

{"id":2243,"date":"2017-12-11T08:32:55","date_gmt":"2017-12-11T10:32:55","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/saude\/implantacao-de-enfermagem-obstetrica-na-mnsl-aumenta-taxa-de-partos-normais\/"},"modified":"2017-12-11T08:32:55","modified_gmt":"2017-12-11T10:32:55","slug":"implantacao-de-enfermagem-obstetrica-na-mnsl-aumenta-taxa-de-partos-normais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/implantacao-de-enfermagem-obstetrica-na-mnsl-aumenta-taxa-de-partos-normais\/","title":{"rendered":"Implanta\u00e7\u00e3o de Enfermagem Obst\u00e9trica na MNSL aumenta taxa de partos normais"},"content":{"rendered":"<p>Um turbilh\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es, como medo e inseguran\u00e7a, tomam conta da cabe\u00e7a de uma gestante no momento do parto, indicando a necessidade de apoio e cuidado especial para com a mulher.<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<p><p class=\"m_-5446989547867350290gmail-MsoNormal\">Um turbilh\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es, como medo e inseguran\u00e7a, tomam conta da cabe\u00e7a de uma gestante no momento do parto, indicando a necessidade de apoio e cuidado especial para com a mulher. O suporte emocional de um profissional da sa\u00fade momentos antes e durante o parto \u00e9 determinante para que essa experi\u00eancia seja positiva e ocorra da maneira mais natural poss\u00edvel, assim como indica a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), por meio da Pol\u00edtica Nacional de Humaniza\u00e7\u00e3o (PNH). Cumprindo esse papel de assistir \u00e0s gestantes, parturientes e pu\u00e9rperas, os enfermeiros obst\u00e9tricos, uma especialidade profissional que j\u00e1 \u00e9 muito conhecida em todo o mundo, tem ganhado cada vez mais espa\u00e7o no Brasil, pelo fato de trabalhar com foco em uma boa evolu\u00e7\u00e3o do parto, a fim de incentivar que as mulheres deem a luz sem interven\u00e7\u00e3o cir\u00fargica.<\/p>\n<\/p>\n<p><p class=\"m_-5446989547867350290gmail-MsoNormal\">Na Maternidade Nossa Senhora de Lourdes (MNSL), o servi\u00e7o foi implantado no primeiro semestre de 2017 e j\u00e1 repercute positivamente. Segundo dados do setor de Qualidade da Maternidade, o n\u00famero de partos normais realizados entre mar\u00e7o e outubro deste ano \u2013 per\u00edodo em que houve a atua\u00e7\u00e3o dos enfermeiros obst\u00e9tricos &#8211; aumentou em 10% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano passado. Durante os oito meses, 1248 partos normais foram realizados. \u201c\u00c9 muito importante o suporte que esses profissionais oferecem \u00e0s mulheres durante o processo do parto, mostrando-se pr\u00f3ximos, preocupados e dispostos a cuidar e escutar a parturiente para a cria\u00e7\u00e3o de la\u00e7os de confian\u00e7a e afei\u00e7\u00e3o. Isso resulta em maior facilidade na evolu\u00e7\u00e3o do parto e redu\u00e7\u00e3o de cesarianas desnecess\u00e1rias, o que podemos confirmar com as taxas, que apontam o aumento de partos normais, conforme indica o Sistema \u00danico de Sa\u00fade\u201d, destaca a diretora operacional da MNSL, Ana Maria Carib\u00e9 da S. Mello.<\/p>\n<\/p>\n<p><p class=\"m_-5446989547867350290gmail-MsoNormal\">O resultado da implementa\u00e7\u00e3o da Enfermagem Obst\u00e9trica na Maternidade n\u00e3o \u00e9 medido apenas em n\u00fameros, mas tamb\u00e9m est\u00e1 associado \u00e0 seguran\u00e7a e satisfa\u00e7\u00e3o da parturiente. \u201cO acompanhamento e a dedica\u00e7\u00e3o que recebi dos enfermeiros obstetras foi muito importante pra mim. Essa foi minha segunda gesta\u00e7\u00e3o e como a primeira foi de g\u00eameos, o parto foi ces\u00e1rea. Por isso, pensei que n\u00e3o conseguiria dar \u00e0 luz sem cirurgia, mas consegui porque eles me incentivaram e me ajudaram at\u00e9 o fim\u201d, relata Maria de F\u00e1tima Silva, que completa dizendo que a experi\u00eancia do parto da filha ca\u00e7ula, que ocorreu em 18 julho deste ano, foi muito melhor do que a de sua primeira gravidez. Segundo o enfermeiro residente, Kauhan de Paula, que est\u00e1 graduando na especialidade de Enfermagem Obst\u00e9trica pela Secretaria Estadual de Sa\u00fade de Goi\u00e1s (SES-GO), \u00e9 comum ouvir agradecimentos das pacientes. \u201cDepois que realizamos o parto elas se mostram muito gratas e sempre falam sobre como o apoio que receberam foi fundamental. Chegam, inclusive, a dizer que se n\u00e3o fosse por n\u00f3s n\u00e3o teriam conseguido\u201d.