

{"id":16011,"date":"2019-11-22T12:09:31","date_gmt":"2019-11-22T15:09:31","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/saude\/raiva-2\/"},"modified":"2019-11-22T12:09:31","modified_gmt":"2019-11-22T15:09:31","slug":"raiva-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/raiva-2\/","title":{"rendered":"Raiva"},"content":{"rendered":"<p><strong>Descri&ccedil;&atilde;o: <\/strong> A raiva &eacute; uma doen&ccedil;a infecciosa aguda causada por um v&iacute;rus, que acomete mam&iacute;feros, inclusive o homem. O microrganismo envolvido &eacute; o v&iacute;rus do g&ecirc;nero Lyssavirus, fam&iacute;lia Rabhdoviridae. O v&iacute;rus r&aacute;bico possui aspecto de um proj&eacute;til e seu genoma &eacute; constitu&iacute;do por RNA. Apresenta dois ant&iacute;genos principais: um de superf&iacute;cie, constitu&iacute;do por uma glicoprote&iacute;na, respons&aacute;vel pela forma&ccedil;&atilde;o de anticorpos neutralizantes e adsor&ccedil;&atilde;o v&iacute;rus-c&eacute;lula, e outro interno, constitu&iacute;do por uma nucleoprote&iacute;na, que &eacute; grupo espec&iacute;fico.<\/p>\n<p><strong>Transmiss&atilde;o: <\/strong> A transmiss&atilde;o da raiva se d&aacute; pela penetra&ccedil;&atilde;o do v&iacute;rus contido na saliva do animal infectado, principalmente pela mordedura e, mais raramente, pela arranhadura e lambedura de mucosas. O v&iacute;rus penetra no organismo, multiplica-se no ponto de inocula&ccedil;&atilde;o, atinge o sistema nervoso perif&eacute;rico e, posteriormente, o sistema nervoso central. A partir da&iacute;, dissemina-se para v&aacute;rios &oacute;rg&atilde;os e gl&acirc;ndulas salivares, onde tamb&eacute;m se replica e &eacute; eliminado pela saliva das pessoas ou animais enfermos. Nos c&atilde;es e gatos, a elimina&ccedil;&atilde;o de v&iacute;rus pela saliva ocorre de 2 a 5 dias antes do aparecimento dos sinais cl&iacute;nicos, persistindo durante toda a evolu&ccedil;&atilde;o da doen&ccedil;a. A morte do animal acontece, em m&eacute;dia, entre 5 a 7 dias ap&oacute;s a apresenta&ccedil;&atilde;o dos sintomas. Em rela&ccedil;&atilde;o aos animais silvestres, h&aacute; poucos estudos sobre o per&iacute;odo de transmissibilidade, que pode variar de acordo com a esp&eacute;cie. Por exemplo, especificamente os quir&oacute;pteros podem albergar o v&iacute;rus por longo per&iacute;odo, sem sintomatologia aparente.<\/p>\n<p><strong>Preven&ccedil;&atilde;o: <\/strong> A assist&ecirc;ncia m&eacute;dica deve ser procurada o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel ap&oacute;s a agress&atilde;o. Quanto ao ferimento: deve-se deixar sangrar por pouco tempo; lavar abundantemente com &aacute;gua e sab&atilde;o e aplicar algum produto anti-s&eacute;ptico. O tratamento profil&aacute;tico deve ser prescrito pelo m&eacute;dico ou enfermeiro, que avaliar&aacute; o caso indicando a aplica&ccedil;&atilde;o de vacina e\/ou soro. Fornecer informa&ccedil;&otilde;es ao servi&ccedil;o de sa&uacute;de quanto ao animal: se tem dono, endere&ccedil;o. O tratamento profil&aacute;tico n&atilde;o deve ser interrompido.<\/p>\n<p><strong>Sintomas: <\/strong> Os sintomas indicativos do in&iacute;cio desta doen&ccedil;a (pr&oacute;dromos) duram de 2 a 4 dias e n&atilde;o s&atilde;o espec&iacute;ficos. O paciente apresenta mal estar, pequeno aumento de temperatura, anorexia, cefal&eacute;ia, n&aacute;useas, dor de garganta, entorpecimento, irritabilidade, inquietude e sensa&ccedil;&atilde;o de ang&uacute;stia. Podem ocorrer hiperestesia (dist&uacute;rbio neurol&oacute;gico que se d&aacute; ao excesso de sensibilidade de um sentido ou &oacute;rg&atilde;o a qualquer est&iacute;mulo) e parestesia (sensa&ccedil;&otilde;es cut&acirc;neas subjetivas como formigamento e que s&atilde;o vivenciadas espontaneamente na aus&ecirc;ncia de estimula&ccedil;&atilde;o) no trajeto de nervos perif&eacute;ricos, pr&oacute;ximos ao local da mordedura e altera&ccedil;&otilde;es de comportamento. A infec&ccedil;&atilde;o progride, surgindo