

{"id":15905,"date":"2019-11-19T10:48:58","date_gmt":"2019-11-19T13:48:58","guid":{"rendered":"https:\/\/siteshom.goias.gov.br\/saude\/colera-2\/"},"modified":"2019-11-19T10:48:58","modified_gmt":"2019-11-19T13:48:58","slug":"colera-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/goias.gov.br\/saude\/colera-2\/","title":{"rendered":"C\u00f3lera"},"content":{"rendered":"<p tabindex=\"0\">Doen&ccedil;a infecciosa intestinal aguda, causada pela enterotoxina do&nbsp;<em>Vibrio cholerae<\/em>&nbsp;O1 e O139.<\/p>\n<p tabindex=\"0\">A &uacute;ltima epidemia de c&oacute;lera ocorrida no Brasil foi no ano de 1991 e fez 168.646 com 2.035 &oacute;bitos at&eacute; 2004, com a maioria dos casos em estados do Norte e do Nordeste. Os &uacute;ltimos casos de c&oacute;lera ocorreram em 2005, quando foram identificados cinco casos em Pernambuco. A partir de 2006, n&atilde;o houve casos aut&oacute;ctones de c&oacute;lera no Brasil, tendo sido notificados apenas 3 casos importados, um de Angola (2006), um da Rep&uacute;blica Dominicana (2011) e um de Mo&ccedil;ambique (2016).<\/p>\n<p tabindex=\"0\">&nbsp;<\/p>\n<p tabindex=\"0\"><strong><u>Transmiss&atilde;o<\/u><\/strong><\/p>\n<p tabindex=\"0\">A transmiss&atilde;o ocorre, principalmente, pela ingest&atilde;o de &aacute;gua contaminada por fezes ou v&ocirc;mitos de doente ou portador. Ocorre ainda pela ingest&atilde;o de alimentos contaminados por m&atilde;os de manipuladores dos produtos, bem como pelas moscas, al&eacute;m do consumo de gelo fabricado com &aacute;gua contaminada. A propaga&ccedil;&atilde;o de pessoa a pessoa, por contato direto, tamb&eacute;m pode ocorrer.<\/p>\n<p tabindex=\"0\"><strong><u>Preven&ccedil;&atilde;o<\/u><\/strong><\/p>\n<p tabindex=\"0\">A ocorr&ecirc;ncia da c&oacute;lera &eacute; diretamente relacionada &agrave;s condi&ccedil;&otilde;es inadequadas de saneamento e sua preven&ccedil;&atilde;o se baseia na ado&ccedil;&atilde;o de medidas de higiene pessoal e no consumo seguro de &aacute;gua e alimentos.<\/p>\n<p tabindex=\"0\">Recomenda-se que os viajantes aos pa&iacute;ses afetados pela c&oacute;lera adotem precau&ccedil;&otilde;es relacionadas &agrave;s condutas de higiene e consumo de alimentos (lembrando que essas recomenda&ccedil;&otilde;es s&atilde;o aplic&aacute;veis para evitar qualquer doen&ccedil;a transmitida por &aacute;gua e alimentos):<\/p>\n<ul>\n<li>Lavar as m&atilde;os frequentemente com sab&atilde;o e &aacute;gua limpa, principalmente antes de preparar ou ingerir alimentos, ap&oacute;s ir ao banheiro, ap&oacute;s utilizar condu&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas ou tocar superf&iacute;cies que possam estar sujas e sempre que voltar da rua.<\/li>\n<li>Evitar o consumo de alimentos crus ou mal cozidos (principalmente os frutos do mar) e alimentos cujas condi&ccedil;&otilde;es higi&ecirc;nicas, de preparo e acondicionamento, sejam prec&aacute;rias.<\/li>\n<li>De prefer&ecirc;ncia, consuma &aacute;gua mineral engarrafada ou outras bebidas industrializadas. Caso contr&aacute;rio tente ferver ou tratar a &aacute;gua. Para isso, filtre a &aacute;gua e depois coloque 2 gotas de hipoclorito de s&oacute;dio a 2,5% em 1 litro de &aacute;gua e aguarde por 30 minutos antes de consumir. Em algumas farm&aacute;cias e supermercados h&aacute; outros produtos para tratamento da &aacute;gua;<\/li>\n<li>Tenha certeza que tanto o gelo quanto os sucos foram preparados com &aacute;gua mineral ou tratada;<\/li>\n<li>Prefira restaurantes e lanchonetes que tenham sido indicados por ag&ecirc;ncias de