<\/p>\n<\/p>\n<p><p class=\"m_-5446989547867350290gmail-MsoNormal\"><b>Rotina \u2013 <\/b>A enfermeira obstetra da MNSL, Maria da Concei\u00e7\u00e3o Teles, explica que os enfermeiros est\u00e3o aptos a realizar o parto quando a gesta\u00e7\u00e3o est\u00e1 entre 37 e 41 semanas; quando a m\u00e3e e o beb\u00ea n\u00e3o apresentam doen\u00e7as; e desde que o beb\u00ea n\u00e3o seja muito grande, pesando acima de 4 quilogramas, e nem muito pequeno, indicando problema de desenvolvimento. \u201cSeguimos um protocolo do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e ele diz at\u00e9 onde podemos atuar e qual \u00e9 o nosso limite. Por isso, trabalhamos sempre em parceria com os m\u00e9dicos\u201d, afirma.<\/p>\n<\/p>\n<p><p class=\"m_-5446989547867350290gmail-MsoNormal\">Mas o trabalho dos enfermeiros obstetras dentro da Maternidade vai muito al\u00e9m de realizar o parto. Os profissionais acompanham a parturiente desde a interna\u00e7\u00e3o na unidade at\u00e9 a alta hospitalar. \u201cA atua\u00e7\u00e3o da Enfermagem Obst\u00e9trica \u00e9 considerada um dos pilares do processo de humaniza\u00e7\u00e3o do parto<b>. <\/b>Quando a paciente chega eles fazem a recep\u00e7\u00e3o e assumem o pr\u00e9 parto. Se estiver dentro do protocolo deles, eles realizam o parto e se n\u00e3o estiver, mesmo assim eles participam do processo junto com a equipe m\u00e9dica e depois tamb\u00e9m acompanham a alta do paciente. Tudo isso trabalhando em conjunto com os profissionais de outras \u00e1reas, como m\u00e9dicos, enfermeiros assistencialistas, fisioterapeutas, entre outros\u201d, esclarece a gerente de Enfermagem da MNSL, Rosa Maria Bellucci.<\/p>\n<\/p>\n<p><p class=\"m_-5446989547867350290gmail-MsoNormal\">\u201cNo geral, atendemos a todas as pacientes que entram na Sala de Pr\u00e9 Parto, tanto aquelas que vamos realizar o parto, quanto as que n\u00e3o vamos. Acolhemos, ajudamos nos exerc\u00edcios facilitadores do trabalho de parto, damos apoio emocional, evolu\u00edmos e conduzimos todas as parturientes para o Centro Cir\u00fargico. Tamb\u00e9m evolu\u00edmos as pu\u00e9rperas dos dias anteriores e orientamos sobre a rotina depois da volta pra casa\u201d, conta Maria Concei\u00e7\u00e3o, que \u00e9 preceptora dos residentes na MNSL. Segundo Ros\u00e2ngela Farias, paciente que deu \u00e0 luz na unidade no dia 14 de julho de 2017, o apoio \u00e9 ainda mais amplo. \u201cMeu marido n\u00e3o queria assistir o parto porque tinha medo, mas eles conversaram com ele, explicaram o quanto era importante ele ficar ao meu lado, e ele acompanhou tudo. Ficou comigo durante todo o trabalho de parto e ainda assistiu o nascimento da nossa filha. Sou muito grata a eles\u201d.<\/p>\n<\/p>\n<p><p class=\"m_-5446989547867350290gmail-MsoNormal\"><b>Enfoque &#8211; <\/b>Al\u00e9m do conhecimento adquirido na especializa\u00e7\u00e3o, a diferen\u00e7a entre um enfermeiro obstetra e um generalista est\u00e1 no olhar focado na paciente que se prepara para dar a luz. De acordo a gerente Rosa Bellucci, o enfermeiro assistencialista cuida do paciente voltado \u00e0 prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, al\u00e9m de ter outros afazeres burocr\u00e1ticos, j\u00e1 o enfermeiro obstetra concentra-se em ajudar no momento da dor e ajudar no trabalho de parto, al\u00e9m de ser habilitado para examinar a gestante, verificar contra\u00e7\u00f5es, dilata\u00e7\u00f5es e demais altera\u00e7\u00f5es no funcionamento do organismo feminino no momento do parto.