" height=\"667\" srcset=\"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/sites\/34\/2023\/10\/2010-mentesaidosos-395.jpeg 1000w, https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/sites\/34\/2023\/10\/2010-mentesaidosos-395-300x200.jpeg 300w, https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/sites\/34\/2023\/10\/2010-mentesaidosos-395-768x512.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 1000px) 100vw, 1000px\" \/><figcaption class=\"text-center\"><em>Adoecimento mental em idosos&nbsp;<\/em><\/figcaption><\/figure>\n<p>Segundo dados do Minist&eacute;rio da Sa&uacute;de, a depress&atilde;o &eacute; um problema de sa&uacute;de mental que afeta milh&otilde;es de brasileiros. Estima-se que cerca de 5,8% da popula&ccedil;&atilde;o brasileira, ou&nbsp;aproximadamente 12 milh&otilde;es de pessoas, sofrem de depress&atilde;o. Esse n&uacute;mero coloca o Brasil como o Pa&iacute;s com a maior preval&ecirc;ncia de casos na Am&eacute;rica Latina.<\/p>\n<p>Considerando esse dado, a humaniza&ccedil;&atilde;o &eacute; um diferencial no atendimento de idosos em situa&ccedil;&atilde;o de adoecimento mental no Hospital Estadual de Formosa (HEF), uma das unidades do Governo de Goi&aacute;s no Entorno do Distrito Federal.<\/p>\n<p>&Eacute; de extrema import&acirc;ncia discutir abertamente sobre sa&uacute;de mental em todas as faixas et&aacute;rias, incluindo os idosos, pois a depress&atilde;o entre pessoas desse grupo &eacute; um problema significativo, que merece aten&ccedil;&atilde;o e a&ccedil;&otilde;es efetivas. A conscientiza&ccedil;&atilde;o, educa&ccedil;&atilde;o e apoio podem ajudar a melhorar a qualidade de vida dos idosos e reduzir o impacto da doen&ccedil;a em suas vidas. Tamb&eacute;m &eacute; crucial que familiares, amigos e a comunidade estejam atentos aos sinais de sofrimento mental e ofere&ccedil;am apoio &agrave;s pessoas que est&atilde;o passando por momentos dif&iacute;ceis.&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<strong>Tema negligenciado<\/strong><br \/>\nA depress&atilde;o em idosos &eacute; um tema muitas vezes negligenciado, apesar de sua preval&ecirc;ncia e impacto significativos na qualidade de vida desses indiv&iacute;duos. Segundo a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial da Sa&uacute;de (OMS), estima-se que a depress&atilde;o afeta cerca de 7% da popula&ccedil;&atilde;o idosa em todo o mundo. No entanto, esse n&uacute;mero pode ser subestimado, devido &agrave; estigmatiza&ccedil;&atilde;o em torno da sa&uacute;de mental e &agrave; falta de diagn&oacute;stico adequado.<\/p>\n<p>V&aacute;rios fatores podem contribuir para o adoecimento mental dos idosos, incluindo o isolamento social, doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas, perda de entes queridos e mudan&ccedil;as significativas na vida, como a aposentadoria. Al&eacute;m disso, o estigma associado a esse quadro muitas vezes impede que os idosos busquem ajuda.<\/p>\n<p>Nesse grupo, a depress&atilde;o normalmente est&aacute; associada a uma s&eacute;rie de consequ&ecirc;ncias negativas, incluindo aumento do risco de doen&ccedil;as cardiovasculares, comprometimento cognitivo e at&eacute; mesmo maior taxa de suic&iacute;dio. Al&eacute;m disso, afeta a qualidade de vida, tornando as atividades di&aacute;rias mais desafiadoras e diminuindo a capacidade de desfrutar de momentos simples.<\/p>\n<p><strong>Atendimento humanizado<\/strong><br \/>\nConsiderando esse cen&aacute;rio, em que a condi&ccedil;&atilde;o de sa&uacute;de mental afeta n&atilde;o apenas o bem-estar emocional, mas tamb&eacute;m o f&iacute;sico e social dos idosos, a humaniza&ccedil;&atilde;o no atendimento desempenha um papel fundamental na melhoria da qualidade de vida e no tratamento eficaz dessa popula&ccedil;&atilde;o vulner&aacute;vel.<\/p>\n<p>&ldquo;A transi&ccedil;&atilde;o de uma vida com autonomia para uma vida que depende do cuidado e assist&ecirc;ncia do outro, naturalmente j&aacute; traz um desgaste emocional para o idoso. Muitos deles, infelizmente, n&atilde;o t&ecirc;m o cuidado devido&quot;, alerta Hellen Santana, enfermeira do pronto-socorro (PS) do hospital.<\/p>\n<p>A humaniza&ccedil;&atilde;o no atendimento permite a constru&ccedil;&atilde;o de v&iacute;nculos emocionais positivos, o que pode aumentar a ades&atilde;o ao tratamento e melhorar os resultados. Segundo Jussara Vieira, tamb&eacute;m enfermeira do PS, o principal trabalho, muitas vezes, &eacute; acolher o paciente idoso e estabelecer uma conex&atilde;o com ele.