manifesta&ccedil;&otilde;es de ansiedade e hiperexcitabilidade crescentes, febre, del&iacute;rios, espasmos musculares involunt&aacute;rios, generalizados e\/ou convuls&otilde;es. Espasmos dos m&uacute;sculos da laringe, faringe e l&iacute;ngua ocorrem quando o paciente v&ecirc; ou tenta ingerir l&iacute;quido, apresentando sialorr&eacute;ia intensa. Os espasmos musculares evoluem para paralisia, levando a altera&ccedil;&otilde;es cardiorrespirat&oacute;rias, reten&ccedil;&atilde;o urin&aacute;ria e obstipa&ccedil;&atilde;o intestinal. O paciente se mant&eacute;m consciente, com per&iacute;odo de alucina&ccedil;&otilde;es, at&eacute; a instala&ccedil;&atilde;o de quadro comatoso e evolu&ccedil;&atilde;o para &oacute;bito. Observa-se presen&ccedil;a de disfagia, aerofobia, hiperacusia, fotofobia. O per&iacute;odo de evolu&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s instalados os sinais e sintomas at&eacute; o &oacute;bito, &eacute; em geral de 5 a 7 dias.<\/p>\n<p><strong>Tratamento: <\/strong> O tratamento &eacute; baseado na indu&ccedil;&atilde;o de coma profundo, uso de antivirais (amantadina) e reposi&ccedil;&atilde;o de enzimas (biopterina).<\/p>\n<p><strong>Links para Pesquisa (Artigo):<\/strong><\/p>\n<div class=\"panel\" style=\"display: block;\">\n<p tabindex=\"0\"><a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0036-46652010000200003&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Revista do Instituto de Medicina Tropical de S&atilde;o Paulo<\/a><\/p>\n<p tabindex=\"0\"><a href=\"https:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_abstract&amp;pid=S0034-89102008000600005&amp;lng=pt&amp;nrm=iso&amp;tlng=pt\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Uso de sistemas de informa&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica em campanhas de vacina&ccedil;&atilde;o contra a raiva.<\/a><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Descri&ccedil;&atilde;o: A raiva &eacute; uma doen&ccedil;a infecciosa aguda causada por um v&iacute;rus, que acomete mam&iacute;feros, inclusive o homem. O microrganismo envolvido &eacute; o v&iacute;rus do g&ecirc;nero Lyssavirus, fam&iacute;lia Rabhdoviridae. O v&iacute;rus r&aacute;bico possui aspecto de um proj&eacute;til e seu genoma &eacute; constitu&iacute;do por RNA. Apresenta dois ant&iacute;genos principais: um de superf&iacute;cie, constitu&iacute;do por uma glicoprote&iacute;na, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":693,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[19],"tags":[],"class_list":["post-16011","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-biblioteca_"],"rttpg_featured_image_url":null,"rttpg_author":{"display_name":"elzenubiamoreira","author_link":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/author\/elzenubiamoreira\/"},"rttpg_comment":0,"rttpg_category":"<a href=\"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/categoria\/biblioteca_\/\" rel=\"category tag\">Biblioteca<\/a>","rttpg_excerpt":"Descri&ccedil;&atilde;o: A raiva &eacute; uma doen&ccedil;a infecciosa aguda causada por um v&iacute;rus, que acomete mam&iacute;feros, inclusive o homem. O microrganismo envolvido &eacute; o v&iacute;rus do g&ecirc;nero Lyssavirus, fam&iacute;lia Rabhdoviridae. O v&iacute;rus r&aacute;bico possui aspecto de um proj&eacute;til e seu genoma &eacute; constitu&iacute;do por RNA. Apresenta dois ant&iacute;genos principais: um de superf&iacute;cie, constitu&iacute;do por uma glicoprote&iacute;na,&hellip;","_links":{"self":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16011","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/users\/693"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16011"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16011\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16011"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16011"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16011"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}