<\/p>\n<\/p>\n<p><p class=\"m_-5446989547867350290gmail-MsoNormal\">\u00a0\u201cDesde que chegamos, em mar\u00e7o, as portas estavam abertas. Estamos fazendo nosso papel, trabalhando em parceria com os m\u00e9dicos. Est\u00e1 tudo caminhando bem, como deve ser\u201d, afirma a enfermeira obst\u00e9trica Maria Concei\u00e7\u00e3o. Mas nem sempre foi assim. Como toda novidade, em unidades que ainda n\u00e3o contam com esses profissionais, pode ser que, no in\u00edcio, haja uma resist\u00eancia em aceitar a presen\u00e7a deles. A enfermeira \u00a0conta que h\u00e1 alguns anos esteve na unidade para tentar implementar o servi\u00e7o, mas n\u00e3o teve abertura dar in\u00edcio ao trabalho. \u201cAtualmente, nossa gest\u00e3o \u00e9 voltada para mudar paradigmas, em tornar o atendimento cada dia mais humanizado\u201d, explica a gerente de Enfermagem. \u201cEstamos trabalhando para alcan\u00e7ar o patamar que os pa\u00edses de primeiro mundo est\u00e3o, onde o parto fisiol\u00f3gico j\u00e1 acontece com a enfermagem h\u00e1 muito tempo. Vamos chegar l\u00e1, mas para isso temos que formar mais especialistas, como temos feito aqui na MNSL. Os residentes s\u00e3o o futuro dessa profiss\u00e3o\u201d, frisa Maria Concei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/p>\n<p><p class=\"m_-5446989547867350290gmail-MsoNormal\"><b>Hist\u00f3rico &#8211;<\/b> No passado, o parto era realizado por parteiras, que conheciam o processo a partir de suas pr\u00f3prias experi\u00eancias e o tratavam de forma humanit\u00e1ria. Depois da inven\u00e7\u00e3o do f\u00f3rceps obst\u00e9trico, foi disseminada a ideia de que o parto era perigoso e de que o nascimento poderia ser comandado cirurgicamente. Ent\u00e3o, a interven\u00e7\u00e3o m\u00e9dica ascendeu e passou a existir uma especialidade dentro da Medicina com esse foco, chamada Obstetr\u00edcia. Por\u00e9m, desde que a OMS difundiu a import\u00e2ncia da humaniza\u00e7\u00e3o do parto, os enfermeiros passaram a ter espa\u00e7o nesse processo e t\u00eam a oportunidade de tamb\u00e9m se especializarem em Obstetr\u00edcia, se tornando enfermeiros obstetras, habilitados para a realiza\u00e7\u00e3o de qualquer parto normal que n\u00e3o haja risco de complica\u00e7\u00e3o para a sa\u00fade da m\u00e3e e da crian\u00e7a.<\/p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um turbilh\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es, como medo e inseguran\u00e7a, tomam conta da cabe\u00e7a de uma gestante no momento do parto, indicando a necessidade de apoio e cuidado especial para com a mulher.<\/p>\n","protected":false},"author":46,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-2243","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-noticias"],"rttpg_featured_image_url":null,"rttpg_author":{"display_name":"cleybetsls","author_link":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/author\/cleybetsls\/"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/categoria\/noticias\/\" rel=\"category tag\">Not\u00edcias<\/a>","rttpg_excerpt":"Um turbilh\u00e3o de emo\u00e7\u00f5es, como medo e inseguran\u00e7a, tomam conta da cabe\u00e7a de uma gestante no momento do parto, indicando a necessidade de apoio e cuidado especial para com a mulher.","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2243","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/users\/46"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2243"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2243\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2243"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2243"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2243"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}