<\/p>\n<p>&ldquo;Na maioria das vezes, &eacute; exatamente isso que ele precisa. Escutar, dar aten&ccedil;&atilde;o, chamar pelo nome, s&atilde;o coisas simples, mas que fazem diferen&ccedil;a para o paciente. J&aacute; houve casos em que recebemos pacientes com relato de que n&atilde;o estavam se alimentando e ap&oacute;s o atendimento e acolhimento, acabavam cedendo e aceitavam se alimentar. O nosso desafio &eacute; esse: manter um olhar humanizado do paciente, enxergando mais do que uma comorbidade, mas vendo a pessoa como um todo&rdquo;, ressalta a enfermeira.<\/p>\n<p><strong>Prepara&ccedil;&atilde;o da equipe<\/strong><br \/>\nLidar com idosos sensibilizados emocionalmente ou que sofrem de depress&atilde;o envolve uma prepara&ccedil;&atilde;o da equipe, o que inclui estar pronto para acolher de maneira humanizada, a sensibiliza&ccedil;&atilde;o para o estigma, o desenvolvimento de habilidades de comunica&ccedil;&atilde;o emp&aacute;tica e a compreens&atilde;o das particularidades do envelhecimento.<\/p>\n<p>&ldquo;A equipe do pronto-socorro est&aacute; muito bem orientada e capacitada para fazer esse primeiro acolhimento e identificar essa fragilidade nos idosos. Na sequ&ecirc;ncia, ele &eacute; direcionado para o cuidado psicossocial, onde poder&aacute; receber o tratamento especializado e a devida assist&ecirc;ncia. Trabalhamos assim, como uma s&oacute; equipe, pois nosso objetivo &eacute; o bem-estar do paciente&rdquo;, explica Mayara Rocha, enfermeira coordenadora do PS.<\/p>\n<p>Nesse contexto, as equipes de sa&uacute;de desempenham um papel vital ao adotar abordagens humanizadas para acolher e auxiliar os idosos.&nbsp;Ao combinar conhecimento t&eacute;cnico com empatia, respeito e compreens&atilde;o das necessidades individuais, essas equipes n&atilde;o apenas tratam as condi&ccedil;&otilde;es de sa&uacute;de mental, mas tamb&eacute;m proporcionam conforto e esperan&ccedil;a, permitindo que os idosos enfrentem seus desafios com dignidade e qualidade de vida.<\/p>\n<p>A abordagem humanizada, como a praticada no HEF, &eacute; um farol de esperan&ccedil;a para aqueles que enfrentam o adoecimento mental, iluminando o caminho para uma sociedade mais compreensiva e solid&aacute;ria.<\/p>\n<p>Fernanda Bueno (texto e foto)\/Imed<br \/>\n&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Humaniza&ccedil;&atilde;o &eacute; diferencial do Hospital Estadual de Formosa, unidade do Governo de Goi&aacute;s, no atendimento de&nbsp;pessoas da terceira idade em situa&ccedil;&atilde;o de adoecimento mental&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"author":693,"featured_media":36330,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-36331","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"rttpg_featured_image_url":{"full":["https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/sites\/34\/2023\/10\/2010-mentesaidosos-395.jpeg",1000,667,false],"landscape":["https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/sites\/34\/2023\/10\/2010-mentesaidosos-395.jpeg",1000,667,false],"portraits":["https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/sites\/34\/2023\/10\/2010-mentesaidosos-395.jpeg",1000,667,false],"thumbnail":["https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/sites\/34\/2023\/10\/2010-mentesaidosos-395-150x150.jpeg",150,150,true],"medium":["https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/sites\/34\/2023\/10\/2010-mentesaidosos-395-300x200.jpeg",300,200,true],"large":["https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/sites\/34\/2023\/10\/2010-mentesaidosos-395.jpeg",1000,667,false],"1536x1536":["https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/sites\/34\/2023\/10\/2010-mentesaidosos-395.jpeg",1000,667,false],"2048x2048":["https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-content\/uploads\/sites\/34\/2023\/10\/2010-mentesaidosos-395.jpeg",1000,667,false]},"rttpg_author":{"display_name":"elzenubiamoreira","author_link":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/author\/elzenubiamoreira\/"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/categoria\/noticias\/\" rel=\"category tag\">Not\u00edcias<\/a>","rttpg_excerpt":"Humaniza&ccedil;&atilde;o &eacute; diferencial do Hospital Estadual de Formosa, unidade do Governo de Goi&aacute;s, no atendimento de&nbsp;pessoas da terceira idade em situa&ccedil;&atilde;o de adoecimento mental&nbsp;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36331","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/users\/693"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=36331"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/36331\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/media\/36330"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=36331"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=36331"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=36331"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}