viagens, guias, recepcionistas dos hot&eacute;is ou por algu&eacute;m do local. Evite comer alimentos de ambulantes;<\/li>\n<li>Pratos quentes: devem estar bem cozidos e\/ou bem passados e quentes no momento do consumo. N&atilde;o coma alimentos que ficaram em temperatura ambiente por mais de 2 horas;<\/li>\n<li>Saladas e sobremesas: devem estar frias no momento do consumo;<\/li>\n<li>Evite consumir leite cru e seus derivados n&atilde;o industrializados, bem como carnes cruas e mal passadas (de animais ex&oacute;ticos ou n&atilde;o);<\/li>\n<li>Tenha cuidado antes de ingerir peixes e frutos do mar que podem causar alergias e em alguns casos, sintomas neurol&oacute;gicos;<\/li>\n<li>N&atilde;o se esque&ccedil;a de lavar e\/ou descascar as frutas e verduras;<\/li>\n<li>&Eacute; interessante levar nos passeio seu pr&oacute;prio alimento e que, de prefer&ecirc;ncia, sejam alimentos prontos e industrializados e que podem ficar fora da geladeira e n&atilde;o estragam com o calor.<\/li>\n<\/ul>\n<p tabindex=\"0\"><strong><u>Sintomas<\/u><\/strong><\/p>\n<p tabindex=\"0\">As manifesta&ccedil;&otilde;es cl&iacute;nicas mais frequentes da c&oacute;lera s&atilde;o diarreia e v&ocirc;mitos com diferentes graus de intensidade. Tamb&eacute;m pode ocorrer dor abdominal e, nas formas severas, c&atilde;ibras, desidrata&ccedil;&atilde;o e choque. As fezes podem se apresentar com aspecto &aacute;gua amarelo-esverdeada, sem pus, muco ou sangue. Em alguns casos pode haver, de in&iacute;cio, a presen&ccedil;a de muco. As fezes podem apresentar um aspecto t&iacute;pico de &ldquo;&aacute;gua de arroz&rdquo;. A diarreia na maioria dos casos &eacute; abundante e incontrol&aacute;vel, onde o doente poder&aacute; apresentar in&uacute;meras evacua&ccedil;&otilde;es di&aacute;rias que pode levar a um estado de desidrata&ccedil;&atilde;o grave e choque.<\/p>\n<p tabindex=\"0\">&nbsp;<\/p>\n<p tabindex=\"0\"><strong><u>Tratamento<\/u><\/strong><\/p>\n<p tabindex=\"0\"><u>Tratamento<\/u><\/p>\n<p tabindex=\"0\">O diagn&oacute;stico e o tratamento precoce dos casos de c&oacute;lera s&atilde;o fatores fundamentais para a recupera&ccedil;&atilde;o do paciente, al&eacute;m de contribuir para a diminui&ccedil;&atilde;o de casos e contamina&ccedil;&atilde;o do meio ambiente. O tratamento se fundamenta na hidrata&ccedil;&atilde;o do paciente, mas, lembre-se, somente um m&eacute;dico poder&aacute; indicar a melhor terap&ecirc;utica para o paciente col&eacute;rico.<\/p>\n<p tabindex=\"0\"><u>&nbsp;<\/u><\/p>\n<p tabindex=\"0\">Refer&ecirc;ncias<\/p>\n<p tabindex=\"0\">C&oacute;lera dispon&iacute;vel em:&nbsp;<a href=\"https:\/\/portalms.saude.gov.br\/saude-de-a-z\/colera\">https:\/\/portalms.saude.gov.br\/saude-de-a-z\/colera<\/a>&nbsp;e&nbsp;<a href=\"https:\/\/portalms.saude.gov.br\/artigos\/925-saude-de-a-a-z\/colera\/11171-perguntas-e-respostas-colera\">https:\/\/portalms.saude.gov.br\/artigos\/925-saude-de-a-a-z\/colera\/11171-perguntas-e-respostas-colera<\/a><\/p>\n<p tabindex=\"0\">Guia de Vigil&acirc;ncia Epidemiol&oacute;gica 7&ordf; edi&ccedil;&atilde;o Bras&iacute;lia DF<\/p>\n<p tabindex=\"0\"><strong>Sa&uacute;de do Viajante dispon&iacute;vel em:&nbsp;<\/strong><a href=\"https:\/\/portalms.saude.gov.br\/saude-para-voce\/saude-do-viajante\">https:\/\/portalms.saude.gov.br\/saude-para-voce\/saude-do-viajante<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Doen&ccedil;a infecciosa intestinal aguda, causada pela enterotoxina do&nbsp;Vibrio cholerae&nbsp;O1 e O139. 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